domingo, 14 de julho de 2024

O LEÃO E O CORDEIRO

 


*O LEÃO 🦁 E O CORDEIRO 🐑*

*Jesus é o Salvador e é o Soberano Rei👑*

*As Duas Mensagens Da Cruz* 

Comentário: 

Pr. Márcio Ruben 

Texto Principal 

*Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Pilatos respondeu:* *Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?* *Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois,* *Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.*

 João 18:33-37  

*Introdução*

Jesus veio para perdoar nossos pecados. Nasceu para ser o nosso salvador. O seu nome em hebraico é Yeshua que significa Jeová Salva. Ela [Maria] dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus [Yeshua], porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Mateus 1.21 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! João1.29 

Esta frase, *o Cordeiro do Deus* é simplesmente maravilhosa. Interessava ao autor do Apocalipse que a emprega vinte e nove vezes em seu livro. Converteu-se em um dos títulos mais apreciados para designar a Jesus. Em uma só palavra resume o amor, o sacrifício, o sofrimento e o triunfo de Cristo.

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.” Lucas 1.31-33 1. 

Duas razões, duas perspectivas, duas lentes 

O aspecto da salvação é tremendo e muito importante, mas é secundário porque faz parte do propósito principal. Jesus é um rei que, a caminho do trono, parou para nos salvar. Ele tem um destino próprio, que é governar sobre todo o mundo. Muitos cristãos nunca pensaram sobre isso. Só entendem a salvação dos pecados. Mas Jesus salvou minha vida a fim de me incluir no seu destino. Você sabia que Jesus também tinha um destino, que o seu alvo não era apenas voltar para as “mansões celestiais”? Foi isso que ele disse a Pilatos. “Eu nasci para ser rei. Meu destino é ser rei sobre toda a Terra.” O destino de Jesus passou a determinar o sentido da minha vida também. Ele me deu um destino. Como ele morreu para me salvar, meu maior desejo agora é realizar o seu destino. Quero ajudá-lo a estabelecer seu reino sobre esta terra. *Temos um destino: 

 estabelecer o Reino de Deus sobre a terra, a soberania de Deus neste mundo perverso. 

Trazer o futuro para o presente. . 

*Salvação e Reino

A palavra grega Sõzõ pode referir-se a salvar a pessoa da morte (Mt 8.25; At 27.20,31), da enfermidade física (Mt 9.22; Mc 10.52; Lc 17.19; Tg 5.15), da possessão demoníaca (Lc 8.36) ou da morte que já sobreveio (Lc 8.50). Mas, na grande maioria das ocorrências, refere-se à salvação espiritual que Deus providenciou por meio de Cristo (1 Co 1.21; 1 Tm 1.15) e que as pessoas experimentam pela fé (Ef 2.8). O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma "virada contra" (o arrependimento) e uma "virada para" (a fé). As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv ("virar para trás", "voltar") e nicham ("arrepender-se", "consolar"). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de Deus (1 Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para Deus Jr 3.7; Os 6.1). A pessoa também pode desviar-se do bem (Ez 18.24, 26) ou desviar-se do mal (Is 59.20; Ez 3.19), isto é, arrepender-se. O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas as palavras transmitem a ideia do arrependimento. 

O Novo Testamento emprega epistrephõ no sentido de "voltar-se" para Deus (At 15.19; 

2 Co 3.16) e metanoeõ/ metanoia para a ideia de "arrependimento" (At 2.38; 17.30; 

20.21; Rm 2.4). 

Utiliza-se de metanoeõ para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo 

Testamento, é mais que uma mudança intelectual. Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas. 

*Conclusão

Paulo diz que Deus "nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo" e "nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ho patêr]" (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos "a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquele que não se envergonha de nos chamar irmãos (Hb 2.11). Você já aceitou o sacrifício de Jesus para perdoar seus pecados? Isso é maravilhoso, é o começo de tudo. Mas, agora que recebeu a salvação, o que pretende fazer daqui para frente? 

*Você foi salvo para ser servo dele, para fazer duas coisas principais: (1) ajudar outros a aceitar o sacrifício de Jesus e, mais importante ainda, (2) cooperar com Jesus no seu governo sobre toda a Terra.*

“Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.” João 19.19,20 Além de ser uma declaração de amor, a cruz também é uma declaração de autoridade. 

 Deus escolheu aquele momento no tempo e escreveu uma mensagem em hebraico para o povo judeu, em grego para os reinos do Oriente e em latim para o império ocidental, dizendo: “Eu quero fazer uma proclamação oficial: Este é o homem, o rei que dominará toda a Terra! Este é o meu rei, meu imperador, meu governador, minha autoridade; é a ele que vocês devem se submeter!”. Portanto, quando proclamamos o evangelho, devemos anunciar os dois lados de sua mensagem: o Evangelho da Salvação (perdão) e o Evangelho do Reino (autoridade). 

*Jesus é nosso Salvador, mas também é o nosso Rei.*

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A mesa da sabedoria


 A mesa da sabedoria Pv 9.2 

1. Oferece pão para a conservação da vida (Jo 6.35).

2. Água para refrescar (Jo 4.14).

3. Leite para o crescimento (1Pe 2.2).

4. Alimento sólido para adultos (Hb 5.14).

5. Vinho, para alegrar, animar (Is 55.1).

6. Bons frutos para deliciar (Ct 2.3).

7. Mel para fortalecer (Pv 24.13).

8. "Comei e bebei fartamente" (Ct 5.1).



As sete colunas da casa da sabedoria Pv 9.1 

1. A primeira, fala da misericórdia de Cristo para conosco (Tt 3.5).

2. A segunda, de sua justiça {Rm 5.1; Fp 3-9).

3. A terceira, da paz de Cristo que nos foi dada (Jo 14.27).

4. A quarta, da santidade de Cristo (1 Pe 1.16).

5. A quinta, do amor cie Cristo para conosco (Jo 17.23).

6. A sexta, do ser cie Jesus (jo 14.6).

7. A sétima, do poder de Jesus (Fp 3.10).

Quem constrói sobre Jesus Cristo nâo constrói sobre a areia

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A Sabedoria de Deus

 




*🤔Que tipo de sabedoria?*

0 objetivo dos Provérbios é franco e direto: conhecer a sabedoria (Pv 1.2). É comum pensar em sabedoria como uma forma avançada de conhecimento ou aprendizado, ou como um senso de compreensão e visão extraordinário e profundo. Esta visão da sabedoria possui um toque de misticismo, como se aqueles que a possuíssem houvessem, de alguma forma, aprendido verdades profundas e enigmáticas de eras passadas.

No entanto, não há mistério a respeito da sabedoria sobre a qual Provérbios discorre, nem necessariamente ela está restrita a uns poucos privilegiados. A palavra traduzida como sabedoria aparece em Provérbios mais de 50 vezes e em Eclesiastes 29 vezes e vem do termo hebraico chokmah, que significa habilidades para a vida. Esta sabedoria é prática, e não teórica. Implica a pessoa viver de forma responsável, produtiva e próspera.

Desse ponto de vista, a sabedoria retratada em Provérbios ajuda-nos a compreender a forma como o mundo funciona. A questão não é tanto como a pessoa é dotada intelectualmente, mas o que ela faz na prática. É a verdade aplicada.

É por isso que Provérbios trata de tantas questões da vida cotidiana, especialmente as que envolvem escolhas morais e outras decisões que afetam o futuro. 0 sábio (hb. chakam) evita o mal e promove o bem observando as ações das outras pessoas e seus resultados, tomando então a decisão sobre sua vida. Assim, os Provérbios não são exatamente promessas de Deus, e sim observações e princípios sobre a vida.


*🤔O clamor da sabedoria* Pv 1*20-26 

Nesse clamor nós ouvimos Jesus, que foi feito por Deus sabedoria para nós (1Co 1.30). Este cla­ mor é:

1  Em público: ela clama nas praças e nas cidades (vs. 20-21).

2. Compassivo: "Até quando amareis a neciedade?" (v. 22).

3. Repreensivo: "Até quando aborrecereis o conhecimento?" (v. 22).

4. Convidativo: "Atentai para mim" (v. 23).

5. Abençoado: "Vos farei saber a minha mensagem" (v. 23).

6. Recusado: "Vós recusastes" (v. 24).

7. 0 final: "Eu me rirei e zombarei, quando vier o vosso terror" (v, 26),

*🤔O convite de Deus* Pv 1.20-23 

1. Como é o convite de Deus?

a. Amoroso (Pv 1.20-23).

b. Envolve abandonar e receber (Is 55.7).

c. Exige que se venha para receber (Jo 5.40).

2. Como o pecador pode atender ao convite?

a. Assim como está (Mc 10.50).

b. Sem hesitar nem demorar (Ec 11.9; Gn 19.16). 

c Considerando que o mais importante é atender (Mt 16.26).

d. Considerando a longanimidade de Deus (Lc 13.8-9).

e. Sabendo que quem ouve, crê e atende alcança a salvação (Is 12.1-3).

domingo, 7 de julho de 2024

O prólogo do Evangelho de João

 



HINO Introdutório

João 1.1-18.

¹No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

³Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

O estudo que De Ausejo faz dos hinos do NT sugere que a solução está em ver que o poema original que subjaz ao Prólogo era um hino da igreja joanina. Os hinos a Cristo são mencionados no NT em Ef 5.19 

"falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,"

e, talvez, também em Cl 3.16. 

"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."

Plínio, escrevendo a Trajano mais ou menos em 111 d.C. (Epist. 10, 96:7), descreve os cristãos de Bitínia, na Ásia Menor, como a cantar "um hino a Cristo como a um Deus". Eusébio (Hist. 5, 28:5; GCS 95500) cita um testemunho que fala de salmos e hinos que desde o princípio eram entoados a Cristo como a Palavra, divinizando-o. É interessante que estas referências a hinos tenham algum a conexão com a Ásia Menor; assim a conjectura de que o original do Prólogo era um hino da igreja joanina em Efeso tem um a reivindicação à probabilidade. Para comprovar esta hipótese, primeiro comparem-os o Prólogo com algum dos hinos neotestamentários conhecidos.

Se analisarmos Fp 2.6-11,

"​pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; ​antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, ​a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. ​Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, ​para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, ​e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus"

descobrimos uma sequência não diferente da do Prólogo. Filipenses começa o hino com Cristo Jesus existindo na forma de Deus, com o o Prólogo começa nos informando que a Palavra era Deus. Filipenses diz que Jesus se esvaziou e assumiu a forma de um servo, vindo a existir [ou nascer] na semelhança de homem ; o Prólogo diz que a Palavra se fez carne. Filipenses diz que Deus exaltou a Jesus a tal ponto que toda língua proclame que Jesus é o Senhor, para a glória do Pai; o Prólogo termina com o tema de Deus, o único Filho, estando sempre ao lado do Pai, e o v. 14 fala da glória de um Filho único vindo da parte do Pai. Em ambos os casos, a exaltação ou glória é testificada pelos homens.

Uma análise de Cl 1.15-20 

"​Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; ​pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. ​Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. ​Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, ​porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude ​e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos Céus."

também mostra similaridades com o Prólogo (ver J. M. Robinson, JBL 76 [1957], 278-79). Em Colossenses, ouvimos que o Filho é a imagem do Deus invisível; no Prólogo, ele é a Palavra de Deus. Em Colossenses, todas as coisas são criadas em, através de e para o Filho; no Prólogo, todas as coisas são criadas através de, em e não à parte da Palavra. Em Colossenses, o Filho é o princípio; no Prólogo, "No princípio era a Palavra". Em Colossenses, toda a plenitude habita no Filho e todas as coisas são reconhecidas através dele; no Prólogo, todos nós temos participação na plenitude da Palavra-que-se-fez-carne.

Mesmo um breve hino com o o de 1Tm 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória."

mostra paralelos ao Prólogo. Ali ouvimos: "Ele se manifestou na carne... ele foi elevado em glória". Os versículos iniciais de Hebreus formam um breve prólogo na forma de hino que lembra o Prólogo joanino. Hb 1.2-5

"nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?"

sem usar a expressão "a Palavra", diz que Deus "nos falou por meio do Filho... em quem tam bém criou o mundo. Ele reflete a glória de Deus... sustentando o universo por sua palavra [rema] de poder. Quando fez a purificação dos pecados, ele se assentou à mão direita da Majestade nas alturas".

Continuação...

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

15 João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.

16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.

17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Comentário Raymond Brown 


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Boas Amizades


 *Procure boa companhia❤️❤️🙏🏻🙏🏻* 

Sl 119.63 Procure pessoas:

1. Com as quais possa orar (como Daniel) (Dn 2.17).

2. Bons companheiros (como Davi) (Sl 119.63).

3. Cooperadores fiéis (como Paulo) (At 19.29).

4. Ajudantes confiáveis (como Epafrodito) (Fp 2.25).


*Deus disciplina para:*

1. Provar os que são seus (Dt 8.2-3).

2. Purificá-los (Ml 3.3), 3. Ensinar-nos (Sl 119.71).

4. Guardar-nos (2Co 12.7).

5. Restaurar-nos (Sl 119.67).

6. Fazer-nos prosperar (Dn 3.23,30).


*Valores eternos* Sl 111.9 

O que permanece para sempre?

1. A Palavra de Deus (1Pe 1.25).

2. 0 nome de Deus (Sl 72.17).

3. A misericórdia de Deus (Sl 106.1).

4. A justiça de Deus (Sl 111.3).

5. A glória de Deus (Sl 104.31; 2Tm 2.10).

6. Os filhos de Deus (Jo 10.28; 3.36).

7. A aliança de Deus (Sl 111.9).


*🤔Salmo 119*

O Salmo 119, um salmo de sabedoria, é o cân­tico principal sobre a Torá (Sl 19). Celebra a Palavra de Deus quase exaustivamente. Este longo poema é todo em acróstico. Para cada uma das 22 consoantes do alfabeto hebraico, há oito versículos começados, no original, pela letra em questão. No salmo, oito palavras que significam lei de Deus aparecem várias vezes: lei; testemunho; preceitos; mandamentos; estatutos; caminho; juízo; palavra. O salmo emprega o sentido integral dessas palavras, ao mesmo tempo que se aprofunda na aplicação da lei de Deus tanto para a vida cotidiana como para o destino de Israel. A lei é específica e genérica, diretiva e restritiva, libertadora e generosa, bondosa e solene — é tão complexa quanto o Senhor que a criou. A lei nunca é considerada uma maldição; é sempre vista como dádiva de Deus. O efeito cumulativo dessa extensa celebração à Palavra de Deus é impressionante: o salmista não consegue parar de louvar a Deus por Sua misericórdia e benignidade em prover Seu povo com instruções para viver.


*🤔Salmo 118* 

O Salmo 118, um salmo de louvor declarativo, é o climax do grupo de salmos chamados de salmos de Páscoa ou salmos Hallel, por causa da palavra hallel, que significa louvor em hebraico. 

Aleluia provém desta palavra. Estes salmos provavelmente foram cantados pelo Salvador na véspera de Sua morte. A estrutura do poema é:

(1) chamado ao louvor a Deus na comunidade dos redimidos (v. 1-4); (2) firme declaração de confiança no Senhor (v. 5-9); (3) narrativa do socorro divino em tempos de angústia (v. 10-14); (4) louvor ao Senhor por parte dos justos (v. IS­ IS); (5) declaração do salmista de que entraria pela porta da cidade para louvar ao Senhor (v. 19-21); (6) imagem da pedra angular rejeitada (v. 22-24); (7) Hosanas do povo louvando a Deus (v. 25,26); (7) determinação do salmista em ofertar continuamente seu louvor a Deus (v. 27,28); (8) nova convocação para louvar a Deus (v. 29).




quarta-feira, 3 de julho de 2024

Salmos Messiânicos e da Páscoa

 


*👑Salmos messiânicos👑* 

Para os cristãos, talvez nenhuma parte dos Salmos seja tão atraente quanto as profecias que o livro contém sobre o Senhor Jesus Cristo. 0 Salmo 2 fala de Seu reino vindouro; o 22 narra Sua crucificação; o 16 fala de Sua ressurreição; o 110 represen­ ta o Salvador à direita do Pai no céu e como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Estes e outros trechos conhecidos levam muita gente a falar de uma categoria à parte de salmos: os salmos messiânicos.

Muitos salmos são messiânicos porque anteveem a vinda de Jesus Cristo. Alguns são diretamente proféticos (Sl 2; 110). 

Outros prenunciam profeticamente acontecimentos ligados a Cristo (compare a descrição do casamento de um rei, no Sl 45, com Hb 1.8,9; Ap19.6-8). Mas quase todos os salmos prenunciam de alguma forma a vinda do Messias e Seu reino de eterna justiça (Sl 1.1-3; 41.9). As palavras, por exemplo, que se encontram em Salmos 6.8, Apartai-vos demím todos os que praticais a iniquidade, não parecem ter coisa alguma de messiânicas. No entanto, o são; pois Jesus usou estas mesmíssimas palavras em Sua proclamação profética do juízo final (Mt 7.23). Isso mostra que a experiência de Davi registrada no Salmo 6 estava, de alguma forma, profeticamente ligada à vivência de Jesus. Na verdade, a linguagem de Davi nos Salmos remete comumente à linguagem do grande Rei que haveria de chegar — ou seja, Jesus Cristo. Observe as palavras de Salmo 7.8:0 Senhor julgará os povos; julga-me, Senhor, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.

Estas palavras eram um manifesto de Davi. Sofrendo sem motivo, clamou a Deus que limpasse seu nome. Davi, porém, apesar de inocente daquela acusação em particular, não era inocente de todas. Há apenas uma pessoa cuja inocência é absoluta, cuja pureza de pecado é completa: Jesus. Ele é o único que pode ser julgado com base apenas em Sua retidão. Só ele poderia dizer as palavras anteriormente citadas sem titubear, porque representam totalmente Seu caráter.

0 sofrimento do pobre (como no Sl 13), os ataques injustos contra os bons (como no Sl 7), a idealização da justiça (como no Sl 15), o retrato do justo (como no Sl 1), as imagens de realeza (como no Sl 45) e até mesmo o pronunciamento de maldição contra os inimigos (como no Sl 6) são temas do Messias nos Salmos. Jesus é o Esperado; muitos dos salmos na verdade cantam sobre Ele.


*🕎Salmos da Páscoa🕎*

Uma das formas mais eficazes de ensinar verdades espirituais é mediante a música. Da mesma forma, a memória é passada adiante com mais eficiência pela canção. Sabendo disso, os antigos hebreus compuseram seis salmos, do 113 ao 118, para serem cantados durante a ceia da Páscoa.

Os dois primeiros salmos do grupo eram cantados antes da refeição, e os outros quatro, depois. Cada salmo comemora algum aspecto da escapada dos israelitas da sua sujeição ao faraó e aos egípcios (Êx 12—15) e, por este motivo, às vezes são cha­mados de Hallel egípcios (Hallel, em hebraico, significa louvor; compare com Salmos 113.1). Jesus e Seus discípulos provavelmente cantaram estes salmos em sua última ceia no cenáculo (Mt 26.30; Mc 14.26).

*Os temas dos seis salmos de Páscoa são:*

• Salmo 113 — louvor a Deus por libertar os que foram tiranizados;

• Salmo 114 — a fuga do Egito;

• Salmo 115 — louvar a Deus todos juntos, como um povo;

• Salmo 116— dar graças pessoalmente a Deus e entregar-se a Ele;

• Salmo 117 — convocar os não judeus a louvarem a Deus;

• Salmo 118 — lembrar-se do amor imutável e constante de Deus.


*🤔Salmo (heb. Mizmor)*

Sl 98; 100; 103; 143.).

A palavra hebraica mizmor deriva do verbo zamar, fazer música. A palavra aparece só nos Salmos, em 57 títulos deles. Pode designar uma canção de louvor, ou possivel­ mente uma canção acompanhada por certo tipo de músi­ ca instrumental. Em 34 títulos de salmos, a palavra miz- moí acompanha a expressão para 0 cantor-mor, indicando talvez que os salmos fossem costumeiramente canções acompanhadas por instrumentos. Frequente­ mente, 0 autor do salmo é também identificado, tal como os filhos de Corá (Sl 48; 84), Asafe (Sl 50; 82) e, espe­cialmente, Davi (Sl 23; 29; 51).


*🤔AÇÃO DE GRAÇAS (HB. TODAH)*

Ele os ouvia. É clara a dedução — o Senhor ouvia suas orações, não se mantinha em silêncio. 

Assim como Deus respondia às orações de nossos ancestrais, continuará a responder às de todos aqueles que de coração o invocam.

99.7-9 — Santo monte. Tal como em Salmos 2.6, o lugar onde está Sião é santo somente por causa da presença do Senhor. Este chamado mon­ te santo é também seu escabelo (v. 5).

Salmo 100 O Salmo 100 é um salmo de louvor descritivo, que sucede uma série de salmos reais (SI 93—99). 

Talvez os editores da Antiguidade tenham senti­ do que os salmos reais pediam uma réplica lauda- tória como a deste. A expressão Salmo de ação de graças refere-se justamente a agradecimento público ao Senhor.

100.1,2 — O verbo hebraico traduzido por celebrai com júbilo é uma ordem vibrante para louvar em público. A ordem se dirige não apenas a Israel, mas a toda a terra. Os israelitas eram um povo designado a atrair outras nações a louvarem a Deus.

Com alegria. A alegria exuberante não era a única forma de louvar no antigo Israel (SI 95), mas nela se colocava grande ênfase.

100.3 — Os termos o Senhor é Deus espelham a grande profissão de fé de Deuteronômio 6.4-9. 

Saber que o Senhor é Deus é muito semelhante à ordem de ouvi-lo em Deuteronômio. E não nós é expressão às vezes lida como e nós somos dele.

Ovelhas do seu pasto. Uma inversão destas palavras se encontra em Salmos 95.7.

(S1100; 69.30; 100.4).

A palavra hebraica todah deriva do verbo yadah. Em sua forma mais simples, yadah significa atirar ou jogar, e as ocorrências mais comuns desse verbo significam reconhecer, confessar ou louvar. Assim, todah é um reconhecimento ou confissão, seja das iniquidades de alguém (Js 7.19-21), seja da benignidade de Deus (Si 100.4; 107.22). Outro sentido de todah é oferta de ação de graças, sacrifício opcional, feito para expressar agradecimento a Deus (Lv 7.12-15; 22.29). 0 Salmo 100 é um salmo típico composto para uso na ocasião dessa oferta, louvando a justiça de Deus em contraste com o pecado do povo (como no Salmo 51.14) e reconhecendo Sua grandeza, mediante o canto (semelhante ao Salmo 147.7).



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