quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

TENTATIVAS DE EXPLICAR A TRINDADE



 O MONARQUIANISMO DINÂMICO: A PRIMEIRA TENTATIVA FRACASSADA 

Os monarquianos procuravam preservar o conceito da unicidade de Deus - a monarquia do monoteísmo. Focalizavam a eternidade de Deus como o único Senhor, ou Soberano, em relação à sua criação. 

O monarquianismo apareceu em dois tipos diferentes: Dinâmico e Modalístico. O Monarquianismo Dinâmico (também chamado Monarquianismo Ebionita, Monarquianismo Unitariano ou Monarquianismo Adocionista) antecedeu o Monarquianismo Modalístico. 

O Monarquianismo Dinâmico negava qualquer noção de uma Trindade eternamente pessoal. A escola monarquiana dinâmica era representada pelos Alogi,49 homens que rejeitavam a cristologia do Logos. Os Alogi baseavam a sua cristologia exclusivamente nos Evangelhos Sinóticos, e repudiavam a cristologia do Evangelho de João, porque suspeitavam que havia concepções helenísticas no prólogo do seu Evangelho. 

Os monarquianos dinâmicos argumentavam que Cristo não era Deus desde toda a eternidade, mas que se tornara Deus em certo momento do tempo. Embora existissem diferenças de opinião quanto ao momento exato determinado para a deificação do Filho, a opinião generalizada era que a exaltação do Filho ocorreu no seu batismo quando, então, foi ungido pelo Espírito. Cristo, pois, mediante a sua obediência, tornou-se o divino Filho de Deus. Cristo era considerado o Filho adotivo de Deus ao invés de ser tido como o eterno Filho de Deus. 

O Monarquianismo Dinâmico também ensinava que Cristo foi exaltado progressivamente, ou dinamicamente, à condição de Deidade. O relacionamento entre o Pai e o Filho era percebido não em termos da sua natureza e existência, mas em termos morais. Ou seja: não se considerava que o Filho possuísse igualdade de natureza com o Pai (homoousios: homo significa "idêntico" e ousios significa "essência"). Os monarquianos dinâmicos postulavam que entre Jesus e os propósitos de Deus existe um relacionamento meramente moral. 50 Um dos defensores antigos do Monarquianismo Dinâmico era o bispo de Antioquia no século III, Paulo de Samosata. Surgiu um grande debate entre a Igreja Oriental e a Escola Antioquiana, de um lado, e a Igreja Ocidental e a Escola Alexandrina, de outro lado. O enfoque do debate era o relacionamento entre o Logos e o homem Jesus. 

Harold O. J. Brown observa que "a forma que o adocionismo do Monarquianismo Dinâmico encontrou para conservar a unidade da Deidade foi sacrificando a divindade de Cristo". 51 O Monarquianismo Dinâmico é, portanto, uma tentativa fracassada de sair do labirinto doutrinário, que termina num beco sem saída, em uma heresia. 

Paulo de Samosata teve Luciano como sucessor no Monarquianismo Dinâmico. O aluno mais destacado de Luciano era Ário. Este estava por trás da controvérsia ariana que resultou na convocação dos bispos em Nicéia e na elaboração do famoso Credo Trinitariano (325 d.C). Antes, porém, de considerarmos o Arianismo, examinemos o se-gundo tipo de Monarquianismo: o Modalismo. 

 O MONARQUIANISMO MODALÍSTICO: A SEGUNDA TENTATIVA FRACASSADA 

As influências principais que estavam por trás do Monarquianismo Modalístico eram o gnosticismo e o neoplatonismo.52 Os monarquianos modalísticos concebiam o Universo como uma unidade, todo organizado, manifestado numa hierarquia de modos. Os modos (assemelhados a círculos concêntricos) eram considerados vários níveis de manifestações de realidade que emanavam de Deus, "O Único" que existe como "existência pura", como o Ser Supremo no ponto mais alto da escala hierárquica (influência neoplatônica). 

Os monarquianos modalísticos ensinavam que a realidade diminuía-se à medida que uma emanação se distanciava de "O Único". Por isso, a categoria mais baixa da existência seria a matéria física do universo. Embora a matéria ainda fosse considerada parte de "O Único", do qual emana, os modalistas consideravam que ela existia numa forma inferior (influência gnóstica). Pela proposição inversa, pensava-se que a realidade aumentava, ao progredir em direção a "O Único" (também chamado a Mente Divina). 

E fácil ver as implicações panteísticas desse conceito da realidade, posto que tudo quanto existe, supostamente tem sua origem nas emanações (modos ou níveis da realidade) da essência do próprio Deus. Alguns modalistas empregavam uma analogia do sol e dos seus raios. Os raios solares são da mesma essência do sol, mas não são o sol. Os modalistas supunham que, quanto mais longe os raios ficam do sol, tanto menos são pura luz solar, e que embora os raios participem da mesma essência do sol, são inferiores a este, sendo meras projeções dele. 

A aplicação cristológica dessa cosmovisão identificava Jesus como uma emanação de primeira ordem da parte do Pai, reduzindo-o a um nível abaixo do Pai no tocante à natureza de sua existência ou essência. Embora Jesus fosse considerado a mais sublime ordem de existência à parte de "O Único, Ele não deixava de ser inferior a ele, e dependia dele quanto à sua existência, embora fosse superior aos anjos e à raça humana". 

Sabélio (século III) era o maior defensor do monarquianismo modalístico, e o responsável pelo seu maior impacto sobre a Igreja. Originando-se nele a analogia do sol e dos seus raios, negou ser Jesus deidade no mesmo sentido eterno que o Pai o é. Essa ideia levou ao termo teológico homoiousios. O prefixo homoi, significa "semelhante", e a raiz, ousios, significa "essência". Sabélio, portanto, argumentava que a natureza do Filho era apenas semelhante à do Pai; não era portanto idêntica à do Pai. 

Sabélio foi condenado como herege em 268, no Concílio de Antioquia. A diferença entre homo ("idêntico") e homoi ("semelhante") talvez pareça trivial, mas a letra "i" é a diferença fundamental entre as implicações panteísticas do sabelianismo (confundir Deus com a sua criação) e a plena divindade de Jesus Cristo, à parte da qual ficariam grandemente prejudicadas as doutrinas da salvação. O Monarquianismo Modalístico, ao abandonar a plena Divindade e Personalidade de Cristo e do Espírito Santo, foi também uma tentativa fracassada de sair do labirinto doutrinário. 

 ARIANISMO: A TERCEIRA TENTATIVA FRACASSADA 

Embora Ário fosse aluno de Luciano, e, portanto, participasse da linha do Monarquianismo Dinâmico proclamado por Paulo de Samosata, foi além deles na complexidade teológica. Foi criado em Alexandria, onde também foi ordenado presbítero pouco depois de 311, apesar de ser um discípulo da tradição antioquiana. Nos meados de 318, despertou a atenção de Alexandre, o novo arcebispo de Alexandria. Este o excomungou em 321 por causa de suas opiniões heréticas a respeito da Pessoa, da natureza e da obra de Jesus Cristo. 

Ário esforçou-se por ser restaurado à igreja, não por arrependimento, mas a fim de que suas opiniões a respeito de Cristo se tornassem a teologia oficial da Igreja. Nesse esforço, procurou a ajuda de alguns dos seus amigos mais influentes, inclusive Eusébio de Nicomédia e o renomado historiador eclesiástico Eusébio de Cesaréia, bem como vários bispos asiáticos. Continuou ensinando sem a aprovação de Alexandre. Suas especulações provocaram muitos debates e confusão na Igreja. 

Pouco depois da excomunhão de Ário, Constantino passou a ser o único imperador de todo o império romano. Constantino ficou muito desgostoso ao descobrir que a Igreja estava vivendo tamanho caos devido a controvérsia ariana que, inclusive, ameaçava a estabilidade política e religiosa do império. Apressou-se então por convocar o primeiro concílio ecumênico, o Concílio de Nicéia, em 325. 

Ário ressaltava que Deus Pai é o único Monarca e, portanto, que só Ele é eterno. Deus é "ingênito", ao passo que tudo o mais, inclusive Cristo, é "gerado". Ário asseverava, incorretamente, que a ideia de ser "gerado" transmite o conceito de ter'sido criado.53 Ao mesmo tempo, deu-se ao trabalho de separar-se das implicações panteísticas da heresia sabeliana, ao insistir que Deus não tinha nenhuma necessidade interna de criar. Disse, também, que Deus criou uma substância (lat. substantia) independente, que Ele empregou para criar todas as demais coisas. Essa substância independente, primeiramente criada por Deus, acima de todas as outras coisas, era o Filho. 

Ário propôs que a incomparabilidade do Filho é limitada , ao fato de ser a primeira e maior criação de Deus. A encarnação do Filho é concebida, no pensamento ariano, como a união entre a substância criada (o Logos) com um corpo humano. Ensinava que o Logos ocupava o lugar da alma dentro do corpo humano de Jesus de Nazaré.54 Harnack tem razão ao observar que Ário "é monoteísta rigoroso somente no que diz respeito à cosmologia; como teólogo é politeísta". 

55 Ário, noutras palavras, na cosmologia reconhecia uma única Pessoa, que é Deus; mas na prática, estendia a adoração (reservada para Deus somente) a Cristo, o mesmo Cristo que declarara (em outro contexto) ter sido criado. 

A cristologia de Ário reduzia Cristo a uma criatura e, como consequência, negava a obra salvífica do Filho de Deus. Com isso, o arianismo foi também uma outra tentativa fracassada de sair do labirinto doutrinário. Pelo contrário, entrou por um corredor sem saída.

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TEOLOGIA SISTEMÁTICA 

STANLEY HORTON 


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

História da Igreja

 

HISTÓRIA DA IGREJA 

A história da Igreja é um campo rico e fundamental para compreender o desenvolvimento do cristianismo ao longo dos séculos, suas influências culturais, sociais e políticas, além de sua evolução teológica e organizacional.

Importância da História da Igreja

  1. Compreensão das raízes do cristianismo: Permite entender como o cristianismo se originou e se consolidou como uma das maiores religiões do mundo.
  2. Estudo da expansão missionária: Mostra como o cristianismo se espalhou por diferentes culturas e regiões.
  3. Análise de desafios e crises: Ajuda a refletir sobre as perseguições, heresias e divisões internas enfrentadas pela Igreja ao longo do tempo.
  4. Influência na sociedade e na política: Revela a relação entre Igreja e Estado, bem como sua influência em leis, educação e artes.
  5. Crescimento teológico: Permite compreender o desenvolvimento das doutrinas cristãs e o impacto de concílios e movimentos reformistas.
  6. Fortalecimento da fé: Para muitos, estudar a história da Igreja inspira um maior compromisso espiritual ao ver a fidelidade de cristãos em contextos desafiadores.

Divisões da História da Igreja

A história da Igreja é geralmente dividida em períodos para facilitar seu estudo. As divisões podem variar, mas uma classificação comum é a seguinte:

  1. Igreja Primitiva (30-313 d.C.)

    • Início no Pentecostes.
    • Expansão do cristianismo pelo Império Romano.
    • Perseguições sob os imperadores romanos.
    • Escritos dos Pais Apostólicos e apologistas.
  2. Igreja Imperial (313-476 d.C.)

    • Legalização do cristianismo pelo Édito de Milão (313).
    • Cristianismo como religião oficial do Império Romano (391).
    • Concílios ecumênicos, como Nicéia (325) e Constantinopla (381).
  3. Igreja Medieval (476-1517)

    • Queda do Império Romano do Ocidente.
    • Formação do papado e poder da Igreja na Idade Média.
    • Escolástica e obras de teólogos como Tomás de Aquino.
    • Cruzadas e conflitos internos.
  4. Reforma e Contrarreforma (1517-1648)

    • Início com Lutero e as 95 Teses.
    • Surgimento de novas denominações protestantes.
    • Concílio de Trento e resposta da Igreja Católica.
  5. Igreja Moderna (1648-1914)

    • Iluminismo e questionamentos à religião.
    • Expansão missionária global.
    • Separação entre Igreja e Estado em muitos países.
  6. Igreja Contemporânea (1914-presente)

    • Impacto das guerras mundiais.
    • Renovação do catolicismo no Concílio Vaticano II (1962-1965).
    • Crescimento de movimentos pentecostais e neopentecostais.
    • Ações ecumênicas e diálogo inter-religioso.

O estudo da história da Igreja contribui para valorizar o passado, compreender o presente e projetar o futuro do cristianismo em um mundo em constante mudança.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

A MÍDIA E A BÍBLIA

 



A Mídia e a Bíblia 


"Se você quer pregar o Evangelho para o mundo moderno, você tem que ir onde as pessoas estão – e hoje elas estão online.”

Mateus 24:14 Jesus fala sobre a proclamação do evangelho em todo o mundo como um sinal do fim dos tempos:

"E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim..”

Referência Divulgação da Bíblia A Bíblia contém várias referências à divulgação do evangelho e à missão de levar a mensagem de Cristo a todas as nações. Aqui estão alguns versículos centrais que enfatizam essa responsabilidade:

1. Mateus 28:19-20 (A Grande Comissão) Jesus dá aos discípulos a ordem de fazer discípulos em todas as nações:

19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

2. Marcos 16:15 Neste versículo, Jesus instrui seus seguidores a pregar o evangelho em todo o mundo:

"15E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."

3. Atos 1:8 Antes de ascender ao céu, Jesus promete o Espírito Santo e envia os discípulos para testemunhar em toda parte:

2 "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.."

4. Romanos 10:14-15 Paulo destaca a importância de pregar o evangelho para que as pessoas possam crer:

"14Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?

15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!"

5. Mateus 24:14 Jesus fala sobre a proclamação do evangelho em todo o mundo como um sinal do fim dos tempos:

"14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.."

6. Apocalipse 14:6 Este versículo descreve um anjo proclamando o evangelho eterno a todas as nações e povos:

"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, 

7. Salmos 96:3 Um chamado no Antigo Testamento para declarar a glória de Deus a todas as nações:

"3Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos, as suas maravilhas.

3 ."

8. Colossenses 1:23 Paulo menciona que o evangelho já estava sendo proclamado a toda criatura sob o céu:

23 se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Esses versículos refletem o mandato bíblico para os cristãos de levar o evangelho a todas as partes do mundo, cumprindo a missão dada por Cristo e expandindo o Reino de Deus entre todas as nações e povos.

9. Lucas 21.11 

11 e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências;

haverá também coisas espantosas e grandes sinais do céu.

espantosas: grego phobetron medo da "tecnologia" coisas que vêem da tecnologia e dão medo.

A palavra grega "φόβος" (phobos) significa "medo," "pavor" ou "temor." Ela pode se referir tanto ao medo psicológico e emocional quanto ao respeito reverente, dependendo do contexto em que é usada. Por exemplo, no Novo Testamento, "phobos" é frequentemente utilizado para descrever o medo que as pessoas sentem em resposta a algo assustador ou desconhecido, mas também pode se referir ao respeito reverente a Deus.

Já "βέτρα" (betra) não é uma palavra grega isolada que se encontre no uso comum ou clássico do grego; ela não aparece como uma palavra independente no Novo Testamento. Parece ser parte de uma composição. A palavra "φόβητρα" (fóbētra) é composta e sugere algo que causa "medo" (phobos) em um sentido plural e intensificado, referindo-se a eventos ou fenômenos que são assustadores e impressionantes.

A expressão "coisas espantosas" em Lucas 21:11 refere-se a fenômenos extraordinários e assustadores que aconteceriam como sinais antes de eventos 4 importantes, descritos por Jesus como parte do discurso sobre o fim dos tempos.


Comunicação Mundial

 Rick Warren – "A internet é uma nova Ágora global, onde as pessoas se encontram e compartilham ideias. A Igreja deve estar lá para compartilhar o Evangelho."

"Se Jesus estivesse hoje na Terra, ele usaria todas as ferramentas disponíveis para alcançar as pessoas – e isso inclui a mídia digital.”

"A mídia digital é uma nova forma de púlpito. Podemos alcançar milhões com uma única mensagem."

"A internet oferece imensas possibilidades de encontro e de solidariedade. E isso é algo bom, é um dom de Deus."

Billy Graham – "A tecnologia é um presente de Deus que pode ser usado para espalhar o Evangelho como nunca antes na história."

"Os meios de comunicação social oferecem novas formas de evangelizar. Não temam utilizar essas ferramentas."

"Devemos nos engajar com a cultura digital, levando a mensagem cristã às novas Ágoras da era moderna."

James Dobson – "A mídia digital nos dá uma oportunidade sem precedentes de levar as boas novas a todos os cantos do mundo."

Andy Stanley – "O uso estratégico da tecnologia na igreja moderna não é opcional. É uma parte vital da nossa missão."

David Platt – "Nosso chamado é fazer discípulos em todas as nações, e a internet tornou isso possível como nunca antes."

Ed Stetzer – "A mídia digital é o novo 'campo missionário'. Precisamos estar presentes e intencionais."

Nicky Gumbel – "As redes sociais são ferramentas poderosas para compartilhar o amor de Cristo de maneira que nunca antes foi possível."

Christine Caine – "A tecnologia pode ser uma ponte poderosa para alcançar aqueles que ainda não ouviram o nome de Jesus."

T.D. Jakes – "Temos que aproveitar as oportunidades da mídia digital para levar a palavra de Deus até os confins da Terra."

Franklin Graham – "Podemos usar as redes sociais para glorificar a Deus e compartilhar a esperança que temos em Cristo."

Samuel Rodriguez – "Nunca antes tivemos a oportunidade de falar para tantas pessoas ao mesmo tempo sobre o poder redentor do Evangelho."

Steven Furtick – "Hoje, a igreja não está limitada pelas quatro paredes.

Podemos alcançar qualquer pessoa, em qualquer lugar, através da mídia digital."

6 Albert Mohler – "A revolução digital é uma oportunidade divina para compartilharmos a verdade de Deus com uma audiência global."


FORMAS DE COMUNICAÇÃO DIÁSPORA JUDAICA 

Monoteísmo e divulgação da Torah.

Sinagogas e judeus espalhados pelo mundo.

A ESCRITA E CULTURA GREGA 

A escrita grega no Novo Testamento foi crucial para a disseminação das mensagens cristãs no mundo antigo. A maioria dos livros do Novo Testamento, incluindo os Evangelhos e as cartas de Paulo, foi escrita em grego koiné, a forma comum do idioma grego na época. Essa escolha teve grande importância por vários motivos:

1. Língua universal: Após as conquistas de Alexandre, o Grande, o grego se tornou a língua franca em grande parte do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Isso permitiu que os escritos do Novo Testamento fossem amplamente compreendidos e disseminados em várias regiões do Império Romano.

2. Facilidade de comunicação: O grego koiné era uma língua acessível às massas, ao contrário do latim, que ainda não era tão difundido, ou do hebraico e aramaico, que eram mais locais. A escrita em grego facilitou o entendimento das ideias cristãs por pessoas de diferentes culturas e origens.

3. Transmissão das ideias: O grego koiné também permitia uma precisão filosófica e teológica, ajudando a transmitir conceitos complexos de fé, espiritualidade e ética.

Muitos dos termos usados no Novo Testamento, como ágape (amor) e logos (palavra), carregam significados profundos que foram explorados pelos primeiros teólogos cristãos.

4. Tradução e expansão: Por ser uma língua amplamente compreendida, o uso do grego no Novo Testamento facilitou sua tradução subsequente para outras línguas e ajudou na rápida expansão do Cristianismo por regiões diferentes.

A escrita grega permitiu que o Novo Testamento tivesse um alcance internacional e fosse acessível a uma vasta audiência no mundo antigo.

O MUNDO ROMANO 

A construção de estradas e a paz romana.

O direito romano.

A IMPRENSA E A REFORMA PROTESTANTE 

O desenvolvimento da imprensa, em especial a invenção da imprensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg por volta de 1440, teve um papel crucial no impulsionamento da Reforma Protestante no século XVI. A ligação entre esses dois eventos foi fundamental para a disseminação das ideias reformistas. Aqui estão alguns aspectos chave dessa conexão:

1. Produção em Massa de Textos 

Antes da invenção da imprensa, os livros e documentos religiosos eram copiados à mão, um processo extremamente lento e caro. Com a imprensa, textos podiam ser produzidos em grande quantidade e distribuídos rapidamente, o que permitiu que as obras de Martinho Lutero e outros reformadores fossem amplamente difundidas.

2. Distribuição da Bíblia em Línguas Vernáculas 

Um dos principais pilares da Reforma Protestante era o acesso direto às Escrituras sem a necessidade de intermediários. A impressão da Bíblia em línguas vernáculas (como o alemão, inglês e francês) tornou-se um elemento central. Antes disso, a Bíblia era principalmente lida em latim, compreendida apenas pelo clero. Lutero traduziu a Bíblia para o alemão em 1534, e essa versão se espalhou amplamente graças à imprensa.

3. Propagação das Teses e Ideias de Reforma 

Quando Lutero pregou suas 95 Teses em 1517, questionando os abusos da Igreja Católica (especialmente a venda de indulgências), a imprensa ajudou a espalhar 8 rapidamente essas ideias por toda a Europa. Em questão de semanas, as teses de Lutero foram impressas e lidas em muitos países, o que teria sido impossível sem a tecnologia da impressão.

4. A Criação de Panfletos e Cartazes 

Os reformadores utilizaram a imprensa para criar panfletos, cartazes e outros materiais informativos que ajudaram a educar e convencer a população sobre suas ideias. A leitura desses materiais era acessível a um público maior e fomentou um debate público sobre as questões teológicas e práticas da Igreja.

5. A Democratização do Conhecimento Religioso 

A imprensa possibilitou uma maior democratização do conhecimento, permitindo que não apenas os líderes religiosos, mas também leigos, tivessem acesso a textos religiosos e debates teológicos. Isso minou a autoridade central da Igreja Católica e permitiu que mais pessoas participassem ativamente da discussão sobre fé e doutrina.

6. Expansão das Ideias Reformistas 

Além de Lutero, outros reformadores como João Calvino e Ulrich Zwinglio também se beneficiaram da imprensa para espalhar suas interpretações religiosas. A rápida difusão de suas obras ajudou a estabelecer o Protestantismo em diferentes regiões da Europa.

Assim, a invenção da imprensa foi essencial para a ampliação das ideias reformistas, permitindo que a Reforma Protestante se transformasse em um movimento europeu massivo. A comunicação rápida e eficaz proporcionada pela imprensa foi, sem dúvida, um dos fatores mais importantes para o sucesso e a longevidade da Reforma.

A MÍDIA HOJE 

Os meios de comunicação modernos desempenham um papel crucial na divulgação da Bíblia e do evangelho, oferecendo diversas plataformas que ampliam o alcance e a acessibilidade das mensagens cristãs. A tecnologia contemporânea permite que as Escrituras e os ensinamentos religiosos cheguem a pessoas em todo o mundo de maneiras rápidas, dinâmicas e interativas. Alguns dos meios mais impactantes incluem:

1. Mídias Sociais 

Plataformas como Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e Twitter são amplamente utilizadas por igrejas, pastores e evangelistas para compartilhar 9 sermões, estudos bíblicos, devocionais e mensagens motivacionais. Por meio dessas redes, é possível alcançar públicos vastos e diversificados, promovendo a evangelização de forma global.

Vídeos curtos e sermões online: Pastores e líderes religiosos utilizam vídeos curtos para transmitir mensagens diretas e impactantes.

Interação ao vivo: Cultos e estudos bíblicos ao vivo permitem a participação em tempo real, ampliando o sentido de comunidade.

2. Aplicativos de Bíblia e Recursos Digitais 

Aplicativos como YouVersion, Bible Gateway e Olive Tree Bible App tornam a Bíblia acessível em dispositivos móveis, permitindo que as pessoas leiam e estudem as Escrituras em qualquer lugar e em várias traduções e línguas. Esses aplicativos frequentemente incluem ferramentas de estudo, planos de leitura e comentários, facilitando o aprendizado.

Recursos multimídia: Aplicativos oferecem áudios da Bíblia, vídeos de pregações e outros recursos que auxiliam na compreensão.

3. Streaming e Podcasts 

Serviços de streaming como YouTube, Spotify e Apple Podcasts são utilizados para transmitir sermões, músicas gospel e discussões teológicas. Os podcasts religiosos crescem em popularidade, permitindo que as pessoas ouçam sermões e debates bíblicos enquanto realizam suas atividades cotidianas.

Sermões e devocionais: Igrejas e líderes criam conteúdos semanais para alimentar a espiritualidade dos ouvintes.

Discussões teológicas: Podcasts focados em estudos teológicos, exegese bíblica e debates sobre fé permitem o aprofundamento do conhecimento.

4. TV e Rádio 

Programas de televisão e rádio continuam sendo importantes meios de disseminação da Bíblia e do evangelho, principalmente em áreas onde o acesso à internet pode ser limitado. Canais cristãos de TV, como TBN (Trinity Broadcasting Network) e rádios gospel, atingem milhões de pessoas diariamente, com programação variada que inclui pregações, músicas, entrevistas e debates.

5. Plataformas de Educação Online 

Com o aumento dos cursos e estudos bíblicos online, muitas igrejas e instituições oferecem cursos de teologia, estudos bíblicos, e seminários via plataformas como Zoom, Google Meet e sites dedicados. Isso permite que as pessoas aprofundem seus conhecimentos sobre a Bíblia, mesmo sem sair de casa.

6. Blogs e Websites Cristãos 

Muitos teólogos, pastores e igrejas mantêm blogs e websites onde publicam artigos, devocionais e reflexões sobre passagens bíblicas e questões da fé cristã. Esses conteúdos escritos ajudam a explicar e interpretar a Bíblia para um público que prefere consumir textos.

7. Comunicação Instantânea (WhatsApp, Telegram) 

Grupos de WhatsApp e Telegram são amplamente utilizados para compartilhar versículos bíblicos diários, mensagens de oração, vídeos de cultos, e para manter comunidades de fé conectadas. Essas ferramentas criam uma rede de apoio entre os membros da igreja, mantendo a comunicação contínua.

8. Realidade Virtual e Metaverso 

Com o avanço das tecnologias de realidade virtual, algumas igrejas estão explorando o metaverso para criar ambientes virtuais de culto e comunhão, onde pessoas de diferentes partes do mundo podem "se reunir" virtualmente para ler a Bíblia, orar e assistir a pregações.

Impacto Global 

Esses meios de comunicação permitem que a mensagem bíblica seja disseminada de maneira mais inclusiva, alcançando pessoas de diferentes culturas, idiomas e contextos sociais. O evangelho está agora mais acessível do que nunca, permitindo que comunidades cristãs cresçam e se conectem globalmente.

Em resumo, a tecnologia moderna transformou a forma como a Bíblia e o evangelho são divulgados, utilizando a internet, mídias sociais, aplicativos e outras ferramentas digitais para expandir o alcance da fé cristã e engajar novas gerações.

Divulgação na bíblia 

1. Pregação Verbal 

Jesus e os apóstolos: Jesus ensinava nas sinagogas, nas ruas, no campo, e até em montanhas (como o Sermão da Montanha, Mateus 5-7). Os apóstolos, após a ascensão de Cristo, pregavam em diferentes regiões, como Pedro no dia de Pentecostes (Atos 2).

Profetas no Antigo Testamento: Profetas como Isaías, Jeremias e Ezequiel usavam a palavra falada para advertir o povo e transmitir mensagens de Deus (Isaías 58:1).

2. Escrita 

A escrita é outro meio importante de divulgação da mensagem divina. As Escrituras foram preservadas em textos escritos para que pudessem ser lidas e estudadas pelas gerações seguintes.

Moisés e os Dez Mandamentos: Deus deu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra a Moisés no Monte Sinai (Êxodo 31:18).

Cartas dos Apóstolos: No Novo Testamento, os apóstolos, especialmente Paulo, usaram cartas (epístolas) para instruir e encorajar as igrejas (como em Romanos, Efésios, e 1 e 2 Coríntios).

3. Testemunho Pessoal 

O testemunho pessoal é uma maneira pela qual indivíduos compartilhavam sua experiência com Deus e a mudança que Ele trouxe à sua vida.

A mulher samaritana: Depois de encontrar Jesus no poço, a mulher samaritana foi à cidade contar a todos sobre o que Ele havia feito, levando muitos a crerem em Jesus (João 4:28-30).

Os apóstolos: Os discípulos compartilhavam seu testemunho sobre a ressurreição de Cristo e o poder transformador do evangelho, o que levou muitos à fé (Atos 4:33).

4. Profecias e Visões 

Deus frequentemente comunicava Suas mensagens por meio de profetas e visões, que eram depois divulgadas ao povo.

Ezequiel e Daniel: Receberam visões e profecias, que foram compartilhadas com o povo de Israel (Ezequiel 37, Daniel 7).

Apocalipse: O livro de Apoclipse é um exemplo de como uma visão dada a João foi usada para transmitir a mensagem de Deus para a igreja (Apocalipse 1:1-2).

5. Milagres 

Os milagres também eram uma forma de divulgação da mensagem de Deus, muitas vezes confirmando a autoridade de quem pregava ou revelava o poder divino.

Milagres de Jesus: A cura de enfermos, a multiplicação dos pães e peixes, e a ressurreição de mortos serviram como formas de Jesus revelar a mensagem do Reino de Deus e atrair multidões (João 6:1-14; Lucas 5:17-26).

Milagres dos apóstolos: Os apóstolos também realizaram milagres que serviram para demonstrar o poder de Deus e trazer pessoas à fé (Atos 3:1-10).

6. Hinos e Cânticos 

Os cânticos eram usados tanto para louvar a Deus quanto para transmitir ensinamentos e histórias bíblicas.

Salmos: O livro de Salmos contém cânticos de adoração que exaltam a Deus e ensinam sobre Sua obra e caráter (Salmo 96).

Louvores no Novo Testamento: O cântico de Maria, conhecido como "Magnificat", em Lucas 1:46-55, é um exemplo de louvor que também transmite uma mensagem sobre a obra de Deus.

7. Tradição Oral 

Antes da escrita ser amplamente usada, a tradição oral era o principal meio de divulgar as histórias, leis e ensinamentos de Deus.

Antigo Testamento: Muitos dos relatos e ensinamentos de Deus foram transmitidos oralmente de geração em geração, como as histórias de Gênesis antes de serem registradas em escritos.

Deuteronômio 6:6-7: Deus ordenou que os israelitas ensinassem Seus mandamentos às crianças, repetindo-os constantemente para que as gerações futuras os lembrassem.

8. Ações e Exemplos Práticos 

Em muitas ocasiões, os atos de amor e compaixão serviram como forma de divulgar o evangelho.

A Igreja Primitiva: Os primeiros cristãos em Atos 2:44-47 partilhavam o que tinham, cuidavam dos necessitados e viviam em comunhão, servindo de exemplo para outros ao demonstrar o amor de Cristo.

9. Parábolas 

Jesus frequentemente usava parábolas para ensinar verdades espirituais de forma simples e acessível, conectando conceitos profundos à vida cotidiana das pessoas.

As parábolas de Jesus: Como a parábola do semeador (Mateus 13:3-9) e a do bom samaritano (Lucas 10:25-37), ilustravam lições sobre o Reino de Deus, a compaixão, e a fé.

Conclusão 

A Bíblia revela que a mensagem de Deus foi divulgada de diversas formas, desde a pregação pública até os atos de compaixão e o testemunho pessoal. Essas formas de comunicação servem como exemplos e inspirações para os cristãos de hoje, que continuam a compartilhar a mensagem do evangelho usando os meios modernos disponíveis.


Pr. Ruben é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Teologia, Filosofia e Avaliação.



quinta-feira, 10 de outubro de 2024

A Bíblia e a Tecnologia (Esboço)




Esboço da Pregação na

ADERC 08/10/2024


A BÍBLIA E A TECNOLOGIA 

 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. Dn 12.4 


Um esboço científico com base em referências bíblicas:

1. **Cosmologia e Origem do Universo** A Bíblia apresenta uma visão do **início do universo** no relato da criação em **Gênesis 1:1 **: “No princípio, Deus criou os céus e a terra.”

Este versículo foi interpretado por alguns como consistente com a ideia moderna do **Big Bang**, onde o universo teve um início definido, algo que a ciência só veio a confirmar no século XX. - **Referência**: Gênesis 1:1 – "No princípio, Deus criou os céus e a terra."

2. **Forma da Terra** Em **Isaías 40:22**, há uma referência que muitos compartilham uma alusão à **esfericidade da Terra**: "Ele se assenta sobre o círculo da Terra, opiniões habitantes são como gafanhotos." A palavra "círculo" aqui, no original hebraico ("chug"), pode ser interpretada como uma esfera, o que é curioso, já que muitos acreditavam que a Terra era plana na época. - **Referência**:

Isaías 40:22 – "Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;"

3. Expansão do Universo Em Isaías 40:22 , a Bíblia fala sobre Deus "estender os céus como um véu". Esta imagem de um universo em expansão foi interpretada por alguns como um reflexo da teoria moderna da expansão do universo , que foi vista pela primeira vez no século XX com o trabalho de Edwin Hubble. A ideia de que o universo não é estático, mas sim está se expandindo, é uma das descobertas mais importantes da cosmologia moderna.

4. **Hidrologia – Ciclo da Água** A Bíblia descreve aspectos do **ciclo da água** antes de ele ser formalmente compreendido pela ciência. Em **Eclesiastes 1:7**, lemos: “Todos os ribeiros vão para o mar, e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir."

Este versículo reflete o conceito de que a água segue um ciclo contínuo de evaporação e ocorrência. - **Referência**: Eclesiastes 1:7 – "Todos os rios correm para o mar, e o mar nunca se enche." Além disso, **Jó 36:27-28** fala sobre a evaporação e consequências: "Ele atrai as gotas de 1 água, que se transformam em vapor e descem em chuvas, que regam copiosamente a humanidade." -**Referência**: Jó 36:27-28 – "Eis que Deus é grande, e nós o não compreendemos, e o número dos seus anos não se pode calcular.

27 Porque reúne as gotas das águas que derrama em chuva do seu vapor, 28 a qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente."

5. **Astronomia – Enumerabilidade das Estrelas** A Bíblia faz referência à imensidão do universo em várias passagens. Em ** Jeremias 33:22**, há uma descrição da quantidade incalculável de estrelas:

"Assim como não se pode contar o exército dos céus..." Na época, a opinião comum era de que havia um número fixo e limitado de estrelas visíveis, mas hoje sabemos que há bilhões de estrelas e galáxias. - ** Referência**: Jeremias 33:22 – " Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim."

6. **Higiene e Saúde Pública** A Bíblia contém vários leis sobre higiene, que se assemelham às práticas modernas de **saúde pública** e controle de doenças. O livro de **Levítico** detalha medidas para evitar a contaminação, como a quarentena de pessoas com doenças infecciosas. Em ** Levítico 13:46**, lemos: "Todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial."

A prática de isolar indivíduos é uma estratégia de saúde pública reconhecida na medicina moderna. -**Referência**: Levítico 13:46 – "Todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial."

7. Comunicação Global Em Apocalipse 11:9-10 , o texto fala sobre dois profetas que são mortos e seus corpos são vistos por "povos, tribos, línguas e nações" em 2 todo o mundo. Alguns defendem isso como uma possível referência à comunicação global ou aos meios de comunicação modernos, como a televisão ou a internet, que permite que eventos em qualquer parte do mundo sejam vistos por pessoas em diferentes continentes ao mesmo tempo.

● Referência:

● Ap 11.9-11 ● E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão que o seu corpo morto seja posto em sepulcros.

● 10 E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.

8. A Terra Suspensa no Espaço Em Jó 26:7 , há uma referência à Terra estar "suspensa sobre o nada", o que tem sido interpretado como uma possível antecipação da ideia de que a Terra está suspensa no espaço sem um suporte físico visível, algo que a ciência moderna confirma através da astronomia e da física.

Referência: Jó 26.7 “O norte estende sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada.”

FRASES FAMOSAS SOBRE A BÍBLIA 

1. Billy Graham– "A Bíblia é mais atual do que o jornal de amanhã."

2. Emanuel Kant– "A existência da Bíblia, como um livro para o povo, é o maior benefício que a raça humana já experimentou. Todo o esforço para depreciá-la é um crime contra a humanidade."

3. George Washington– "É impossível governar o mundo corretamente sem Deus e a Bíblia."

4. Abraão Lincoln– 3 "Eu acredito que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem do Salvador do mundo nos é comunicado através deste livro."

5. Charles Spurgeon– "A Bíblia que está caindo aos pedaços(MANUSEADA) geralmente pertence a alguém que não está."

6. Napoleão Bonaparte– "A Bíblia não é apenas um livro, mas uma criatura viva, com um poder que vence tudo ou que se opõe a ela."

O PODER DAS ESCRITURAS 

A Bíblia contém várias passagens que falam sobre o poder de suas palavras e ensinamentos. Aqui estão algumas referências que destacam o poder transformador e a importância da Palavra de Deus 

1. Hebreus 4:12 

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”

Este versículo destaca o poder da Palavra de Deus como algo vivo e ativo, capaz de discernir o coração e transformar vidas 

2. 2Timóteo 3:16-17 16 

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, 17 para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

Essa passagem enfatiza que a Bíblia é inspirada por Deus e tem o poder de instruir, concordar e equipar as pessoas para 

3. Isaías 55:11 4 "assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.

4. Salmos 119:105 "

 Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.

Este verso 

5. Romanos 1:16 16 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.

Paulo destaca o poder transformador do Evangelho, que é a Palavra de 

6. Jeremias 23:29 

"Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a penha?”

Aqui, Deus compara Sua palavra a um fogo poderoso e um martelo que quebra pedras, simbolizando o impacto que ela pode ter nas vidas Essas passagens bíblicas ressaltam o poder que a Bíblia, como a Palavra de Deus, tem para transformar vidas, instruir, corresponder


**Pr. Ruben é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Filosofia, Teologia e Avaliação. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

O Profeta Daniel e Sua Mensagem


 O Profeta Daniel e Sua Mensagem



Quem foi o Profeta Daniel

Daniel foi um profeta judeu que viveu durante o cativeiro babilônico, no século VI a.C., após a conquista de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor. Ele pertencia a uma família nobre de Judá e foi levado para a Babilônia ainda jovem, onde se destacou por sua sabedoria, conhecimento e capacidade de interpretar sonhos e visões.

Apesar de estar em uma terra estrangeira e ser pressionado a adotar os costumes babilônicos, Daniel permaneceu fiel à sua fé no Deus de Israel. Ele serviu sob vários reis, incluindo Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro, e foi recompensado com posições de influência. Sua vida e suas visões são conhecidas por sua devoção inabalável a Deus e sua coragem em face de perseguições, como o famoso episódio em que foi jogado na cova dos leões.

 Tópicos Principais do Livro de Daniel

O **Livro de Daniel** está dividido em duas partes principais: a parte narrativa (capítulos 1–6) e a parte profética (capítulos 7–12).

#### Parte Narrativa (Capítulos 1–6)
1. **Daniel e seus amigos na corte babilônica** (Capítulo 1)
   - Daniel, Hananias, Misael e Azarias são levados para a Babilônia e recebem novos nomes. Eles se recusam a comer a comida do rei para seguir as leis dietéticas judaicas e são abençoados por sua fidelidade.
   
2. **Interpretação do sonho de Nabucodonosor** (Capítulo 2)
   - Daniel interpreta o sonho do rei Nabucodonosor sobre uma grande estátua feita de diferentes metais, simbolizando a ascensão e queda de vários reinos.
   
3. **Os amigos de Daniel na fornalha** (Capítulo 3)
   - Hananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) se recusam a adorar uma estátua de ouro e são lançados em uma fornalha ardente, mas são milagrosamente salvos por Deus.
   
4. **O segundo sonho de Nabucodonosor e sua loucura** (Capítulo 4)
   - Nabucodonosor sonha com uma grande árvore cortada. Daniel interpreta o sonho, que simboliza a humilhação do rei, que perde sua sanidade até reconhecer a soberania de Deus.
   
5. **A escritura na parede** (Capítulo 5)
   - Durante uma festa dada pelo rei Belsazar, uma mão misteriosa escreve uma mensagem na parede. Daniel interpreta o texto como um anúncio da queda do reino, o que se concretiza naquela noite com a invasão dos medos e persas.
   
6. **Daniel na cova dos leões** (Capítulo 6)
   - Sob o governo de Dario, Daniel é lançado na cova dos leões por continuar orando a Deus, mas é milagrosamente salvo.

#### Parte Profética (Capítulos 7–12)
1. **Visão dos quatro animais** (Capítulo 7)
   - Daniel vê quatro animais que simbolizam impérios que governarão o mundo, com destaque para o surgimento de um reino final que será destruído por Deus.

2. **Visão do carneiro e do bode** (Capítulo 8)
   - Uma visão que simboliza a luta entre os impérios da Pérsia (carneiro) e da Grécia (bode), prevendo a ascensão de Alexandre, o Grande, e seus sucessores.

3. **A oração de Daniel e a profecia das setenta semanas** (Capítulo 9)
   - Daniel ora pelo povo de Israel e recebe uma visão do anjo Gabriel, que revela o futuro de Israel em um esquema de setenta semanas (490 anos), interpretado por muitos como um período até a chegada do Messias.

4. **Visões de conflitos futuros** (Capítulos 10–12)
   - Daniel recebe uma série de visões detalhadas sobre o futuro, incluindo a ascensão e queda de reis e reinos, perseguições, e uma visão final sobre a ressurreição e o juízo final.

### Temas Centrais do Livro de Daniel
- **Fidelidade a Deus**: Mesmo em circunstâncias adversas, Daniel e seus amigos permanecem fiéis.
- **Soberania de Deus**: Deus está no controle dos acontecimentos, inclusive sobre os reinos da Terra.
- **Profecias do Fim dos Tempos**: O livro de Daniel é uma das principais fontes de visões apocalípticas, que influenciam tanto o Judaísmo quanto o Cristianismo.



  

Profeta Ezequiel e Sua Mensagem








 Ezequiel é um dos principais profetas da tradição bíblica hebraica, conhecido por suas visões dramáticas e suas mensagens de esperança em tempos de grande adversidade. Sua vida e ministério estão registrados no livro de Ezequiel, um dos livros proféticos do Antigo Testamento.


### Estrutura da Apresentação sobre o Profeta Ezequiel


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### 1. **Contexto Histórico**

- **Cativeiro Babilônico (597 a.C.)**: Ezequiel foi deportado para a Babilônia junto com outros israelitas, após a conquista de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor.

- **Vida em Exílio**: Ele atuou como profeta durante o exílio do povo de Judá, trazendo mensagens de julgamento, mas também de restauração e esperança futura.


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### 2. **Vida e Chamado Profético**

- **Sacerdote e Profeta**: Ezequiel nasceu em uma família sacerdotal, e seu ministério começou por volta dos 30 anos de idade, quando recebeu visões enquanto estava às margens do rio Quebar, na Babilônia.

- **A Visão do Trono de Deus**: Um dos momentos marcantes do chamado de Ezequiel foi a visão de quatro seres viventes e a "glória de Deus", representando a soberania divina sobre todas as nações.


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### 3. **Principais Temas e Mensagens**

- **Julgamento de Judá e Jerusalém**: Ezequiel profetizou a destruição iminente de Jerusalém como punição pelos pecados do povo, incluindo a idolatria e a corrupção moral.

- **Visões Alegóricas**: Ele usou muitas alegorias e símbolos em suas visões, como a do vale de ossos secos, que simbolizava a ressurreição e renovação de Israel (Ezequiel 37).

- **O Novo Templo**: Nos capítulos finais de seu livro, Ezequiel descreve em detalhes um templo restaurado, simbolizando o retorno da presença de Deus e uma nova aliança com Seu povo.


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### 4. **O Vale de Ossos Secos (Ezequiel 37:1-14)**

- **Visão Profética de Esperança**: Esta visão destaca o poder de Deus para restaurar a vida e a esperança ao povo que estava espiritualmente "morto" devido ao exílio. É uma das profecias mais icônicas de Ezequiel e é frequentemente interpretada como a promessa de renovação espiritual e física de Israel.


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### 5. **Relevância de Ezequiel Hoje**

- **Esperança em Tempos Difíceis**: As mensagens de Ezequiel são atemporais, transmitindo a ideia de que mesmo em momentos de julgamento, há sempre a possibilidade de redenção e restauração por meio da fé e obediência a Deus.

- **Reformas Espirituais e Sociais**: Ezequiel não apenas criticava a idolatria, mas também chamava atenção para a necessidade de justiça e retidão na sociedade, enfatizando a responsabilidade pessoal diante de Deus.


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### 6. **Conclusão**

Ezequiel foi um profeta que desafiou seu povo a enfrentar suas falhas, mas também os encorajou a não perderem a fé na promessa de restauração. Suas visões, muitas vezes enigmáticas e poderosas, servem como lembretes de que a soberania de Deus é imutável, mesmo diante das tragédias.


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Essa estrutura pode ser adaptada conforme o público ou o tempo disponível.

domingo, 14 de julho de 2024

O LEÃO E O CORDEIRO

 


*O LEÃO 🦁 E O CORDEIRO 🐑*

*Jesus é o Salvador e é o Soberano Rei👑*

*As Duas Mensagens Da Cruz* 

Comentário: 

Pr. Márcio Ruben 

Texto Principal 

*Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Pilatos respondeu:* *Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?* *Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois,* *Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.*

 João 18:33-37  

*Introdução*

Jesus veio para perdoar nossos pecados. Nasceu para ser o nosso salvador. O seu nome em hebraico é Yeshua que significa Jeová Salva. Ela [Maria] dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus [Yeshua], porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Mateus 1.21 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! João1.29 

Esta frase, *o Cordeiro do Deus* é simplesmente maravilhosa. Interessava ao autor do Apocalipse que a emprega vinte e nove vezes em seu livro. Converteu-se em um dos títulos mais apreciados para designar a Jesus. Em uma só palavra resume o amor, o sacrifício, o sofrimento e o triunfo de Cristo.

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.” Lucas 1.31-33 1. 

Duas razões, duas perspectivas, duas lentes 

O aspecto da salvação é tremendo e muito importante, mas é secundário porque faz parte do propósito principal. Jesus é um rei que, a caminho do trono, parou para nos salvar. Ele tem um destino próprio, que é governar sobre todo o mundo. Muitos cristãos nunca pensaram sobre isso. Só entendem a salvação dos pecados. Mas Jesus salvou minha vida a fim de me incluir no seu destino. Você sabia que Jesus também tinha um destino, que o seu alvo não era apenas voltar para as “mansões celestiais”? Foi isso que ele disse a Pilatos. “Eu nasci para ser rei. Meu destino é ser rei sobre toda a Terra.” O destino de Jesus passou a determinar o sentido da minha vida também. Ele me deu um destino. Como ele morreu para me salvar, meu maior desejo agora é realizar o seu destino. Quero ajudá-lo a estabelecer seu reino sobre esta terra. *Temos um destino: 

 estabelecer o Reino de Deus sobre a terra, a soberania de Deus neste mundo perverso. 

Trazer o futuro para o presente. . 

*Salvação e Reino* 

A palavra grega Sõzõ pode referir-se a salvar a pessoa da morte (Mt 8.25; At 27.20,31), da enfermidade física (Mt 9.22; Mc 10.52; Lc 17.19; Tg 5.15), da possessão demoníaca (Lc 8.36) ou da morte que já sobreveio (Lc 8.50). Mas, na grande maioria das ocorrências, refere-se à salvação espiritual que Deus providenciou por meio de Cristo (1 Co 1.21; 1 Tm 1.15) e que as pessoas experimentam pela fé (Ef 2.8). O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma "virada contra" (o arrependimento) e uma "virada para" (a fé). As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv ("virar para trás", "voltar") e nicham ("arrepender-se", "consolar"). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de Deus (1 Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para Deus Jr 3.7; Os 6.1). A pessoa também pode desviar-se do bem (Ez 18.24, 26) ou desviar-se do mal (Is 59.20; Ez 3.19), isto é, arrepender-se. O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas as palavras transmitem a ideia do arrependimento. 

O Novo Testamento emprega epistrephõ no sentido de "voltar-se" para Deus (At 15.19; 

2 Co 3.16) e metanoeõ/ metanoia para a ideia de "arrependimento" (At 2.38; 17.30; 

20.21; Rm 2.4). 

Utiliza-se de metanoeõ para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo 

Testamento, é mais que uma mudança intelectual. Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas. 

*Conclusão* 

Paulo diz que Deus "nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo" e "nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ho patêr]" (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos "a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquele que não se envergonha de nos chamar irmãos (Hb 2.11). Você já aceitou o sacrifício de Jesus para perdoar seus pecados? Isso é maravilhoso, é o começo de tudo. Mas, agora que recebeu a salvação, o que pretende fazer daqui para frente? 

*Você foi salvo para ser servo dele, para fazer duas coisas principais: (1) ajudar outros a aceitar o sacrifício de Jesus e, mais importante ainda, (2) cooperar com Jesus no seu governo sobre toda a Terra.*

“Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.” João 19.19,20 Além de ser uma declaração de amor, a cruz também é uma declaração de autoridade. 

 Deus escolheu aquele momento no tempo e escreveu uma mensagem em hebraico para o povo judeu, em grego para os reinos do Oriente e em latim para o império ocidental, dizendo: “Eu quero fazer uma proclamação oficial: Este é o homem, o rei que dominará toda a Terra! Este é o meu rei, meu imperador, meu governador, minha autoridade; é a ele que vocês devem se submeter!”. Portanto, quando proclamamos o evangelho, devemos anunciar os dois lados de sua mensagem: o Evangelho da Salvação (perdão) e o Evangelho do Reino (autoridade). 

*Jesus é nosso Salvador, mas também é o nosso Rei.*

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A mesa da sabedoria


 A mesa da sabedoria Pv 9.2 

1. Oferece pão para a conservação da vida (Jo 6.35).

2. Água para refrescar (Jo 4.14).

3. Leite para o crescimento (1Pe 2.2).

4. Alimento sólido para adultos (Hb 5.14).

5. Vinho, para alegrar, animar (Is 55.1).

6. Bons frutos para deliciar (Ct 2.3).

7. Mel para fortalecer (Pv 24.13).

8. "Comei e bebei fartamente" (Ct 5.1).



As sete colunas da casa da sabedoria Pv 9.1 

1. A primeira, fala da misericórdia de Cristo para conosco (Tt 3.5).

2. A segunda, de sua justiça {Rm 5.1; Fp 3-9).

3. A terceira, da paz de Cristo que nos foi dada (Jo 14.27).

4. A quarta, da santidade de Cristo (1 Pe 1.16).

5. A quinta, do amor cie Cristo para conosco (Jo 17.23).

6. A sexta, do ser cie Jesus (jo 14.6).

7. A sétima, do poder de Jesus (Fp 3.10).

Quem constrói sobre Jesus Cristo nâo constrói sobre a areia

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A Sabedoria de Deus

 




*🤔Que tipo de sabedoria?*

0 objetivo dos Provérbios é franco e direto: conhecer a sabedoria (Pv 1.2). É comum pensar em sabedoria como uma forma avançada de conhecimento ou aprendizado, ou como um senso de compreensão e visão extraordinário e profundo. Esta visão da sabedoria possui um toque de misticismo, como se aqueles que a possuíssem houvessem, de alguma forma, aprendido verdades profundas e enigmáticas de eras passadas.

No entanto, não há mistério a respeito da sabedoria sobre a qual Provérbios discorre, nem necessariamente ela está restrita a uns poucos privilegiados. A palavra traduzida como sabedoria aparece em Provérbios mais de 50 vezes e em Eclesiastes 29 vezes e vem do termo hebraico chokmah, que significa habilidades para a vida. Esta sabedoria é prática, e não teórica. Implica a pessoa viver de forma responsável, produtiva e próspera.

Desse ponto de vista, a sabedoria retratada em Provérbios ajuda-nos a compreender a forma como o mundo funciona. A questão não é tanto como a pessoa é dotada intelectualmente, mas o que ela faz na prática. É a verdade aplicada.

É por isso que Provérbios trata de tantas questões da vida cotidiana, especialmente as que envolvem escolhas morais e outras decisões que afetam o futuro. 0 sábio (hb. chakam) evita o mal e promove o bem observando as ações das outras pessoas e seus resultados, tomando então a decisão sobre sua vida. Assim, os Provérbios não são exatamente promessas de Deus, e sim observações e princípios sobre a vida.


*🤔O clamor da sabedoria* Pv 1*20-26 

Nesse clamor nós ouvimos Jesus, que foi feito por Deus sabedoria para nós (1Co 1.30). Este cla­ mor é:

1  Em público: ela clama nas praças e nas cidades (vs. 20-21).

2. Compassivo: "Até quando amareis a neciedade?" (v. 22).

3. Repreensivo: "Até quando aborrecereis o conhecimento?" (v. 22).

4. Convidativo: "Atentai para mim" (v. 23).

5. Abençoado: "Vos farei saber a minha mensagem" (v. 23).

6. Recusado: "Vós recusastes" (v. 24).

7. 0 final: "Eu me rirei e zombarei, quando vier o vosso terror" (v, 26),

*🤔O convite de Deus* Pv 1.20-23 

1. Como é o convite de Deus?

a. Amoroso (Pv 1.20-23).

b. Envolve abandonar e receber (Is 55.7).

c. Exige que se venha para receber (Jo 5.40).

2. Como o pecador pode atender ao convite?

a. Assim como está (Mc 10.50).

b. Sem hesitar nem demorar (Ec 11.9; Gn 19.16). 

c Considerando que o mais importante é atender (Mt 16.26).

d. Considerando a longanimidade de Deus (Lc 13.8-9).

e. Sabendo que quem ouve, crê e atende alcança a salvação (Is 12.1-3).

domingo, 7 de julho de 2024

O prólogo do Evangelho de João

 



HINO Introdutório

João 1.1-18.

¹No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

³Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

O estudo que De Ausejo faz dos hinos do NT sugere que a solução está em ver que o poema original que subjaz ao Prólogo era um hino da igreja joanina. Os hinos a Cristo são mencionados no NT em Ef 5.19 

"falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,"

e, talvez, também em Cl 3.16. 

"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."

Plínio, escrevendo a Trajano mais ou menos em 111 d.C. (Epist. 10, 96:7), descreve os cristãos de Bitínia, na Ásia Menor, como a cantar "um hino a Cristo como a um Deus". Eusébio (Hist. 5, 28:5; GCS 95500) cita um testemunho que fala de salmos e hinos que desde o princípio eram entoados a Cristo como a Palavra, divinizando-o. É interessante que estas referências a hinos tenham algum a conexão com a Ásia Menor; assim a conjectura de que o original do Prólogo era um hino da igreja joanina em Efeso tem um a reivindicação à probabilidade. Para comprovar esta hipótese, primeiro comparem-os o Prólogo com algum dos hinos neotestamentários conhecidos.

Se analisarmos Fp 2.6-11,

"​pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; ​antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, ​a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. ​Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, ​para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, ​e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus"

descobrimos uma sequência não diferente da do Prólogo. Filipenses começa o hino com Cristo Jesus existindo na forma de Deus, com o o Prólogo começa nos informando que a Palavra era Deus. Filipenses diz que Jesus se esvaziou e assumiu a forma de um servo, vindo a existir [ou nascer] na semelhança de homem ; o Prólogo diz que a Palavra se fez carne. Filipenses diz que Deus exaltou a Jesus a tal ponto que toda língua proclame que Jesus é o Senhor, para a glória do Pai; o Prólogo termina com o tema de Deus, o único Filho, estando sempre ao lado do Pai, e o v. 14 fala da glória de um Filho único vindo da parte do Pai. Em ambos os casos, a exaltação ou glória é testificada pelos homens.

Uma análise de Cl 1.15-20 

"​Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; ​pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. ​Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. ​Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, ​porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude ​e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos Céus."

também mostra similaridades com o Prólogo (ver J. M. Robinson, JBL 76 [1957], 278-79). Em Colossenses, ouvimos que o Filho é a imagem do Deus invisível; no Prólogo, ele é a Palavra de Deus. Em Colossenses, todas as coisas são criadas em, através de e para o Filho; no Prólogo, todas as coisas são criadas através de, em e não à parte da Palavra. Em Colossenses, o Filho é o princípio; no Prólogo, "No princípio era a Palavra". Em Colossenses, toda a plenitude habita no Filho e todas as coisas são reconhecidas através dele; no Prólogo, todos nós temos participação na plenitude da Palavra-que-se-fez-carne.

Mesmo um breve hino com o o de 1Tm 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória."

mostra paralelos ao Prólogo. Ali ouvimos: "Ele se manifestou na carne... ele foi elevado em glória". Os versículos iniciais de Hebreus formam um breve prólogo na forma de hino que lembra o Prólogo joanino. Hb 1.2-5

"nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?"

sem usar a expressão "a Palavra", diz que Deus "nos falou por meio do Filho... em quem tam bém criou o mundo. Ele reflete a glória de Deus... sustentando o universo por sua palavra [rema] de poder. Quando fez a purificação dos pecados, ele se assentou à mão direita da Majestade nas alturas".

Continuação...

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

15 João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.

16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.

17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Comentário Raymond Brown 


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Boas Amizades


 *Procure boa companhia❤️❤️🙏🏻🙏🏻* 

Sl 119.63 Procure pessoas:

1. Com as quais possa orar (como Daniel) (Dn 2.17).

2. Bons companheiros (como Davi) (Sl 119.63).

3. Cooperadores fiéis (como Paulo) (At 19.29).

4. Ajudantes confiáveis (como Epafrodito) (Fp 2.25).


*Deus disciplina para:*

1. Provar os que são seus (Dt 8.2-3).

2. Purificá-los (Ml 3.3), 3. Ensinar-nos (Sl 119.71).

4. Guardar-nos (2Co 12.7).

5. Restaurar-nos (Sl 119.67).

6. Fazer-nos prosperar (Dn 3.23,30).


*Valores eternos* Sl 111.9 

O que permanece para sempre?

1. A Palavra de Deus (1Pe 1.25).

2. 0 nome de Deus (Sl 72.17).

3. A misericórdia de Deus (Sl 106.1).

4. A justiça de Deus (Sl 111.3).

5. A glória de Deus (Sl 104.31; 2Tm 2.10).

6. Os filhos de Deus (Jo 10.28; 3.36).

7. A aliança de Deus (Sl 111.9).


*🤔Salmo 119*

O Salmo 119, um salmo de sabedoria, é o cân­tico principal sobre a Torá (Sl 19). Celebra a Palavra de Deus quase exaustivamente. Este longo poema é todo em acróstico. Para cada uma das 22 consoantes do alfabeto hebraico, há oito versículos começados, no original, pela letra em questão. No salmo, oito palavras que significam lei de Deus aparecem várias vezes: lei; testemunho; preceitos; mandamentos; estatutos; caminho; juízo; palavra. O salmo emprega o sentido integral dessas palavras, ao mesmo tempo que se aprofunda na aplicação da lei de Deus tanto para a vida cotidiana como para o destino de Israel. A lei é específica e genérica, diretiva e restritiva, libertadora e generosa, bondosa e solene — é tão complexa quanto o Senhor que a criou. A lei nunca é considerada uma maldição; é sempre vista como dádiva de Deus. O efeito cumulativo dessa extensa celebração à Palavra de Deus é impressionante: o salmista não consegue parar de louvar a Deus por Sua misericórdia e benignidade em prover Seu povo com instruções para viver.


*🤔Salmo 118* 

O Salmo 118, um salmo de louvor declarativo, é o climax do grupo de salmos chamados de salmos de Páscoa ou salmos Hallel, por causa da palavra hallel, que significa louvor em hebraico. 

Aleluia provém desta palavra. Estes salmos provavelmente foram cantados pelo Salvador na véspera de Sua morte. A estrutura do poema é:

(1) chamado ao louvor a Deus na comunidade dos redimidos (v. 1-4); (2) firme declaração de confiança no Senhor (v. 5-9); (3) narrativa do socorro divino em tempos de angústia (v. 10-14); (4) louvor ao Senhor por parte dos justos (v. IS­ IS); (5) declaração do salmista de que entraria pela porta da cidade para louvar ao Senhor (v. 19-21); (6) imagem da pedra angular rejeitada (v. 22-24); (7) Hosanas do povo louvando a Deus (v. 25,26); (7) determinação do salmista em ofertar continuamente seu louvor a Deus (v. 27,28); (8) nova convocação para louvar a Deus (v. 29).




quarta-feira, 3 de julho de 2024

Salmos Messiânicos e da Páscoa

 


*👑Salmos messiânicos👑* 

Para os cristãos, talvez nenhuma parte dos Salmos seja tão atraente quanto as profecias que o livro contém sobre o Senhor Jesus Cristo. 0 Salmo 2 fala de Seu reino vindouro; o 22 narra Sua crucificação; o 16 fala de Sua ressurreição; o 110 represen­ ta o Salvador à direita do Pai no céu e como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Estes e outros trechos conhecidos levam muita gente a falar de uma categoria à parte de salmos: os salmos messiânicos.

Muitos salmos são messiânicos porque anteveem a vinda de Jesus Cristo. Alguns são diretamente proféticos (Sl 2; 110). 

Outros prenunciam profeticamente acontecimentos ligados a Cristo (compare a descrição do casamento de um rei, no Sl 45, com Hb 1.8,9; Ap19.6-8). Mas quase todos os salmos prenunciam de alguma forma a vinda do Messias e Seu reino de eterna justiça (Sl 1.1-3; 41.9). As palavras, por exemplo, que se encontram em Salmos 6.8, Apartai-vos demím todos os que praticais a iniquidade, não parecem ter coisa alguma de messiânicas. No entanto, o são; pois Jesus usou estas mesmíssimas palavras em Sua proclamação profética do juízo final (Mt 7.23). Isso mostra que a experiência de Davi registrada no Salmo 6 estava, de alguma forma, profeticamente ligada à vivência de Jesus. Na verdade, a linguagem de Davi nos Salmos remete comumente à linguagem do grande Rei que haveria de chegar — ou seja, Jesus Cristo. Observe as palavras de Salmo 7.8:0 Senhor julgará os povos; julga-me, Senhor, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.

Estas palavras eram um manifesto de Davi. Sofrendo sem motivo, clamou a Deus que limpasse seu nome. Davi, porém, apesar de inocente daquela acusação em particular, não era inocente de todas. Há apenas uma pessoa cuja inocência é absoluta, cuja pureza de pecado é completa: Jesus. Ele é o único que pode ser julgado com base apenas em Sua retidão. Só ele poderia dizer as palavras anteriormente citadas sem titubear, porque representam totalmente Seu caráter.

0 sofrimento do pobre (como no Sl 13), os ataques injustos contra os bons (como no Sl 7), a idealização da justiça (como no Sl 15), o retrato do justo (como no Sl 1), as imagens de realeza (como no Sl 45) e até mesmo o pronunciamento de maldição contra os inimigos (como no Sl 6) são temas do Messias nos Salmos. Jesus é o Esperado; muitos dos salmos na verdade cantam sobre Ele.


*🕎Salmos da Páscoa🕎*

Uma das formas mais eficazes de ensinar verdades espirituais é mediante a música. Da mesma forma, a memória é passada adiante com mais eficiência pela canção. Sabendo disso, os antigos hebreus compuseram seis salmos, do 113 ao 118, para serem cantados durante a ceia da Páscoa.

Os dois primeiros salmos do grupo eram cantados antes da refeição, e os outros quatro, depois. Cada salmo comemora algum aspecto da escapada dos israelitas da sua sujeição ao faraó e aos egípcios (Êx 12—15) e, por este motivo, às vezes são cha­mados de Hallel egípcios (Hallel, em hebraico, significa louvor; compare com Salmos 113.1). Jesus e Seus discípulos provavelmente cantaram estes salmos em sua última ceia no cenáculo (Mt 26.30; Mc 14.26).

*Os temas dos seis salmos de Páscoa são:*

• Salmo 113 — louvor a Deus por libertar os que foram tiranizados;

• Salmo 114 — a fuga do Egito;

• Salmo 115 — louvar a Deus todos juntos, como um povo;

• Salmo 116— dar graças pessoalmente a Deus e entregar-se a Ele;

• Salmo 117 — convocar os não judeus a louvarem a Deus;

• Salmo 118 — lembrar-se do amor imutável e constante de Deus.


*🤔Salmo (heb. Mizmor)*

Sl 98; 100; 103; 143.).

A palavra hebraica mizmor deriva do verbo zamar, fazer música. A palavra aparece só nos Salmos, em 57 títulos deles. Pode designar uma canção de louvor, ou possivel­ mente uma canção acompanhada por certo tipo de músi­ ca instrumental. Em 34 títulos de salmos, a palavra miz- moí acompanha a expressão para 0 cantor-mor, indicando talvez que os salmos fossem costumeiramente canções acompanhadas por instrumentos. Frequente­ mente, 0 autor do salmo é também identificado, tal como os filhos de Corá (Sl 48; 84), Asafe (Sl 50; 82) e, espe­cialmente, Davi (Sl 23; 29; 51).


*🤔AÇÃO DE GRAÇAS (HB. TODAH)*

Ele os ouvia. É clara a dedução — o Senhor ouvia suas orações, não se mantinha em silêncio. 

Assim como Deus respondia às orações de nossos ancestrais, continuará a responder às de todos aqueles que de coração o invocam.

99.7-9 — Santo monte. Tal como em Salmos 2.6, o lugar onde está Sião é santo somente por causa da presença do Senhor. Este chamado mon­ te santo é também seu escabelo (v. 5).

Salmo 100 O Salmo 100 é um salmo de louvor descritivo, que sucede uma série de salmos reais (SI 93—99). 

Talvez os editores da Antiguidade tenham senti­ do que os salmos reais pediam uma réplica lauda- tória como a deste. A expressão Salmo de ação de graças refere-se justamente a agradecimento público ao Senhor.

100.1,2 — O verbo hebraico traduzido por celebrai com júbilo é uma ordem vibrante para louvar em público. A ordem se dirige não apenas a Israel, mas a toda a terra. Os israelitas eram um povo designado a atrair outras nações a louvarem a Deus.

Com alegria. A alegria exuberante não era a única forma de louvar no antigo Israel (SI 95), mas nela se colocava grande ênfase.

100.3 — Os termos o Senhor é Deus espelham a grande profissão de fé de Deuteronômio 6.4-9. 

Saber que o Senhor é Deus é muito semelhante à ordem de ouvi-lo em Deuteronômio. E não nós é expressão às vezes lida como e nós somos dele.

Ovelhas do seu pasto. Uma inversão destas palavras se encontra em Salmos 95.7.

(S1100; 69.30; 100.4).

A palavra hebraica todah deriva do verbo yadah. Em sua forma mais simples, yadah significa atirar ou jogar, e as ocorrências mais comuns desse verbo significam reconhecer, confessar ou louvar. Assim, todah é um reconhecimento ou confissão, seja das iniquidades de alguém (Js 7.19-21), seja da benignidade de Deus (Si 100.4; 107.22). Outro sentido de todah é oferta de ação de graças, sacrifício opcional, feito para expressar agradecimento a Deus (Lv 7.12-15; 22.29). 0 Salmo 100 é um salmo típico composto para uso na ocasião dessa oferta, louvando a justiça de Deus em contraste com o pecado do povo (como no Salmo 51.14) e reconhecendo Sua grandeza, mediante o canto (semelhante ao Salmo 147.7).



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