domingo, 14 de julho de 2024

O LEÃO E O CORDEIRO

 


*O LEÃO 🦁 E O CORDEIRO 🐑*

*Jesus é o Salvador e é o Soberano Rei👑*

*As Duas Mensagens Da Cruz* 

Comentário: 

Pr. Márcio Ruben 

Texto Principal 

*Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Pilatos respondeu:* *Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?* *Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois,* *Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.*

 João 18:33-37  

*Introdução*

Jesus veio para perdoar nossos pecados. Nasceu para ser o nosso salvador. O seu nome em hebraico é Yeshua que significa Jeová Salva. Ela [Maria] dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus [Yeshua], porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Mateus 1.21 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! João1.29 

Esta frase, *o Cordeiro do Deus* é simplesmente maravilhosa. Interessava ao autor do Apocalipse que a emprega vinte e nove vezes em seu livro. Converteu-se em um dos títulos mais apreciados para designar a Jesus. Em uma só palavra resume o amor, o sacrifício, o sofrimento e o triunfo de Cristo.

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.” Lucas 1.31-33 1. 

Duas razões, duas perspectivas, duas lentes 

O aspecto da salvação é tremendo e muito importante, mas é secundário porque faz parte do propósito principal. Jesus é um rei que, a caminho do trono, parou para nos salvar. Ele tem um destino próprio, que é governar sobre todo o mundo. Muitos cristãos nunca pensaram sobre isso. Só entendem a salvação dos pecados. Mas Jesus salvou minha vida a fim de me incluir no seu destino. Você sabia que Jesus também tinha um destino, que o seu alvo não era apenas voltar para as “mansões celestiais”? Foi isso que ele disse a Pilatos. “Eu nasci para ser rei. Meu destino é ser rei sobre toda a Terra.” O destino de Jesus passou a determinar o sentido da minha vida também. Ele me deu um destino. Como ele morreu para me salvar, meu maior desejo agora é realizar o seu destino. Quero ajudá-lo a estabelecer seu reino sobre esta terra. *Temos um destino: 

 estabelecer o Reino de Deus sobre a terra, a soberania de Deus neste mundo perverso. 

Trazer o futuro para o presente. . 

*Salvação e Reino

A palavra grega Sõzõ pode referir-se a salvar a pessoa da morte (Mt 8.25; At 27.20,31), da enfermidade física (Mt 9.22; Mc 10.52; Lc 17.19; Tg 5.15), da possessão demoníaca (Lc 8.36) ou da morte que já sobreveio (Lc 8.50). Mas, na grande maioria das ocorrências, refere-se à salvação espiritual que Deus providenciou por meio de Cristo (1 Co 1.21; 1 Tm 1.15) e que as pessoas experimentam pela fé (Ef 2.8). O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma "virada contra" (o arrependimento) e uma "virada para" (a fé). As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv ("virar para trás", "voltar") e nicham ("arrepender-se", "consolar"). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de Deus (1 Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para Deus Jr 3.7; Os 6.1). A pessoa também pode desviar-se do bem (Ez 18.24, 26) ou desviar-se do mal (Is 59.20; Ez 3.19), isto é, arrepender-se. O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas as palavras transmitem a ideia do arrependimento. 

O Novo Testamento emprega epistrephõ no sentido de "voltar-se" para Deus (At 15.19; 

2 Co 3.16) e metanoeõ/ metanoia para a ideia de "arrependimento" (At 2.38; 17.30; 

20.21; Rm 2.4). 

Utiliza-se de metanoeõ para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo 

Testamento, é mais que uma mudança intelectual. Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas. 

*Conclusão

Paulo diz que Deus "nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo" e "nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ho patêr]" (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos "a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquele que não se envergonha de nos chamar irmãos (Hb 2.11). Você já aceitou o sacrifício de Jesus para perdoar seus pecados? Isso é maravilhoso, é o começo de tudo. Mas, agora que recebeu a salvação, o que pretende fazer daqui para frente? 

*Você foi salvo para ser servo dele, para fazer duas coisas principais: (1) ajudar outros a aceitar o sacrifício de Jesus e, mais importante ainda, (2) cooperar com Jesus no seu governo sobre toda a Terra.*

“Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.” João 19.19,20 Além de ser uma declaração de amor, a cruz também é uma declaração de autoridade. 

 Deus escolheu aquele momento no tempo e escreveu uma mensagem em hebraico para o povo judeu, em grego para os reinos do Oriente e em latim para o império ocidental, dizendo: “Eu quero fazer uma proclamação oficial: Este é o homem, o rei que dominará toda a Terra! Este é o meu rei, meu imperador, meu governador, minha autoridade; é a ele que vocês devem se submeter!”. Portanto, quando proclamamos o evangelho, devemos anunciar os dois lados de sua mensagem: o Evangelho da Salvação (perdão) e o Evangelho do Reino (autoridade). 

*Jesus é nosso Salvador, mas também é o nosso Rei.*

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A mesa da sabedoria


 A mesa da sabedoria Pv 9.2 

1. Oferece pão para a conservação da vida (Jo 6.35).

2. Água para refrescar (Jo 4.14).

3. Leite para o crescimento (1Pe 2.2).

4. Alimento sólido para adultos (Hb 5.14).

5. Vinho, para alegrar, animar (Is 55.1).

6. Bons frutos para deliciar (Ct 2.3).

7. Mel para fortalecer (Pv 24.13).

8. "Comei e bebei fartamente" (Ct 5.1).



As sete colunas da casa da sabedoria Pv 9.1 

1. A primeira, fala da misericórdia de Cristo para conosco (Tt 3.5).

2. A segunda, de sua justiça {Rm 5.1; Fp 3-9).

3. A terceira, da paz de Cristo que nos foi dada (Jo 14.27).

4. A quarta, da santidade de Cristo (1 Pe 1.16).

5. A quinta, do amor cie Cristo para conosco (Jo 17.23).

6. A sexta, do ser cie Jesus (jo 14.6).

7. A sétima, do poder de Jesus (Fp 3.10).

Quem constrói sobre Jesus Cristo nâo constrói sobre a areia

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A Sabedoria de Deus

 




*🤔Que tipo de sabedoria?*

0 objetivo dos Provérbios é franco e direto: conhecer a sabedoria (Pv 1.2). É comum pensar em sabedoria como uma forma avançada de conhecimento ou aprendizado, ou como um senso de compreensão e visão extraordinário e profundo. Esta visão da sabedoria possui um toque de misticismo, como se aqueles que a possuíssem houvessem, de alguma forma, aprendido verdades profundas e enigmáticas de eras passadas.

No entanto, não há mistério a respeito da sabedoria sobre a qual Provérbios discorre, nem necessariamente ela está restrita a uns poucos privilegiados. A palavra traduzida como sabedoria aparece em Provérbios mais de 50 vezes e em Eclesiastes 29 vezes e vem do termo hebraico chokmah, que significa habilidades para a vida. Esta sabedoria é prática, e não teórica. Implica a pessoa viver de forma responsável, produtiva e próspera.

Desse ponto de vista, a sabedoria retratada em Provérbios ajuda-nos a compreender a forma como o mundo funciona. A questão não é tanto como a pessoa é dotada intelectualmente, mas o que ela faz na prática. É a verdade aplicada.

É por isso que Provérbios trata de tantas questões da vida cotidiana, especialmente as que envolvem escolhas morais e outras decisões que afetam o futuro. 0 sábio (hb. chakam) evita o mal e promove o bem observando as ações das outras pessoas e seus resultados, tomando então a decisão sobre sua vida. Assim, os Provérbios não são exatamente promessas de Deus, e sim observações e princípios sobre a vida.


*🤔O clamor da sabedoria* Pv 1*20-26 

Nesse clamor nós ouvimos Jesus, que foi feito por Deus sabedoria para nós (1Co 1.30). Este cla­ mor é:

1  Em público: ela clama nas praças e nas cidades (vs. 20-21).

2. Compassivo: "Até quando amareis a neciedade?" (v. 22).

3. Repreensivo: "Até quando aborrecereis o conhecimento?" (v. 22).

4. Convidativo: "Atentai para mim" (v. 23).

5. Abençoado: "Vos farei saber a minha mensagem" (v. 23).

6. Recusado: "Vós recusastes" (v. 24).

7. 0 final: "Eu me rirei e zombarei, quando vier o vosso terror" (v, 26),

*🤔O convite de Deus* Pv 1.20-23 

1. Como é o convite de Deus?

a. Amoroso (Pv 1.20-23).

b. Envolve abandonar e receber (Is 55.7).

c. Exige que se venha para receber (Jo 5.40).

2. Como o pecador pode atender ao convite?

a. Assim como está (Mc 10.50).

b. Sem hesitar nem demorar (Ec 11.9; Gn 19.16). 

c Considerando que o mais importante é atender (Mt 16.26).

d. Considerando a longanimidade de Deus (Lc 13.8-9).

e. Sabendo que quem ouve, crê e atende alcança a salvação (Is 12.1-3).

domingo, 7 de julho de 2024

O prólogo do Evangelho de João

 



HINO Introdutório

João 1.1-18.

¹No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

³Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

O estudo que De Ausejo faz dos hinos do NT sugere que a solução está em ver que o poema original que subjaz ao Prólogo era um hino da igreja joanina. Os hinos a Cristo são mencionados no NT em Ef 5.19 

"falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,"

e, talvez, também em Cl 3.16. 

"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."

Plínio, escrevendo a Trajano mais ou menos em 111 d.C. (Epist. 10, 96:7), descreve os cristãos de Bitínia, na Ásia Menor, como a cantar "um hino a Cristo como a um Deus". Eusébio (Hist. 5, 28:5; GCS 95500) cita um testemunho que fala de salmos e hinos que desde o princípio eram entoados a Cristo como a Palavra, divinizando-o. É interessante que estas referências a hinos tenham algum a conexão com a Ásia Menor; assim a conjectura de que o original do Prólogo era um hino da igreja joanina em Efeso tem um a reivindicação à probabilidade. Para comprovar esta hipótese, primeiro comparem-os o Prólogo com algum dos hinos neotestamentários conhecidos.

Se analisarmos Fp 2.6-11,

"​pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; ​antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, ​a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. ​Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, ​para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, ​e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus"

descobrimos uma sequência não diferente da do Prólogo. Filipenses começa o hino com Cristo Jesus existindo na forma de Deus, com o o Prólogo começa nos informando que a Palavra era Deus. Filipenses diz que Jesus se esvaziou e assumiu a forma de um servo, vindo a existir [ou nascer] na semelhança de homem ; o Prólogo diz que a Palavra se fez carne. Filipenses diz que Deus exaltou a Jesus a tal ponto que toda língua proclame que Jesus é o Senhor, para a glória do Pai; o Prólogo termina com o tema de Deus, o único Filho, estando sempre ao lado do Pai, e o v. 14 fala da glória de um Filho único vindo da parte do Pai. Em ambos os casos, a exaltação ou glória é testificada pelos homens.

Uma análise de Cl 1.15-20 

"​Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; ​pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. ​Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. ​Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, ​porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude ​e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos Céus."

também mostra similaridades com o Prólogo (ver J. M. Robinson, JBL 76 [1957], 278-79). Em Colossenses, ouvimos que o Filho é a imagem do Deus invisível; no Prólogo, ele é a Palavra de Deus. Em Colossenses, todas as coisas são criadas em, através de e para o Filho; no Prólogo, todas as coisas são criadas através de, em e não à parte da Palavra. Em Colossenses, o Filho é o princípio; no Prólogo, "No princípio era a Palavra". Em Colossenses, toda a plenitude habita no Filho e todas as coisas são reconhecidas através dele; no Prólogo, todos nós temos participação na plenitude da Palavra-que-se-fez-carne.

Mesmo um breve hino com o o de 1Tm 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória."

mostra paralelos ao Prólogo. Ali ouvimos: "Ele se manifestou na carne... ele foi elevado em glória". Os versículos iniciais de Hebreus formam um breve prólogo na forma de hino que lembra o Prólogo joanino. Hb 1.2-5

"nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?"

sem usar a expressão "a Palavra", diz que Deus "nos falou por meio do Filho... em quem tam bém criou o mundo. Ele reflete a glória de Deus... sustentando o universo por sua palavra [rema] de poder. Quando fez a purificação dos pecados, ele se assentou à mão direita da Majestade nas alturas".

Continuação...

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

15 João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.

16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.

17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Comentário Raymond Brown 


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Boas Amizades


 *Procure boa companhia❤️❤️🙏🏻🙏🏻* 

Sl 119.63 Procure pessoas:

1. Com as quais possa orar (como Daniel) (Dn 2.17).

2. Bons companheiros (como Davi) (Sl 119.63).

3. Cooperadores fiéis (como Paulo) (At 19.29).

4. Ajudantes confiáveis (como Epafrodito) (Fp 2.25).


*Deus disciplina para:*

1. Provar os que são seus (Dt 8.2-3).

2. Purificá-los (Ml 3.3), 3. Ensinar-nos (Sl 119.71).

4. Guardar-nos (2Co 12.7).

5. Restaurar-nos (Sl 119.67).

6. Fazer-nos prosperar (Dn 3.23,30).


*Valores eternos* Sl 111.9 

O que permanece para sempre?

1. A Palavra de Deus (1Pe 1.25).

2. 0 nome de Deus (Sl 72.17).

3. A misericórdia de Deus (Sl 106.1).

4. A justiça de Deus (Sl 111.3).

5. A glória de Deus (Sl 104.31; 2Tm 2.10).

6. Os filhos de Deus (Jo 10.28; 3.36).

7. A aliança de Deus (Sl 111.9).


*🤔Salmo 119*

O Salmo 119, um salmo de sabedoria, é o cân­tico principal sobre a Torá (Sl 19). Celebra a Palavra de Deus quase exaustivamente. Este longo poema é todo em acróstico. Para cada uma das 22 consoantes do alfabeto hebraico, há oito versículos começados, no original, pela letra em questão. No salmo, oito palavras que significam lei de Deus aparecem várias vezes: lei; testemunho; preceitos; mandamentos; estatutos; caminho; juízo; palavra. O salmo emprega o sentido integral dessas palavras, ao mesmo tempo que se aprofunda na aplicação da lei de Deus tanto para a vida cotidiana como para o destino de Israel. A lei é específica e genérica, diretiva e restritiva, libertadora e generosa, bondosa e solene — é tão complexa quanto o Senhor que a criou. A lei nunca é considerada uma maldição; é sempre vista como dádiva de Deus. O efeito cumulativo dessa extensa celebração à Palavra de Deus é impressionante: o salmista não consegue parar de louvar a Deus por Sua misericórdia e benignidade em prover Seu povo com instruções para viver.


*🤔Salmo 118* 

O Salmo 118, um salmo de louvor declarativo, é o climax do grupo de salmos chamados de salmos de Páscoa ou salmos Hallel, por causa da palavra hallel, que significa louvor em hebraico. 

Aleluia provém desta palavra. Estes salmos provavelmente foram cantados pelo Salvador na véspera de Sua morte. A estrutura do poema é:

(1) chamado ao louvor a Deus na comunidade dos redimidos (v. 1-4); (2) firme declaração de confiança no Senhor (v. 5-9); (3) narrativa do socorro divino em tempos de angústia (v. 10-14); (4) louvor ao Senhor por parte dos justos (v. IS­ IS); (5) declaração do salmista de que entraria pela porta da cidade para louvar ao Senhor (v. 19-21); (6) imagem da pedra angular rejeitada (v. 22-24); (7) Hosanas do povo louvando a Deus (v. 25,26); (7) determinação do salmista em ofertar continuamente seu louvor a Deus (v. 27,28); (8) nova convocação para louvar a Deus (v. 29).




quarta-feira, 3 de julho de 2024

Salmos Messiânicos e da Páscoa

 


*👑Salmos messiânicos👑* 

Para os cristãos, talvez nenhuma parte dos Salmos seja tão atraente quanto as profecias que o livro contém sobre o Senhor Jesus Cristo. 0 Salmo 2 fala de Seu reino vindouro; o 22 narra Sua crucificação; o 16 fala de Sua ressurreição; o 110 represen­ ta o Salvador à direita do Pai no céu e como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Estes e outros trechos conhecidos levam muita gente a falar de uma categoria à parte de salmos: os salmos messiânicos.

Muitos salmos são messiânicos porque anteveem a vinda de Jesus Cristo. Alguns são diretamente proféticos (Sl 2; 110). 

Outros prenunciam profeticamente acontecimentos ligados a Cristo (compare a descrição do casamento de um rei, no Sl 45, com Hb 1.8,9; Ap19.6-8). Mas quase todos os salmos prenunciam de alguma forma a vinda do Messias e Seu reino de eterna justiça (Sl 1.1-3; 41.9). As palavras, por exemplo, que se encontram em Salmos 6.8, Apartai-vos demím todos os que praticais a iniquidade, não parecem ter coisa alguma de messiânicas. No entanto, o são; pois Jesus usou estas mesmíssimas palavras em Sua proclamação profética do juízo final (Mt 7.23). Isso mostra que a experiência de Davi registrada no Salmo 6 estava, de alguma forma, profeticamente ligada à vivência de Jesus. Na verdade, a linguagem de Davi nos Salmos remete comumente à linguagem do grande Rei que haveria de chegar — ou seja, Jesus Cristo. Observe as palavras de Salmo 7.8:0 Senhor julgará os povos; julga-me, Senhor, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.

Estas palavras eram um manifesto de Davi. Sofrendo sem motivo, clamou a Deus que limpasse seu nome. Davi, porém, apesar de inocente daquela acusação em particular, não era inocente de todas. Há apenas uma pessoa cuja inocência é absoluta, cuja pureza de pecado é completa: Jesus. Ele é o único que pode ser julgado com base apenas em Sua retidão. Só ele poderia dizer as palavras anteriormente citadas sem titubear, porque representam totalmente Seu caráter.

0 sofrimento do pobre (como no Sl 13), os ataques injustos contra os bons (como no Sl 7), a idealização da justiça (como no Sl 15), o retrato do justo (como no Sl 1), as imagens de realeza (como no Sl 45) e até mesmo o pronunciamento de maldição contra os inimigos (como no Sl 6) são temas do Messias nos Salmos. Jesus é o Esperado; muitos dos salmos na verdade cantam sobre Ele.


*🕎Salmos da Páscoa🕎*

Uma das formas mais eficazes de ensinar verdades espirituais é mediante a música. Da mesma forma, a memória é passada adiante com mais eficiência pela canção. Sabendo disso, os antigos hebreus compuseram seis salmos, do 113 ao 118, para serem cantados durante a ceia da Páscoa.

Os dois primeiros salmos do grupo eram cantados antes da refeição, e os outros quatro, depois. Cada salmo comemora algum aspecto da escapada dos israelitas da sua sujeição ao faraó e aos egípcios (Êx 12—15) e, por este motivo, às vezes são cha­mados de Hallel egípcios (Hallel, em hebraico, significa louvor; compare com Salmos 113.1). Jesus e Seus discípulos provavelmente cantaram estes salmos em sua última ceia no cenáculo (Mt 26.30; Mc 14.26).

*Os temas dos seis salmos de Páscoa são:*

• Salmo 113 — louvor a Deus por libertar os que foram tiranizados;

• Salmo 114 — a fuga do Egito;

• Salmo 115 — louvar a Deus todos juntos, como um povo;

• Salmo 116— dar graças pessoalmente a Deus e entregar-se a Ele;

• Salmo 117 — convocar os não judeus a louvarem a Deus;

• Salmo 118 — lembrar-se do amor imutável e constante de Deus.


*🤔Salmo (heb. Mizmor)*

Sl 98; 100; 103; 143.).

A palavra hebraica mizmor deriva do verbo zamar, fazer música. A palavra aparece só nos Salmos, em 57 títulos deles. Pode designar uma canção de louvor, ou possivel­ mente uma canção acompanhada por certo tipo de músi­ ca instrumental. Em 34 títulos de salmos, a palavra miz- moí acompanha a expressão para 0 cantor-mor, indicando talvez que os salmos fossem costumeiramente canções acompanhadas por instrumentos. Frequente­ mente, 0 autor do salmo é também identificado, tal como os filhos de Corá (Sl 48; 84), Asafe (Sl 50; 82) e, espe­cialmente, Davi (Sl 23; 29; 51).


*🤔AÇÃO DE GRAÇAS (HB. TODAH)*

Ele os ouvia. É clara a dedução — o Senhor ouvia suas orações, não se mantinha em silêncio. 

Assim como Deus respondia às orações de nossos ancestrais, continuará a responder às de todos aqueles que de coração o invocam.

99.7-9 — Santo monte. Tal como em Salmos 2.6, o lugar onde está Sião é santo somente por causa da presença do Senhor. Este chamado mon­ te santo é também seu escabelo (v. 5).

Salmo 100 O Salmo 100 é um salmo de louvor descritivo, que sucede uma série de salmos reais (SI 93—99). 

Talvez os editores da Antiguidade tenham senti­ do que os salmos reais pediam uma réplica lauda- tória como a deste. A expressão Salmo de ação de graças refere-se justamente a agradecimento público ao Senhor.

100.1,2 — O verbo hebraico traduzido por celebrai com júbilo é uma ordem vibrante para louvar em público. A ordem se dirige não apenas a Israel, mas a toda a terra. Os israelitas eram um povo designado a atrair outras nações a louvarem a Deus.

Com alegria. A alegria exuberante não era a única forma de louvar no antigo Israel (SI 95), mas nela se colocava grande ênfase.

100.3 — Os termos o Senhor é Deus espelham a grande profissão de fé de Deuteronômio 6.4-9. 

Saber que o Senhor é Deus é muito semelhante à ordem de ouvi-lo em Deuteronômio. E não nós é expressão às vezes lida como e nós somos dele.

Ovelhas do seu pasto. Uma inversão destas palavras se encontra em Salmos 95.7.

(S1100; 69.30; 100.4).

A palavra hebraica todah deriva do verbo yadah. Em sua forma mais simples, yadah significa atirar ou jogar, e as ocorrências mais comuns desse verbo significam reconhecer, confessar ou louvar. Assim, todah é um reconhecimento ou confissão, seja das iniquidades de alguém (Js 7.19-21), seja da benignidade de Deus (Si 100.4; 107.22). Outro sentido de todah é oferta de ação de graças, sacrifício opcional, feito para expressar agradecimento a Deus (Lv 7.12-15; 22.29). 0 Salmo 100 é um salmo típico composto para uso na ocasião dessa oferta, louvando a justiça de Deus em contraste com o pecado do povo (como no Salmo 51.14) e reconhecendo Sua grandeza, mediante o canto (semelhante ao Salmo 147.7).



sábado, 29 de junho de 2024

A CIDADE CELESTIAL


 A CIDADE CELESTIAL


TEXTO AUREO


"Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo."


(Fp 3.20)


VERDADE PRÁTICA


A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Apocalipse 21.9-14; 22.1-5


Apocalipse 21


9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.


10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.


11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.


12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os no- mes das doze tribos de Israel.


13- Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.


14 E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.


Apocalipse 22


1 - E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.


2 No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.


3 - E ali nunca mais haverá maldição con- tra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. 4- E verão o seu rosto, e na sua testa es- tará o seu nome.


5-E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.


INTRODUÇÃO


Os cristãos que têm conhecimento das Sagradas Escrituras sabem que não foram destinados para vi- ver apenas neste mundo. Aqui, somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11). Bre- vemente os portões celestiais se abrirão e partiremos para viver eternamente com o Pai, em


Palavra-Chave Cidade


nossa pátria celestial (Fp 3.20). 

Por isso, estudaremos a respeito do Paraíso Eterno, a Cidade Celestial, o Eterno Estado em que desfrutaremos da presença de Deus e como as Escrituras ensinam como será a nossa glorificação final. Aqui, se encontra o que nos aguarda ao final de nossa Jornada Cristã.


Devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra [...]."


I- O PARAÍSO ETERNO


1. O que é o Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando estava na cruz, nosso Senhor fez uma promessa ao ladrão arrependido: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lc 23.43). Essa promessa foi prontamente cumprida, pois, quando por ocasião de sua morte, o corpo do Senhor Jesus foi para a sepultura, mas seu espírito para o Pai, ou seja, para o Céu, o lugar de habitação de Deus (Lc 23.46). Não há como mensurar tamanha alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a promessa de um encontro no Paraíso. Este lugar é a expressão de toda soma das bem-aventuranças em Cristo. O apóstolo Paulo foi arrebatado e levado ao Paraíso (2 Co 12.4), que é o mesmo lugar que aparece em Apocalipse 2.7.


2. O que é a Cidade Eterna? Depois do julgamento final, após o Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve


neste mundo, o Senhor Jesus assegurou que prepararia um lugar para os santos (João 14.2,3).


A Nova Jerusalém, criada por ocasião da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 3.10), tem sua origem no Céu, e será também terrena, visto que substituirá a antiga cidade que estava contaminada; ela descerá diretamente dos Céus (Ap 21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão cidadãos dessa cidade, desfrutarão das bênçãos eternas e a habitarão com seus corpos transformados em um estado glorioso (1Co 15.54).


3. Quando a eternidade começará? De acordo com o estudo atento de Apocalipse, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfante- mente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará o Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Es- tado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período, pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, o Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém!


SINOPSE I


O Paraíso e a Nova Jerusalém como realidades eternas do Céu.



II- O ETERNO E PERFEITO ESTADO


1. O estado perfeito à luz da doutrina


bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após o Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). Nesse tempo, o propósito original de


Deus se cumprirá e toda Terra se encherá de sua glória. Conforme o apóstolo Paulo escreveu, haverá reconciliação geral de todas as coisas, em que Céu e Terra serão a mesma grei (Cl 1.20). Por isso, o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito.


2. O estado perfeito à luz de Apocalipse 22.1-5. 

O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vívida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus. a) A vida eterna descrita como um rio. O apóstolo João descreve essa eternidade como um rio da vida que brota do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está presente o aspecto simbólico do rio como símbolo de vida que em diversas vezes o Senhor Jesus mencionou como água da vida (João 4.10; cf. Sl 46.4; Ez 47.1-12).


b) A vida eterna descrita como árvore. árvore da vida remonta ao livro de (Ap 22.2; cf. Gn 2.9; 3.22). A Gênesis Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas folhas simbolizam a vida que triunfou sobre as enfermidades e a morte. Não haverá mais dores nem doenças, pois no divino estado eterno, a morte não prevalecerá mais.


c) A vida eterna sem males. Não haverá mais "maldição contra alguém" (Ap 22.3). O problema do coração do ser humano será para sempre resolvido, pois o mal será plenamente erradicado. Ali, o trono de Deus e do Cordeiro estarão centrali-


zados no coração do ser humano. d) A vida eterna na presença de Deus.


Contemplaremos a Deus face a face


(1 Co 13.12), e sua presença será a nossa luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria indizível! Prestaremos culto olhando diretamente para Ele. Sua presença glo- riosa fará com que não haja mais noite, não havendo mais qualquer escuridão, e para sempre reinaremos com Ele.


SINOPSE II


A vida eterna é descrita na Bíblia como um rio, uma árvore, lugar sem males e a presença eterna de Deus.


III-O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS


1. O que todo crente salvo deve esperar? Os santos de Deus, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, nunca viveram nesta Terra com a ideia de permanecer nela eternamente. O patriarca Abraão vivia nela com a esperança da Cidade Celestial, cujo construtor é Deus (Hb 11.9,10; Gl 4.26; Hb 11.16). Moisés passou por ela com essa mesma intenção, deixou o Egito e sua glória porque tinha consciência de algo melhor, a recompensa gloriosa (Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua ver- dadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e maravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3).


2. Viveremos todos em unidade. Ao se fazer menção dos inscritos nas 12 portas da cidade, onde estão os nomes das 12 tribos de Israel, e dos alicerces levam os nomes dos 12 apóstolos está evidente que se trata de pessoas originárias de todas as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de Israel quanto da Igreja serão reunidas, formando um só Corpo de Cristo, cumprindo-se plenamente dessa forma o que está escrito em Gálatas: "nisto não há judeu nem grego" (Gl 3.28). Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.


3. Finalmente em casa. Sabemos que nossa morada final não é aqui nestem undo, nem na sepultura, prova disso é

que somos denominados de peregrinos e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13).


O apóstolo Paulo nos lembra de que a nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os cristãos que verdadeiramente mantêm. comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é a nossa grande recompensa de quando findarmos, aqui na Terra, a nossa jor- nada. Essa é a bendita esperança de todo cristão sincero que deseja morar no Céu.


SINOPSE III


No Estado Final, finalmente, poderemos dizer: estamos em casa.


CONCLUSÃO


O Céu é o destino final de uma jornada que se iniciou com o Novo Nascimento. Do início da jornada até o final,


"Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus."


enfrentaremos inimigos que intentam nos desviar da rota para o Céu. Por isso, durante a travessia da jornada, é necessário toda vigilância e zelo, sabendo que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, coloquemos nossos olhos no Autor e Consumador da nossa fé, olhando para frente, pois a Canaã Celestial é logo ali.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

A Metafísica Cristã

 




As aventuras da metafísica

 Marilene Chauí - Convite à Filosofia

 O cristianismo e a tarefa da evangelização Ao surgir, o cristianismo era mais uma entre as várias religiões orientais; suas raízes encontravam-se na religião judaica, isto é, numa religião que, como todas as religiões antigas, era nacional ou de um povo particular. No entanto, havia nele algo inexistente no judaísmo e nas outras religiões antigas: a ideia de evangelização, isto é, de espalhar a “boa nova” para o mundo inteiro, a fim de converter os não-cristãos e tornar-se uma religião universal. 

Ora, como converter a essa religião pessoas de outras religiões, que possuíam um passado e um sentido próprios para elas? Os evangelizadores usaram muitos expedientes para isso, levando em conta as condições e a mentalidade dos que deveriam ser convertidos. Para o nosso assunto, interessa apenas um tipo de evangelização e conversão: o dos intelectuais gregos e romanos, isto é, daqueles que haviam sido formados não só em religiões diferentes da judaica, como também haviam sido educados na tradição racionalista da Filosofia. Para convertê-los e mostrar a superioridade da verdade cristã sobre a tradição filosófica, os primeiros Padres da Igreja ou intelectuais cristãos (são Paulo, são João, santo Ambrósio, santo Eusébio, santo Agostinho, entre outros) adaptaram as idéias filosóficas à religião cristã e fizeram surgir uma Filosofia cristã. 

Sob vários aspectos, podemos dizer que o cristianismo, enquanto tal, não precisava de uma filosofia: 

? sendo uma religião da salvação, seu interesse maior estava na moral, na prática dos preceitos virtuosos deixados por Jesus, e não em uma teoria sobre a realidade; 

? sendo uma religião vinda do judaísmo, já possuía uma idéia muito clara do que era o Ser, pois Deus disse a Moisés “Eu sou aquele que é, foi e será. Eu sou aquele que sou”; 

? sendo uma religião, seu interesse maior estava na fé e não na razão teórica, na crença e não no conhecimento intelectual, na Revelação e não na reflexão. 

Foi, portanto, o desejo de converter os intelectuais gregos e os chefes e imperadores romanos (isto é, aqueles que estavam acostumados à Filosofia) que “empurrou” os cristãos para a metafísica.

As tradições metafísicas encontradas pelo cristianismo

 Evidentemente, as duas grandes tradições metafísicas incorporadas pelo cristianismo foram o platonismo e o aristotelismo. No entanto, como as obras de Platão e Aristóteles haviam ficado perdidas durante vários séculos, antes de incorporá-las o cristianismo tomou contato com três outras tradições metafísicas, que formaram, assim, o conteúdo das primeiras elaborações metafísicas cristãs: o neoplatonismo, o estoicismo e o gnosticismo. 

O neoplatonismo, como o nome indica, foi uma retomada da filosofia de Platão, mas com um conteúdo espiritualista e místico. Os neoplatônicos afirmavam a existência de três realidades distintas por essência: o mundo sensível da matéria ou dos corpos, o mundo inteligível das puras formas imateriais, e, acima desses dois mundos, uma realidade suprema, separada de todo o resto, inalcançável pelo intelecto humano, luz pura e esplendor imaterial, o Uno ou o Bem. Por ser uma luz, o Uno se irradia; suas irradiações (que os neoplatônicos chamavam de emanações) formaram o mundo inteligível, onde estão o Ser, a Inteligência e a Alma do Mundo. 

Dessas primeiras emanações perfeitas, seguiram outras, mais afastadas do Uno e, por isso, imperfeitas: o mundo sensível da matéria, imagem decaída ou cópia imperfeita do mundo inteligível. Por seu intelecto, o homem participa do mundo inteligível. Purificando-se da matéria de seu corpo, desenvolvendo seu intelecto, o homem pode subir além do pensamento e ter o êxtase místico, pelo qual se funde com a luz do Uno e retorna ao seio da realidade suprema ou do Bem. 

O estoicismo, embora muito diferente do neoplatonismo – pois negava a existência de realidades separadas e superiores ao mundo sensível -, também influenciou o pensamento cristão. Os estóicos afirmavam a existência de uma Razão Universal ou Inteligência Universal, que produz e governa toda a realidade, de acordo com um plano racional necessário, a que davam o nome de Providência. O homem, embora impulsionado por instintos como os animais, participa da Razão Universal porque possui razão e vontade. 

A participação na racionalidade universal não se dá pelo simples conhecimento intelectual, mas pela ação moral, isto é, pela renúncia a todos os instintos, pelo domínio voluntário racional de todos os desejos e pela aceitação da Providência. 

A Razão Universal é a Natureza; a Providência é o conjunto das leis necessárias que regem a Natureza; a ação racional humana (própria do sábio) é a vida em conformidade com a Natureza e com a Providência. 

O gnosticismo era um dualismo metafísico, isto é, afirmava a existência de dois princípios supremos de onde provinha toda a realidade: o Bem, ou a luz imaterial, e o Mal, ou a treva material. Para os gnósticos, o mundo natural ou o mundo sensível é o resultado da vitória do Mal sobre o Bem e por isso afirmavam que a salvação estava em libertar-se da matéria (do corpo), através do conhecimento intelectual e do êxtase místico. Gnosticismo vem da palavra grega gnosis, que significa: conhecimento. Para os gnósticos, o conhecimento intelectual pode, por si mesmo, alcançar a verdade plena e total do Bem e afastar os poderes materiais do Mal. 

Que fez o cristianismo nascente? 

Adaptou à nova fé várias concepções da metafísica neoplatônica, disso resultando os seguintes pontos doutrinários: 

? separação entre material-corporal e espiritual-incorporal; 

? separação entre Deus-Uno e o mundo material; 

? transformação da primeira emanação neoplatônica (Ser, Inteligência, Alma do Mundo) na idéia da Trindade divina, pela afirmação de que o Deus-Uno se manifesta em três emanações idênticas a ele próprio: o Ser, que é o Pai; a Inteligência, que é o Espírito Santo; a Alma do Mundo, que é o Filho; 

? afirmação de que há uma segunda emanação, isto é, aquela que vem da luz da Trindade e que forma o mundo inteligível das puras formas ou inteligências imateriais perfeitas, que são os anjos (arcanjos, querubins, serafins, etc.); 

? modificação da idéia neoplatônica quanto ao mundo sensível pela afirmação de que o mundo sensível ou material não é uma emanação de Deus, mas uma criação: Deus fez o mundo do nada, como diz a Bíblia, no livro da Gênese; 

? admissão de que a alma humana participa da divindade, mas não diretamente, e sim pela mediação do Filho e do Espírito Santo, e que o conhecimento intelectual não é suficiente para levar ao êxtase místico e ao contato com Deus, sendo necessária a graça santificante, que o crente recebe por um mistério divino. 

Do estoicismo, o cristianismo manteve duas idéias: 

? a de que existe uma Providência divina racional, que governa todas as coisas e o homem; 

? a de que a perfeição humana depende de abandonar todos os apetites, impulsos e desejos corporais ou carnais, entregando-se à Providência. Essa entrega, porém, não é, como pensavam os estóicos, uma ação deliberada de nossa vontade guiada pela razão, mas exige como condição a fé em Cristo e a graça santificante. 

O gnosticismo será considerado uma heresia e, por isso, rejeitado. No entanto, o cristianismo conservará do gnosticismo duas idéias: 

? que o Mal existe realmente: é o demônio; 

? que a matéria ou a carne é o centro onde o demônio, isto é, o Mal, age sobre o mundo e sobre o homem. 

Alguns séculos mais tarde, o cristianismo tomou conhecimento de algumas das obras de Platão e de algumas das obras de Aristóteles que haviam sido conservadas e traduzidas por filósofos árabes, como Averróis, Avicena e Alfarabi e comentadas por filósofos judeus como Filon de Alexandria e Maimônides. 

Reunindo essas obras e as elaborações precedentes, baseadas nas três tradições mencionadas, o cristianismo reorganizou a metafísica grega, adaptando-a às necessidades da religião cristã. 

A metafísica cristã 

Embora a metafísica cristã seja uma reelaboração da metafísica grega, muitas das idéias gregas não poderiam ser aceitas pelo cristianismo. Vejamos alguns exemplos: 

? para os gregos, o mundo (sensível e inteligível) é eterno; para os cristãos, o mundo foi criado por Deus a partir do nada e terminará no dia do Juízo Final. 

? para os gregos, a divindade é uma força cósmica racional impessoal; para os cristãos, Deus é pessoal, é a unidade de três pessoas e por isso é dotado de intelecto e de vontade, como o homem, embora superior a este, porque o intelecto divino é onisciente (sabe tudo desde toda a eternidade) e a vontade divina é onipotente (pode tudo desde toda a eternidade); 

? para os gregos, o homem é um ser natural, dotado de corpo e alma, esta possuindo uma parte superior e imortal que é o intelecto ou razão; para os cristãos, o homem é um ser misto, natural por seu corpo, mas sobrenatural por sua alma imortal; 

? para os gregos, a liberdade humana é uma forma de ação, isto é, a capacidade da razão para orientar e governar a vontade, a fim de que esta escolha o que é bom, justo e virtuoso; para os cristãos, o homem é livre porque sua vontade é uma capacidade para escolher tanto o bem quanto o mal, sendo mais poderosa do que a razão e, pelo pecado, destinada à perversidade e ao vício, de modo que a ação moral só será boa, justa e virtuosa se for guiada pela fé e pela Revelação; 

? para os gregos, o conhecimento é uma atividade do intelecto (o êxtase místico de que falavam os neoplatônicos não era algo misterioso ou irracional, mas a forma mais alta da intuição intelectual); para os cristãos, a razão humana é limitada e imperfeita, incapaz de, por si mesma e sozinha, alcançar a verdade, precisando ser socorrida e corrigida pela fé e pela Revelação. 

Essas diferenças – e muitas outras que não foram mencionadas aqui – acarretaram muitas mudanças na metafísica herdada dos gregos. O problema principal para os cristãos foi o de encontrar um meio para reunir as verdades da razão (Filosofia) e as verdades da fé (religião), isto é, para reunir novamente aquilo que, ao nascer, a Filosofia havia separado, pois separara razão e mito. De modo bastante resumido, podemos dizer que os aspectos que passaram a constituir o centro da nova metafísica foram os seguintes: 

? provar a existência de Deus e os atributos ou predicados de sua essência. Para a metafísica grega, a divindade era uma força imaterial, racional e impessoal conhecida por nossa razão. Para a metafísica cristã, Deus é uma pessoa trina ou uma pessoa misteriosa, que se revela ao espírito dos que possuem fé. Como conciliar a concepção racionalista dos gregos e a concepção religiosa dos cristãos? Provando racionalmente que Deus existe, mesmo que a causa de sua existência seja um mistério da fé. E provando racionalmente que ele possui, por essência, os seguintes predicados: eternidade, infinitude, onisciência, onipotência, bondade, justiça e misericórdia, mesmo que tais atributos sejam um mistério da fé; 

? provar que o mundo existe e não é eterno, mas foi criado do nada por Deus e retornará ao nada, no dia do Juízo Final; provar que o mundo resulta da vontade divina e é governado pela Providência divina, a qual age tanto por meios naturais (as leis da Natureza), quanto por meios sobrenaturais (os milagres). Por que era necessária essa prova? Porque, do ponto de vista da razão, Deus, sendo perfeito, completo, pleno e eterno, não carecia de nada, não precisava de nada e, portanto, não tinha por que nem para que criar o mundo; 

? provar que, embora Deus seja imaterial e infinito, são ação pode ter efeitos materiais e finitos, como o mundo e o homem; portanto, provar que Deus é causa eficiente de todas as coisas e que uma causa imaterial e infinita pode produzir um efeito material e finito, mesmo que isso seja um mistério da fé que a razão é obrigada a aceitar. 

De fato, a Filosofia grega, em nome dos princípios da identidade e da não-contradição, sempre demonstrou que uma causa precisa ser de mesma natureza que seu efeito e, por esse motivo, as Idéias (em Platão) e o Primeiro Motor Imóvel (em Aristóteles) eram causas finais e jamais causas materiais, formais ou eficientes. Por quê? Porque uma causa final age à distância, sem se identificar com aquilo que a deseja, a procura. Ao contrário, as outras três causas agem diretamente sobre as coisas semelhantes a elas, de mesma natureza que elas. Uma planta causa outra planta, um animal causa outro animal semelhante, um humano causa o nascimento de outro ser humano, e assim por diante. 

Ora, a criação do mundo por Deus seria, para a metafísica grega, uma irracionalidade e uma contradição, pois se trata de um ser infinito e imaterial, cuja ação produz um efeito oposto à natureza da causa, isto é, finito e material. 

Um mistério da fé, dirão os metafísicos cristãos

? provar que a alma humana existe e que é imortal, estando destinada à salvação ou à condenação eternas, segundo a vontade da Providência divina; 

? provar que não há contradição entre a liberdade humana e a onisciência-onipotência de Deus. A contradição existe para a razão, mas não existe para a fé. 

Qual seria a contradição racional entre a liberdade humana para fazer o bem ou o mal, e a onisciência-onipotência divina? A contradição estaria no fato de que, se Deus fez cada um dos homens e, desde a eternidade, sabe o que cada um deles escolherá, então o homem não é livre, mas já foi predeterminado pela vontade de Deus. Para a fé não há contradição alguma nisso, embora haja mistério. 

? provar que as idéias (platônicas), ou as emanações (neoplatônicas), ou os gêneros e espécies (aristotélicos) existem, são substâncias reais, criadas pelo intelecto e pela vontade de Deus e existem na mente divina. Em outras palavras, idéias, emanações, gêneros e espécies são substâncias universais e os universais existem tanto quanto os indivíduos; 

? provar que o Ser se diz ou deve ser entendido de modo diferente conforme se refira a Deus ou às criaturas. Para os gregos, no entanto, o Ser existia de diferentes maneiras, mas possuía um único sentido no que se refere à realidade e à essência de todos os entes. Essa idéia, para os cristãos, não poderá ser mantida. 

Platão, por exemplo, afirmou que o Ser só podia estar referido às idéias do mundo inteligível, pois as coisas sensíveis eram o Não-Ser, cópia, imagem, sombra do verdadeiro Ser. Já Aristóteles considerou o Ser como real para as coisas naturais ou sensíveis, para o Primeiro Motor Imóvel, para os seres matemáticos, pois a diferença entre eles referia-se apenas ao fato de poderem estar ou não submetidos à mudança ou ao devir. 

No caso do cristianismo, porém, não era possível manter a diferença platônica entre o Ser e o Não-Ser, pois este mundo e tudo o que nele existe é obra de Deus, é criatura de Deus e não mera aparência. Mas também não era possível manter a idéia aristotélica de que a diferença entre os seres estaria apenas na presença ou ausência do devir ou da mudança, pois para os cristãos o ser de Deus é de natureza diferente do ser das coisas, uma vez que ele é criador e elas são criaturas, e não há nada em comum entre eles. O resultado da necessidade de afirmar que o Ser não possui o mesmo sentido, quando aplicado a Deus e às criaturas, foi a divisão da metafísica em três tipos de conhecimento: 

1. a teologia, que se refere ao Ser como ser divino ou Deus; 

2. a psicologia racional, que se refere ao Ser como essência da alma humana; 

3. a cosmologia racional, que se refere ao Ser como essência das coisas naturais ou do mundo. 

? finalmente, e como conseqüência de todas essas concepções, provar que fé e razão, revelação e conhecimento intelectual são não incompatíveis nem contraditórios e, quando o forem, a fé ou revelação deve ser considerada superior à razão e ao intelecto, que devem submeter-se a ela. 

Evidentemente, os pensadores cristãos nunca se puseram de acordo sobre todos esses aspectos, e uma das marcas características da metafísica cristã foi a controvérsia. 

Para alguns, por exemplo, os chamados “universais” (idéias, emanações, gêneros, espécies) eram nomes gerais criados por nossa razão e não seres, substâncias ou essências reais. Para outros, o Ser deveria ser afirmado com o mesmo sentido para Deus e para as criaturas, a diferença entre eles sendo de grau e não de natureza. Para muitos, fé e razão eram incompatíveis e deveriam ser inteiramente separadas, cada qual com seu campo próprio de conhecimento, sem que uma devesse submeter-se à outra. E assim por diante. 

Independentemente das controvérsias, divergências e diferenças entre os pensadores, o cristianismo legou para a metafísica a separação entre teologia (Deus), psicologia racional (alma) e cosmologia racional (mundo), bem como a identificação de três conceitos: ser, essência e substância, que se tornaram sinônimos. 

Como conseqüência da identificação entre ser, essência e substância, de um lado, e, de outro a afirmação de que existem essências ou substâncias universais tanto quanto individuais, a metafísica passou a ter um número ilimitado de seres para investigar: as substâncias universais como água, ar, terra, fogo, homem, anjo, animal, vegetal, o bem, o verdadeiro, o justo, o belo, o pesado, o leve; as substâncias individuais ou os seres particulares; as substâncias celestes, as terrestres, as aquáticas, as matemáticas, as orgânicas, as inorgânicas, etc. Cada uma delas era investigada segundo os três princípios (identidade, contradição, terceiro excluído), as quatro causas (material, formal, eficiente, final), o ato e a potência, a matéria e a forma, as categorias (qualidade, quantidade, ação, paixão, relação, tempo, lugar, etc.), o simples e o composto, etc.


quinta-feira, 27 de junho de 2024

Multiplicação de Pães

 



Multiplicação de Pães 

6.2-4 6.2-4 Jesus era popular, e uma grande multidão o seguia, principalmente por causa dos sinais que operava sobre os enfermos.sinais que operava sobre os enfermos. 

Presumivelmente para continuar a ensinar, Jesus subiu ao monte Jesus subiu ao monte (o Mar da Galiléia é cercado por montes) e assentou-se ali come assentou-se ali com os seus discípulos. os seus discípulos. João menciona três celebrações da Páscoa Páscoa neste Evangelho: a primeira em 2.13 (quando Jesus estava em Jerusalém), a segunda aqui (quando Jesus permaneceu na Galiléia), e a terceira em 12.12 (quando Jesus foi para Jerusalém e foi crucificado pouco tempo depois).

6.5,6 As multidões seguiam Jesus subindo os montes. Quando Jesus as viu, Ele perguntou a Filipe Filipe onde comprariam pão para estes comprariam pão para estes comerem. Se alguém sabia onde conseguir comida, seria Filipe porque ele era de Betsaida, uma cidade há cerca de quatorze quilômetros dali (1.44). Jesus estava testando Filipe para fortalecer a sua fé. Ao pedir uma solução humana (sabendo que não havia nenhuma), Jesus destacou o ato poderoso e miraculoso que Ele estava prestes a realizar.

João nos dá uma pista: Jesus estava experimentando Filipe, porque Ele bem sabia o o que havia de fazer. que havia de fazer. No uso habitual, a palavra “experimentar” (peirazo) tem um significado neutro. Ela se refere a uma experiência de provação como o teste de Jesus no deserto ou o teste de Abraão no sacrifício de Isaque. Em todos estes casos, Deus permitiu que o teste ocorresse, não esperando falha, mas colocando a pessoa em uma situação em que a sua fé pudesse ser fortalecida. Jesus não queria que Filipe perdesse o que Ele estava prestes a fazer.

6.7-9 Filipe percebeu que pelo número de pessoas que subiam em sua direção, duzentosduzentos dinheiros de pão dinheiros de pão não lhes bastariam, parapara que cada um deles que cada um deles tomasse um pouco. um pouco. Mas, na verdade, Filipe não respondeu realmente a pergunta de Jesus. O Senhor havia lhe perguntado onde eles poderiam comprar comida; Filipe respondeu com o que ele percebia ser o problema maior - o dinheiro que seria necessário para fornecer a comida.

Neste momento, André André (que é geralmente apresentado nos Evangelhos como o irmão de Simão Pedro, de Simão Pedro, e que assume uma posição subordinada a ele) aproveitou uma oportunidade para juntar-se à discussão. Aparentemente um rapaz rapaz que havia ouvido casualmente a conversa tirou o seu almoço e o ofereceu. Foi André que inadvertidamente respondeu a pergunta original de Jesus. Ele destacou que a única comida disponível era o almoço do rapaz: cinco pães de cevada e dois peixes. pães de cevada e dois peixes. (Pães de cevada e peixes eram a refeição dos pobres). Então André acrescentou o repúdio: “Mas que é isso para“Mas que é isso para tantos?” tantos?” Não podemos ter certeza se André estava falando com humor ou através de uma hipérbole, mas podemos estar bem certos de que ele não esperava o que se seguiria.

6.10-13 6.10-13 O que foi oferecido era suficiente para Jesus. Ele disse que os discípulos deveriam mandar que os homens os homens se assentassem. Os homens homens (a palavra grega significa “indivíduos do sexo masculino”) eram em número deem número de quase cinco mil. quase cinco mil. Portanto, com mulheres e crianças, havia muitos mais. Então Jesus tomou os pães e, havendo dado graças,tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos,repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos, pelos que estavam assentados. pelos que estavam assentados. Os peixes também foram distribuídos de igual modo. 

Depois que todos haviam comido e estavam saciados, saciados, eles ainda tinham os pedaços que os pedaços que sobejaram; e os discípulos encheram doze cestos cestos com os pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram. Este milagre e estas sobras revelam Jesus mais uma vez como o Senhor que é completamente suficiente. 

As nossas necessidades e problemas não são obstáculos para Ele, porque o seu poder abundante transcende qualquer necessidade ou problema que coloquemos diante dele.

6.14 6.14 As pessoas viram e encheram seus estômagos como resultado deste sinal - quem poderia ter perdido isto? - e isto os levou a crer que Jesus era o Profeta o Profeta que Moisés havia predito (Deuteronômio 18.15-18). 18.15-18). João não diz que o povo estava errado ao pensar em Jesus como “o Profeta”, mas o versículo seguinte mostra que eles pensavam que este Profeta devia ser um líder político. Nisto eles estavam errados.

Eliseu prefigurou este Profeta (que se assemelhava ao Messias) que viria. De acordo com 2 Reis 4.42-44, Eliseu alimentou cem homens com vinte pães (uma proporção de 5.1). 

Mas Jesus alimentou cinco mil com cinco pães (uma proporção de 1000:1)! Em Isaías 25.6-9, o profeta disse que o Messias prepararia um grande banquete para todo o povo: judeus e gentios. Este milagre mostra que Jesus é o Messias.

6.15 6.15 Durante o ministério de Jesus, o fervor nacionalista estava em alta; o povo queria um rei, um líder que libertasse Israel de Roma. O povo esperava isto do futuro Messias-Rei. Quando Jesus percebeu a intenção deles, partiu. O Reino de Jesus não seria terreno; seu Reino não seria estabelecido por um maremoto de popularidade. 

Esta mesma oportunidade de poder político já havia sido oferecida a Jesus por Satanás no deserto (Mateus 4.1-11). Jesus sabia que a oportunidade imediata não era nada se comparada com aquilo que Deus havia planejado (veja Daniel 7.13,14).

Jesus transforma Água em Vinho


 As seis talhas de pedra seis talhas de pedra eram normalmente usadas para a cerimônia da purificação purificação das mãos como parte dos ritos judaicos antes das refeições (veja Mateus 15.1,2). Quando cheias, cada uma delas podia conter duas ou três duas ou três metretas (entre oitenta e cento e vinte litros).

2.7,8 2.7,8 O fato de encher até em cima encher até em cima mostrava que nada podia ser acrescentado à água. água. Depois que Jesus realizou o milagre, toda a água foi transformada em vinho, e nenhum vinho foi acrescentado à água. Isso retrata a abundância da bondosa obra de Cristo e também indica a sinceridade da obediência dos empregados. Eles mergulhavam o copo na talha e retiravam água que havia sido milagrosamente transformada em vinho. Jesus ordenou-lhes que levassem o vinho ao mestre de cerimônias (mestre-sala).

2.9)10 (mestre-sala).

2.9)10 Era costume oferecer primeiro o vinho bom primeiro o vinho bom (ou seja, o melhor), e depois o vinho menos nobre, porque o paladar das pessoas se tornava menos sensível à medida que bebiam mais e mais. A água transformada em vinho era de tal qualidade que o mestre-sala mestre-sala fez questão de mencionar esse fato ao noivo, noivo, que provavelmente também ficou surpreso. Nenhum deles sabia de onde tinha vindo esse vinho, mas Maria, os empregados e os discípulos estavam cientes do que havia acontecido.

Esse milagre ilustra o vazio dos rituais judeus em comparação com o que Jesus veio trazer (veja 4.13; 7.38,39). A água do rito da purificação havia se transformado no vinho da era messiânica. Será que já provamos desse vinho?

2.11 2.11 Os Evangelhos registram trinta e cinco sinais sinais milagrosos realizados por Jesus. No Evangelho de João cada milagre era um sinal que tinha o propósito de indicar às pessoas a verdade de que Jesus era o divino Filho de Deus descido do céu. Esses sinais eram ações notáveis que revelavam a presença e o poder de Deus. De acordo com o Evangelho de João, esse foi o primeiro sinal de Jesus, e foi realizado em Caná da Galiléia Caná da Galiléia (sua própria região), sendo que o segundo também foi realizado no mesmo local (veja 4.46-54).

Muitos podem ter imaginado porque Jesus iria “desperdiçar” seus poderes ao realizar esse milagre de providenciar vinho para uma festa de casamento. Mas todos os milagres de Jesus tinham um propósito - além de aliviar o sofrimento, eles eram uma exibição da sua glória. Os milagres registrados no Evangelho de João (e na verdade todos os milagres registrados pelos outros autores do Evangelho) demonstravam o grande amor de Deus pelo povo e sua preocupação pelas necessidades individuais. Mas, em um nível mais profundo, a especial e única natureza divina de Jesus era retratada de forma a reivindicar nossa lealdade e reverência. O sinal de transformar água em vinho era uma revelação parcial da plena identidade de Jesus. 

Seu poder sobre a natureza, a morte, o pecado e o mal revelavam que Ele era o Messias prometido.

Até esse ponto, os discípulos discípulos (aqueles que haviam sido chamados até aquele momento) estavam seguindo Jesus de acordo com suas próprias razões. Outros poderiam estar se perguntando quem era Jesus, e o estavam seguindo apenas para descobrir a verdade. Joáo diz que quando os discípulos viram o milagre, eles creram nele. nele. Esse milagre demonstrava o poder de Jesus sobre a natureza e revelava a forma como pretendia executar seu ministério, ajudando os outros, falando com autoridade e permanecendo em contato com as pessoas. Deus pode nos confrontar de inúmeras maneiras, em se tratando da necessidade que temos de crer no seu Filho. Seremos considerados responsáveis pela nossa decisão em relação a Ele, quer creiamos ou não.

2.12 Cafarnaum havia se tornado a base de Jesus durante seu ministério na Galiléia. 

Localizada na principal rota comercial, ela era uma importante cidade daquela regiáo, sede de uma guarnição romana e de um posto alfandegário. Em Cafarnaum Mateus foi chamado para ser discípulo de Jesus (Mt 9.9). 

Essa cidade também era o lar de vários outros discípulos (Mt 4.13-19) e de um importante oficial do governo (4.46) e tinha pelo menos uma sinagoga principal. Embora Jesus tivesse transformado essa cidade na sua base de operações na Galiléia, Ele a condenou pela descrença do seu povo (Mt 11.23; Lc 10.15).

Comentário Aplicação Pessoal 

Cordeiro de Deus

O Cordeiro de Deus 

 1.29 Na mente dos judeus, o título Cordeiro de Deus ficaria associado ao cordeiro da Páscoa (Exodo 12), e aos cordeiros usados nos sacrifícios diários das ofertas pelo pecado (veja Levítico 14.12,21,24; Números 6.12). 

Toda manhã e toda tarde um cordeiro era sacrificado no templo pelos pecados do povo (Exodo 29.38-42). Isaías 53.7 profetizou que o Messias, o servo do Senhor, seria levado à morte como um cordeiro. Para pagar o castigo pelo pecado, uma vida devia ser oferecia - Deus resolveu que Ele mesmo devia promover o sacrifício. Ao morrer como o perfeito sacrifício, Jesus removeu o pecado do mundo e destruiu o seu poder. Dessa forma, Deus perdoa os nossos pecados (1 Co 5.7). Ao chamar Jesus de Cordeiro de Deus, João estava indicando que Ele era o sacrifício substitutivo oferecido por Deus.

Jesus tira o pecado do mundo. tira o pecado do mundo. A palavra grega para “tirar” também pode significar “adotar”. Jesus adotou os nossos pecados assumindo-os para si. Essa é a imagem desenhada em Isaías 53.4-9 e 1 Pedro 2.24. O “pecado do mundo” significa o pecado de cada um de nós, individualmente. Jesus pagou com a sua morte o preço pelos nossos pecados. Nós reivindicamos o perdão que Ele nos concedeu quando assumiu a propriedade dos nossos pecados.

Comentário Aplicação Pessoal


Neste parágrafo o Espírito conota rege­ neração, pois Ele está ligado com as pala­ vras de abertura do versículo 29 que iden- tificamjesus: “ Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Jesus como o Cordeiro de Deus só ocorre no Evangelho de João e em Apocalipse. Ainda que exis­ tam várias teorias sobre a que tipo de cor- deirojoão está se referindo, o próprio Evan­ gelho sugere quejesus seja o Cordeiro pascal do fim do tempo. Ele substitui o cordeiro oferecido em cada Páscoa (veja o comen­ tário sobre João 13 e 20). Este Cordeiro “tira o pecado do mundo”. “Pecado” está no sin­ gular e tem um artigo acompanhante, o que sugere que um pecado em particular está em vista, um no qual todos participam, qual seja, o “ pecado original”. Esta era a condi­ ção do mundo quando a Palavra veio. De fato, esta é a razão de Jesus vir (cf. João 1.10; 3.16-21; 8.34-47; l João 3.1-10)

Comentário Pentecostal NT

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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Se fez carne

 A frase, o Verbo se fez carne o Verbo se fez carne é interessante e impressionante, apesar da sua familiaridade. 

Compreender o seu significado irá simplesmente incrementar a nossa admiração. 

Quando Jesus nasceu, Ele não era parte homem e parte Deus, Ele era completamente humano e completamente divino (Cl 2.9). Antes da vinda de Cristo, as pessoas só podiam


conhecer a Deus parcialmente. Depois de Cristo, as pessoas podiam (e podem) conhecer a Deus plenamente porque Ele havia se tornado visível e tangível (Hb 1.1-3). Cristo é a perfeita expressão de Deus sob a forma humana. 

Os dois erros mais comuns que as pessoas cometem a respeito de Jesus são minimizar sua humanidade ou minimizar sua divindade. 

Jesus é ao mesmo tempo humano e divino (veja Filipenses 2.5-9). Deus, através de Jesus, viveu (habitou) (habitou) na terra entre as pessoas. O homem que vivia com os discípulos era Deus encarnado! 

João ficou completamente dominado por essa verdade. Ele começa sua primeira carta descrevendo a experiência de ver, tocar e ouvir esse Verbo que havia se tomado carne e estava com eles (1 Jo 1.1-4). Através de Cristo, Deus veio para encontrar o seu povo, e nós podemos encontrar Deus. Ele foi descrito pot João como cheio de graça e de verdade. cheio de graça e de verdade. A palavra glóriaglória se refere à divina grandeza de Cristo e ao seu fulgente esplendor moral (para um exemplo específico de “vimos sua glória”, veja 2.11). 

Esse é, provavelmente, o exemplo mais claro do que João estava pensando quando ele e dois outros discípulos viram a Transfiguração de Jesus (veja Mateus 17.1-13. Pedro comentou especificamente esse fato em 2 Pedro 1.16- 18). Essa era a glória do unigénito do Pai. glória do unigénito do Pai. O Filho era o unigénito do Pai, o seu único Filho. 

Embora todos os crentes sejam chamados de “filhos” (1.12,13), Jesus é o único filho que goza de um especial relacionamento com Deus. O pensamento oriental ensina um ciclo de reencarnações. Muitos hindus acreditam que Jesus fazia parte de uma das reencarnações de Krishna. Mas João ensina que Jesus, como o único Filho de Deus, tem uma glória especial e um incomparável, inimitável e irreprodutível lugar d Essae honra.


Nascer de novo

 •Você tem que nascer de novo (3.1-21)

Nicodemos era um rígido fariseu e um dos principais sacerdotes. Quando Jesus lhe disse que teria que nascer de novo para entrar no Reino de Deus, Nicodemos pensou na impossibilidade de experimentar o nascimento físico novamente. Então o Senhor lhe explicou que o novo nascimento é uma obra misteriosa, maravilhosa e miraculosa do Espírito de Deus e isto acontece quando um pecador crê no filho unigênito de Deus. Aquele que crê tem a vida eterna, mas aquele que não crê já está condenado. Naturalmente falando, as pessoas não querem crer porque amam a escuridão moral (pecado) mais do que a luz (justiça).



No princípio

 

0 Verbo Jo1.1;17.5;Ap19.13 

1."No Princípio,Era Verbo"-O Verbo é Deus eterno.

2."E o Verbo estava com Deus"-o Verbo é distinto de Deus.

3."E o Verbo era Deus"-o Verbo é  divino.

Estudo Evangelho de João

 Introdução

Propósito singular de João

João, o filho de Zebedeu e o “discípulo a quem Jesus amava” , dá o propósito de seu Evangelho em João 20.31: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” . Isto faz com que somente este Evangelho tenha o ímpeto evangelístico, embora, naturalmente, todos os Evangelhos levem a Cristo como o Salvador. Este retrato de Jesus como Filho de Deus e Salvador do mundo é enfatizado ao longo de toda esta narrativa.

Conteúdo único e data de João

Mais de 90% do conteúdo de João é único e não é encontrado nos outros Evangelhos. Acredita-se que ele escreveu no fim do primeiro século (algo em torno de 85-95 d.C.) e propositadamente suplementou Mateus, Marcos e Lucas. O ministério na Judéia, por exemplo, é encontrado somente em João (João 1.15-4.54).

Os sete “Eu sou” de João

Os sete “Eu sou” deste Evangelho são familiares: o Pão da Vida; a Luz do Mundo; a Porta: o Bom Pastor; a Ressurreição e a Vida; o Caminho, a Verdade e a Vida; e a Videira. Nem tão familiares são as sete vezes em que Jesus Se referiu como EU SOU sem nenhuma descrição a mais (João 4.26; 6.20; 8.24, 28, 58; 13.19; 18.5, 8. A última ocorrência é dupla). Ao usar este título, Ele fez uma reivindicação direta de ser o YAHWEH do Antigo Testamento (o “EU SOU”, do verbo hebraico “ser”).

Os sete sinais de João

Há sete milagres ou sinais públicos, designados a mostrar que Jesus é Deus: a transformação de água em vinho; a cura do filho de um oficial; a multiplicação de pães para a multidão de 5.000 homens; a caminhada sobre o Mar da Galiléia; a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro dentre os mortos. Além disso, após Sua ressurreição, Ele proporcionou uma pesca milagrosa para Seus discípulos.

Estilo e material de João

O vocabulário e a estrutura das frases de João são geralmente simples; entretanto, os pensamentos que ele expressa são inesgotáveis.

Comentário Básico NT



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