quinta-feira, 17 de outubro de 2024

A MÍDIA E A BÍBLIA

 



A Mídia e a Bíblia 


"Se você quer pregar o Evangelho para o mundo moderno, você tem que ir onde as pessoas estão – e hoje elas estão online.”

Mateus 24:14 Jesus fala sobre a proclamação do evangelho em todo o mundo como um sinal do fim dos tempos:

"E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim..”

Referência Divulgação da Bíblia A Bíblia contém várias referências à divulgação do evangelho e à missão de levar a mensagem de Cristo a todas as nações. Aqui estão alguns versículos centrais que enfatizam essa responsabilidade:

1. Mateus 28:19-20 (A Grande Comissão) Jesus dá aos discípulos a ordem de fazer discípulos em todas as nações:

19 Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

2. Marcos 16:15 Neste versículo, Jesus instrui seus seguidores a pregar o evangelho em todo o mundo:

"15E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."

3. Atos 1:8 Antes de ascender ao céu, Jesus promete o Espírito Santo e envia os discípulos para testemunhar em toda parte:

2 "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.."

4. Romanos 10:14-15 Paulo destaca a importância de pregar o evangelho para que as pessoas possam crer:

"14Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?

15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!"

5. Mateus 24:14 Jesus fala sobre a proclamação do evangelho em todo o mundo como um sinal do fim dos tempos:

"14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.."

6. Apocalipse 14:6 Este versículo descreve um anjo proclamando o evangelho eterno a todas as nações e povos:

"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, 

7. Salmos 96:3 Um chamado no Antigo Testamento para declarar a glória de Deus a todas as nações:

"3Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos, as suas maravilhas.

3 ."

8. Colossenses 1:23 Paulo menciona que o evangelho já estava sendo proclamado a toda criatura sob o céu:

23 se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Esses versículos refletem o mandato bíblico para os cristãos de levar o evangelho a todas as partes do mundo, cumprindo a missão dada por Cristo e expandindo o Reino de Deus entre todas as nações e povos.

9. Lucas 21.11 

11 e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências;

haverá também coisas espantosas e grandes sinais do céu.

espantosas: grego phobetron medo da "tecnologia" coisas que vêem da tecnologia e dão medo.

A palavra grega "φόβος" (phobos) significa "medo," "pavor" ou "temor." Ela pode se referir tanto ao medo psicológico e emocional quanto ao respeito reverente, dependendo do contexto em que é usada. Por exemplo, no Novo Testamento, "phobos" é frequentemente utilizado para descrever o medo que as pessoas sentem em resposta a algo assustador ou desconhecido, mas também pode se referir ao respeito reverente a Deus.

Já "βέτρα" (betra) não é uma palavra grega isolada que se encontre no uso comum ou clássico do grego; ela não aparece como uma palavra independente no Novo Testamento. Parece ser parte de uma composição. A palavra "φόβητρα" (fóbētra) é composta e sugere algo que causa "medo" (phobos) em um sentido plural e intensificado, referindo-se a eventos ou fenômenos que são assustadores e impressionantes.

A expressão "coisas espantosas" em Lucas 21:11 refere-se a fenômenos extraordinários e assustadores que aconteceriam como sinais antes de eventos 4 importantes, descritos por Jesus como parte do discurso sobre o fim dos tempos.


Comunicação Mundial

 Rick Warren – "A internet é uma nova Ágora global, onde as pessoas se encontram e compartilham ideias. A Igreja deve estar lá para compartilhar o Evangelho."

"Se Jesus estivesse hoje na Terra, ele usaria todas as ferramentas disponíveis para alcançar as pessoas – e isso inclui a mídia digital.”

"A mídia digital é uma nova forma de púlpito. Podemos alcançar milhões com uma única mensagem."

"A internet oferece imensas possibilidades de encontro e de solidariedade. E isso é algo bom, é um dom de Deus."

Billy Graham – "A tecnologia é um presente de Deus que pode ser usado para espalhar o Evangelho como nunca antes na história."

"Os meios de comunicação social oferecem novas formas de evangelizar. Não temam utilizar essas ferramentas."

"Devemos nos engajar com a cultura digital, levando a mensagem cristã às novas Ágoras da era moderna."

James Dobson – "A mídia digital nos dá uma oportunidade sem precedentes de levar as boas novas a todos os cantos do mundo."

Andy Stanley – "O uso estratégico da tecnologia na igreja moderna não é opcional. É uma parte vital da nossa missão."

David Platt – "Nosso chamado é fazer discípulos em todas as nações, e a internet tornou isso possível como nunca antes."

Ed Stetzer – "A mídia digital é o novo 'campo missionário'. Precisamos estar presentes e intencionais."

Nicky Gumbel – "As redes sociais são ferramentas poderosas para compartilhar o amor de Cristo de maneira que nunca antes foi possível."

Christine Caine – "A tecnologia pode ser uma ponte poderosa para alcançar aqueles que ainda não ouviram o nome de Jesus."

T.D. Jakes – "Temos que aproveitar as oportunidades da mídia digital para levar a palavra de Deus até os confins da Terra."

Franklin Graham – "Podemos usar as redes sociais para glorificar a Deus e compartilhar a esperança que temos em Cristo."

Samuel Rodriguez – "Nunca antes tivemos a oportunidade de falar para tantas pessoas ao mesmo tempo sobre o poder redentor do Evangelho."

Steven Furtick – "Hoje, a igreja não está limitada pelas quatro paredes.

Podemos alcançar qualquer pessoa, em qualquer lugar, através da mídia digital."

6 Albert Mohler – "A revolução digital é uma oportunidade divina para compartilharmos a verdade de Deus com uma audiência global."


FORMAS DE COMUNICAÇÃO DIÁSPORA JUDAICA 

Monoteísmo e divulgação da Torah.

Sinagogas e judeus espalhados pelo mundo.

A ESCRITA E CULTURA GREGA 

A escrita grega no Novo Testamento foi crucial para a disseminação das mensagens cristãs no mundo antigo. A maioria dos livros do Novo Testamento, incluindo os Evangelhos e as cartas de Paulo, foi escrita em grego koiné, a forma comum do idioma grego na época. Essa escolha teve grande importância por vários motivos:

1. Língua universal: Após as conquistas de Alexandre, o Grande, o grego se tornou a língua franca em grande parte do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Isso permitiu que os escritos do Novo Testamento fossem amplamente compreendidos e disseminados em várias regiões do Império Romano.

2. Facilidade de comunicação: O grego koiné era uma língua acessível às massas, ao contrário do latim, que ainda não era tão difundido, ou do hebraico e aramaico, que eram mais locais. A escrita em grego facilitou o entendimento das ideias cristãs por pessoas de diferentes culturas e origens.

3. Transmissão das ideias: O grego koiné também permitia uma precisão filosófica e teológica, ajudando a transmitir conceitos complexos de fé, espiritualidade e ética.

Muitos dos termos usados no Novo Testamento, como ágape (amor) e logos (palavra), carregam significados profundos que foram explorados pelos primeiros teólogos cristãos.

4. Tradução e expansão: Por ser uma língua amplamente compreendida, o uso do grego no Novo Testamento facilitou sua tradução subsequente para outras línguas e ajudou na rápida expansão do Cristianismo por regiões diferentes.

A escrita grega permitiu que o Novo Testamento tivesse um alcance internacional e fosse acessível a uma vasta audiência no mundo antigo.

O MUNDO ROMANO 

A construção de estradas e a paz romana.

O direito romano.

A IMPRENSA E A REFORMA PROTESTANTE 

O desenvolvimento da imprensa, em especial a invenção da imprensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg por volta de 1440, teve um papel crucial no impulsionamento da Reforma Protestante no século XVI. A ligação entre esses dois eventos foi fundamental para a disseminação das ideias reformistas. Aqui estão alguns aspectos chave dessa conexão:

1. Produção em Massa de Textos 

Antes da invenção da imprensa, os livros e documentos religiosos eram copiados à mão, um processo extremamente lento e caro. Com a imprensa, textos podiam ser produzidos em grande quantidade e distribuídos rapidamente, o que permitiu que as obras de Martinho Lutero e outros reformadores fossem amplamente difundidas.

2. Distribuição da Bíblia em Línguas Vernáculas 

Um dos principais pilares da Reforma Protestante era o acesso direto às Escrituras sem a necessidade de intermediários. A impressão da Bíblia em línguas vernáculas (como o alemão, inglês e francês) tornou-se um elemento central. Antes disso, a Bíblia era principalmente lida em latim, compreendida apenas pelo clero. Lutero traduziu a Bíblia para o alemão em 1534, e essa versão se espalhou amplamente graças à imprensa.

3. Propagação das Teses e Ideias de Reforma 

Quando Lutero pregou suas 95 Teses em 1517, questionando os abusos da Igreja Católica (especialmente a venda de indulgências), a imprensa ajudou a espalhar 8 rapidamente essas ideias por toda a Europa. Em questão de semanas, as teses de Lutero foram impressas e lidas em muitos países, o que teria sido impossível sem a tecnologia da impressão.

4. A Criação de Panfletos e Cartazes 

Os reformadores utilizaram a imprensa para criar panfletos, cartazes e outros materiais informativos que ajudaram a educar e convencer a população sobre suas ideias. A leitura desses materiais era acessível a um público maior e fomentou um debate público sobre as questões teológicas e práticas da Igreja.

5. A Democratização do Conhecimento Religioso 

A imprensa possibilitou uma maior democratização do conhecimento, permitindo que não apenas os líderes religiosos, mas também leigos, tivessem acesso a textos religiosos e debates teológicos. Isso minou a autoridade central da Igreja Católica e permitiu que mais pessoas participassem ativamente da discussão sobre fé e doutrina.

6. Expansão das Ideias Reformistas 

Além de Lutero, outros reformadores como João Calvino e Ulrich Zwinglio também se beneficiaram da imprensa para espalhar suas interpretações religiosas. A rápida difusão de suas obras ajudou a estabelecer o Protestantismo em diferentes regiões da Europa.

Assim, a invenção da imprensa foi essencial para a ampliação das ideias reformistas, permitindo que a Reforma Protestante se transformasse em um movimento europeu massivo. A comunicação rápida e eficaz proporcionada pela imprensa foi, sem dúvida, um dos fatores mais importantes para o sucesso e a longevidade da Reforma.

A MÍDIA HOJE 

Os meios de comunicação modernos desempenham um papel crucial na divulgação da Bíblia e do evangelho, oferecendo diversas plataformas que ampliam o alcance e a acessibilidade das mensagens cristãs. A tecnologia contemporânea permite que as Escrituras e os ensinamentos religiosos cheguem a pessoas em todo o mundo de maneiras rápidas, dinâmicas e interativas. Alguns dos meios mais impactantes incluem:

1. Mídias Sociais 

Plataformas como Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e Twitter são amplamente utilizadas por igrejas, pastores e evangelistas para compartilhar 9 sermões, estudos bíblicos, devocionais e mensagens motivacionais. Por meio dessas redes, é possível alcançar públicos vastos e diversificados, promovendo a evangelização de forma global.

Vídeos curtos e sermões online: Pastores e líderes religiosos utilizam vídeos curtos para transmitir mensagens diretas e impactantes.

Interação ao vivo: Cultos e estudos bíblicos ao vivo permitem a participação em tempo real, ampliando o sentido de comunidade.

2. Aplicativos de Bíblia e Recursos Digitais 

Aplicativos como YouVersion, Bible Gateway e Olive Tree Bible App tornam a Bíblia acessível em dispositivos móveis, permitindo que as pessoas leiam e estudem as Escrituras em qualquer lugar e em várias traduções e línguas. Esses aplicativos frequentemente incluem ferramentas de estudo, planos de leitura e comentários, facilitando o aprendizado.

Recursos multimídia: Aplicativos oferecem áudios da Bíblia, vídeos de pregações e outros recursos que auxiliam na compreensão.

3. Streaming e Podcasts 

Serviços de streaming como YouTube, Spotify e Apple Podcasts são utilizados para transmitir sermões, músicas gospel e discussões teológicas. Os podcasts religiosos crescem em popularidade, permitindo que as pessoas ouçam sermões e debates bíblicos enquanto realizam suas atividades cotidianas.

Sermões e devocionais: Igrejas e líderes criam conteúdos semanais para alimentar a espiritualidade dos ouvintes.

Discussões teológicas: Podcasts focados em estudos teológicos, exegese bíblica e debates sobre fé permitem o aprofundamento do conhecimento.

4. TV e Rádio 

Programas de televisão e rádio continuam sendo importantes meios de disseminação da Bíblia e do evangelho, principalmente em áreas onde o acesso à internet pode ser limitado. Canais cristãos de TV, como TBN (Trinity Broadcasting Network) e rádios gospel, atingem milhões de pessoas diariamente, com programação variada que inclui pregações, músicas, entrevistas e debates.

5. Plataformas de Educação Online 

Com o aumento dos cursos e estudos bíblicos online, muitas igrejas e instituições oferecem cursos de teologia, estudos bíblicos, e seminários via plataformas como Zoom, Google Meet e sites dedicados. Isso permite que as pessoas aprofundem seus conhecimentos sobre a Bíblia, mesmo sem sair de casa.

6. Blogs e Websites Cristãos 

Muitos teólogos, pastores e igrejas mantêm blogs e websites onde publicam artigos, devocionais e reflexões sobre passagens bíblicas e questões da fé cristã. Esses conteúdos escritos ajudam a explicar e interpretar a Bíblia para um público que prefere consumir textos.

7. Comunicação Instantânea (WhatsApp, Telegram) 

Grupos de WhatsApp e Telegram são amplamente utilizados para compartilhar versículos bíblicos diários, mensagens de oração, vídeos de cultos, e para manter comunidades de fé conectadas. Essas ferramentas criam uma rede de apoio entre os membros da igreja, mantendo a comunicação contínua.

8. Realidade Virtual e Metaverso 

Com o avanço das tecnologias de realidade virtual, algumas igrejas estão explorando o metaverso para criar ambientes virtuais de culto e comunhão, onde pessoas de diferentes partes do mundo podem "se reunir" virtualmente para ler a Bíblia, orar e assistir a pregações.

Impacto Global 

Esses meios de comunicação permitem que a mensagem bíblica seja disseminada de maneira mais inclusiva, alcançando pessoas de diferentes culturas, idiomas e contextos sociais. O evangelho está agora mais acessível do que nunca, permitindo que comunidades cristãs cresçam e se conectem globalmente.

Em resumo, a tecnologia moderna transformou a forma como a Bíblia e o evangelho são divulgados, utilizando a internet, mídias sociais, aplicativos e outras ferramentas digitais para expandir o alcance da fé cristã e engajar novas gerações.

Divulgação na bíblia 

1. Pregação Verbal 

Jesus e os apóstolos: Jesus ensinava nas sinagogas, nas ruas, no campo, e até em montanhas (como o Sermão da Montanha, Mateus 5-7). Os apóstolos, após a ascensão de Cristo, pregavam em diferentes regiões, como Pedro no dia de Pentecostes (Atos 2).

Profetas no Antigo Testamento: Profetas como Isaías, Jeremias e Ezequiel usavam a palavra falada para advertir o povo e transmitir mensagens de Deus (Isaías 58:1).

2. Escrita 

A escrita é outro meio importante de divulgação da mensagem divina. As Escrituras foram preservadas em textos escritos para que pudessem ser lidas e estudadas pelas gerações seguintes.

Moisés e os Dez Mandamentos: Deus deu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra a Moisés no Monte Sinai (Êxodo 31:18).

Cartas dos Apóstolos: No Novo Testamento, os apóstolos, especialmente Paulo, usaram cartas (epístolas) para instruir e encorajar as igrejas (como em Romanos, Efésios, e 1 e 2 Coríntios).

3. Testemunho Pessoal 

O testemunho pessoal é uma maneira pela qual indivíduos compartilhavam sua experiência com Deus e a mudança que Ele trouxe à sua vida.

A mulher samaritana: Depois de encontrar Jesus no poço, a mulher samaritana foi à cidade contar a todos sobre o que Ele havia feito, levando muitos a crerem em Jesus (João 4:28-30).

Os apóstolos: Os discípulos compartilhavam seu testemunho sobre a ressurreição de Cristo e o poder transformador do evangelho, o que levou muitos à fé (Atos 4:33).

4. Profecias e Visões 

Deus frequentemente comunicava Suas mensagens por meio de profetas e visões, que eram depois divulgadas ao povo.

Ezequiel e Daniel: Receberam visões e profecias, que foram compartilhadas com o povo de Israel (Ezequiel 37, Daniel 7).

Apocalipse: O livro de Apoclipse é um exemplo de como uma visão dada a João foi usada para transmitir a mensagem de Deus para a igreja (Apocalipse 1:1-2).

5. Milagres 

Os milagres também eram uma forma de divulgação da mensagem de Deus, muitas vezes confirmando a autoridade de quem pregava ou revelava o poder divino.

Milagres de Jesus: A cura de enfermos, a multiplicação dos pães e peixes, e a ressurreição de mortos serviram como formas de Jesus revelar a mensagem do Reino de Deus e atrair multidões (João 6:1-14; Lucas 5:17-26).

Milagres dos apóstolos: Os apóstolos também realizaram milagres que serviram para demonstrar o poder de Deus e trazer pessoas à fé (Atos 3:1-10).

6. Hinos e Cânticos 

Os cânticos eram usados tanto para louvar a Deus quanto para transmitir ensinamentos e histórias bíblicas.

Salmos: O livro de Salmos contém cânticos de adoração que exaltam a Deus e ensinam sobre Sua obra e caráter (Salmo 96).

Louvores no Novo Testamento: O cântico de Maria, conhecido como "Magnificat", em Lucas 1:46-55, é um exemplo de louvor que também transmite uma mensagem sobre a obra de Deus.

7. Tradição Oral 

Antes da escrita ser amplamente usada, a tradição oral era o principal meio de divulgar as histórias, leis e ensinamentos de Deus.

Antigo Testamento: Muitos dos relatos e ensinamentos de Deus foram transmitidos oralmente de geração em geração, como as histórias de Gênesis antes de serem registradas em escritos.

Deuteronômio 6:6-7: Deus ordenou que os israelitas ensinassem Seus mandamentos às crianças, repetindo-os constantemente para que as gerações futuras os lembrassem.

8. Ações e Exemplos Práticos 

Em muitas ocasiões, os atos de amor e compaixão serviram como forma de divulgar o evangelho.

A Igreja Primitiva: Os primeiros cristãos em Atos 2:44-47 partilhavam o que tinham, cuidavam dos necessitados e viviam em comunhão, servindo de exemplo para outros ao demonstrar o amor de Cristo.

9. Parábolas 

Jesus frequentemente usava parábolas para ensinar verdades espirituais de forma simples e acessível, conectando conceitos profundos à vida cotidiana das pessoas.

As parábolas de Jesus: Como a parábola do semeador (Mateus 13:3-9) e a do bom samaritano (Lucas 10:25-37), ilustravam lições sobre o Reino de Deus, a compaixão, e a fé.

Conclusão 

A Bíblia revela que a mensagem de Deus foi divulgada de diversas formas, desde a pregação pública até os atos de compaixão e o testemunho pessoal. Essas formas de comunicação servem como exemplos e inspirações para os cristãos de hoje, que continuam a compartilhar a mensagem do evangelho usando os meios modernos disponíveis.


Pr. Ruben é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Teologia, Filosofia e Avaliação.



quinta-feira, 10 de outubro de 2024

A Bíblia e a Tecnologia (Esboço)




Esboço da Pregação na

ADERC 08/10/2024


A BÍBLIA E A TECNOLOGIA 

 E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. Dn 12.4 


Um esboço científico com base em referências bíblicas:

1. **Cosmologia e Origem do Universo** A Bíblia apresenta uma visão do **início do universo** no relato da criação em **Gênesis 1:1 **: “No princípio, Deus criou os céus e a terra.”

Este versículo foi interpretado por alguns como consistente com a ideia moderna do **Big Bang**, onde o universo teve um início definido, algo que a ciência só veio a confirmar no século XX. - **Referência**: Gênesis 1:1 – "No princípio, Deus criou os céus e a terra."

2. **Forma da Terra** Em **Isaías 40:22**, há uma referência que muitos compartilham uma alusão à **esfericidade da Terra**: "Ele se assenta sobre o círculo da Terra, opiniões habitantes são como gafanhotos." A palavra "círculo" aqui, no original hebraico ("chug"), pode ser interpretada como uma esfera, o que é curioso, já que muitos acreditavam que a Terra era plana na época. - **Referência**:

Isaías 40:22 – "Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;"

3. Expansão do Universo Em Isaías 40:22 , a Bíblia fala sobre Deus "estender os céus como um véu". Esta imagem de um universo em expansão foi interpretada por alguns como um reflexo da teoria moderna da expansão do universo , que foi vista pela primeira vez no século XX com o trabalho de Edwin Hubble. A ideia de que o universo não é estático, mas sim está se expandindo, é uma das descobertas mais importantes da cosmologia moderna.

4. **Hidrologia – Ciclo da Água** A Bíblia descreve aspectos do **ciclo da água** antes de ele ser formalmente compreendido pela ciência. Em **Eclesiastes 1:7**, lemos: “Todos os ribeiros vão para o mar, e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam eles a ir."

Este versículo reflete o conceito de que a água segue um ciclo contínuo de evaporação e ocorrência. - **Referência**: Eclesiastes 1:7 – "Todos os rios correm para o mar, e o mar nunca se enche." Além disso, **Jó 36:27-28** fala sobre a evaporação e consequências: "Ele atrai as gotas de 1 água, que se transformam em vapor e descem em chuvas, que regam copiosamente a humanidade." -**Referência**: Jó 36:27-28 – "Eis que Deus é grande, e nós o não compreendemos, e o número dos seus anos não se pode calcular.

27 Porque reúne as gotas das águas que derrama em chuva do seu vapor, 28 a qual as nuvens destilam e gotejam sobre o homem abundantemente."

5. **Astronomia – Enumerabilidade das Estrelas** A Bíblia faz referência à imensidão do universo em várias passagens. Em ** Jeremias 33:22**, há uma descrição da quantidade incalculável de estrelas:

"Assim como não se pode contar o exército dos céus..." Na época, a opinião comum era de que havia um número fixo e limitado de estrelas visíveis, mas hoje sabemos que há bilhões de estrelas e galáxias. - ** Referência**: Jeremias 33:22 – " Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim."

6. **Higiene e Saúde Pública** A Bíblia contém vários leis sobre higiene, que se assemelham às práticas modernas de **saúde pública** e controle de doenças. O livro de **Levítico** detalha medidas para evitar a contaminação, como a quarentena de pessoas com doenças infecciosas. Em ** Levítico 13:46**, lemos: "Todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial."

A prática de isolar indivíduos é uma estratégia de saúde pública reconhecida na medicina moderna. -**Referência**: Levítico 13:46 – "Todos os dias em que a praga estiver nele, será imundo; imundo está, habitará só; a sua habitação será fora do arraial."

7. Comunicação Global Em Apocalipse 11:9-10 , o texto fala sobre dois profetas que são mortos e seus corpos são vistos por "povos, tribos, línguas e nações" em 2 todo o mundo. Alguns defendem isso como uma possível referência à comunicação global ou aos meios de comunicação modernos, como a televisão ou a internet, que permite que eventos em qualquer parte do mundo sejam vistos por pessoas em diferentes continentes ao mesmo tempo.

● Referência:

● Ap 11.9-11 ● E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão que o seu corpo morto seja posto em sepulcros.

● 10 E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra.

8. A Terra Suspensa no Espaço Em Jó 26:7 , há uma referência à Terra estar "suspensa sobre o nada", o que tem sido interpretado como uma possível antecipação da ideia de que a Terra está suspensa no espaço sem um suporte físico visível, algo que a ciência moderna confirma através da astronomia e da física.

Referência: Jó 26.7 “O norte estende sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada.”

FRASES FAMOSAS SOBRE A BÍBLIA 

1. Billy Graham– "A Bíblia é mais atual do que o jornal de amanhã."

2. Emanuel Kant– "A existência da Bíblia, como um livro para o povo, é o maior benefício que a raça humana já experimentou. Todo o esforço para depreciá-la é um crime contra a humanidade."

3. George Washington– "É impossível governar o mundo corretamente sem Deus e a Bíblia."

4. Abraão Lincoln– 3 "Eu acredito que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem do Salvador do mundo nos é comunicado através deste livro."

5. Charles Spurgeon– "A Bíblia que está caindo aos pedaços(MANUSEADA) geralmente pertence a alguém que não está."

6. Napoleão Bonaparte– "A Bíblia não é apenas um livro, mas uma criatura viva, com um poder que vence tudo ou que se opõe a ela."

O PODER DAS ESCRITURAS 

A Bíblia contém várias passagens que falam sobre o poder de suas palavras e ensinamentos. Aqui estão algumas referências que destacam o poder transformador e a importância da Palavra de Deus 

1. Hebreus 4:12 

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”

Este versículo destaca o poder da Palavra de Deus como algo vivo e ativo, capaz de discernir o coração e transformar vidas 

2. 2Timóteo 3:16-17 16 

Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, 17 para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

Essa passagem enfatiza que a Bíblia é inspirada por Deus e tem o poder de instruir, concordar e equipar as pessoas para 

3. Isaías 55:11 4 "assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.

4. Salmos 119:105 "

 Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.

Este verso 

5. Romanos 1:16 16 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.

Paulo destaca o poder transformador do Evangelho, que é a Palavra de 

6. Jeremias 23:29 

"Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a penha?”

Aqui, Deus compara Sua palavra a um fogo poderoso e um martelo que quebra pedras, simbolizando o impacto que ela pode ter nas vidas Essas passagens bíblicas ressaltam o poder que a Bíblia, como a Palavra de Deus, tem para transformar vidas, instruir, corresponder


**Pr. Ruben é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Filosofia, Teologia e Avaliação. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

O Profeta Daniel e Sua Mensagem


 O Profeta Daniel e Sua Mensagem



Quem foi o Profeta Daniel

Daniel foi um profeta judeu que viveu durante o cativeiro babilônico, no século VI a.C., após a conquista de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor. Ele pertencia a uma família nobre de Judá e foi levado para a Babilônia ainda jovem, onde se destacou por sua sabedoria, conhecimento e capacidade de interpretar sonhos e visões.

Apesar de estar em uma terra estrangeira e ser pressionado a adotar os costumes babilônicos, Daniel permaneceu fiel à sua fé no Deus de Israel. Ele serviu sob vários reis, incluindo Nabucodonosor, Belsazar, Dario e Ciro, e foi recompensado com posições de influência. Sua vida e suas visões são conhecidas por sua devoção inabalável a Deus e sua coragem em face de perseguições, como o famoso episódio em que foi jogado na cova dos leões.

 Tópicos Principais do Livro de Daniel

O **Livro de Daniel** está dividido em duas partes principais: a parte narrativa (capítulos 1–6) e a parte profética (capítulos 7–12).

#### Parte Narrativa (Capítulos 1–6)
1. **Daniel e seus amigos na corte babilônica** (Capítulo 1)
   - Daniel, Hananias, Misael e Azarias são levados para a Babilônia e recebem novos nomes. Eles se recusam a comer a comida do rei para seguir as leis dietéticas judaicas e são abençoados por sua fidelidade.
   
2. **Interpretação do sonho de Nabucodonosor** (Capítulo 2)
   - Daniel interpreta o sonho do rei Nabucodonosor sobre uma grande estátua feita de diferentes metais, simbolizando a ascensão e queda de vários reinos.
   
3. **Os amigos de Daniel na fornalha** (Capítulo 3)
   - Hananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) se recusam a adorar uma estátua de ouro e são lançados em uma fornalha ardente, mas são milagrosamente salvos por Deus.
   
4. **O segundo sonho de Nabucodonosor e sua loucura** (Capítulo 4)
   - Nabucodonosor sonha com uma grande árvore cortada. Daniel interpreta o sonho, que simboliza a humilhação do rei, que perde sua sanidade até reconhecer a soberania de Deus.
   
5. **A escritura na parede** (Capítulo 5)
   - Durante uma festa dada pelo rei Belsazar, uma mão misteriosa escreve uma mensagem na parede. Daniel interpreta o texto como um anúncio da queda do reino, o que se concretiza naquela noite com a invasão dos medos e persas.
   
6. **Daniel na cova dos leões** (Capítulo 6)
   - Sob o governo de Dario, Daniel é lançado na cova dos leões por continuar orando a Deus, mas é milagrosamente salvo.

#### Parte Profética (Capítulos 7–12)
1. **Visão dos quatro animais** (Capítulo 7)
   - Daniel vê quatro animais que simbolizam impérios que governarão o mundo, com destaque para o surgimento de um reino final que será destruído por Deus.

2. **Visão do carneiro e do bode** (Capítulo 8)
   - Uma visão que simboliza a luta entre os impérios da Pérsia (carneiro) e da Grécia (bode), prevendo a ascensão de Alexandre, o Grande, e seus sucessores.

3. **A oração de Daniel e a profecia das setenta semanas** (Capítulo 9)
   - Daniel ora pelo povo de Israel e recebe uma visão do anjo Gabriel, que revela o futuro de Israel em um esquema de setenta semanas (490 anos), interpretado por muitos como um período até a chegada do Messias.

4. **Visões de conflitos futuros** (Capítulos 10–12)
   - Daniel recebe uma série de visões detalhadas sobre o futuro, incluindo a ascensão e queda de reis e reinos, perseguições, e uma visão final sobre a ressurreição e o juízo final.

### Temas Centrais do Livro de Daniel
- **Fidelidade a Deus**: Mesmo em circunstâncias adversas, Daniel e seus amigos permanecem fiéis.
- **Soberania de Deus**: Deus está no controle dos acontecimentos, inclusive sobre os reinos da Terra.
- **Profecias do Fim dos Tempos**: O livro de Daniel é uma das principais fontes de visões apocalípticas, que influenciam tanto o Judaísmo quanto o Cristianismo.



  

Profeta Ezequiel e Sua Mensagem








 Ezequiel é um dos principais profetas da tradição bíblica hebraica, conhecido por suas visões dramáticas e suas mensagens de esperança em tempos de grande adversidade. Sua vida e ministério estão registrados no livro de Ezequiel, um dos livros proféticos do Antigo Testamento.


### Estrutura da Apresentação sobre o Profeta Ezequiel


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### 1. **Contexto Histórico**

- **Cativeiro Babilônico (597 a.C.)**: Ezequiel foi deportado para a Babilônia junto com outros israelitas, após a conquista de Jerusalém pelo rei Nabucodonosor.

- **Vida em Exílio**: Ele atuou como profeta durante o exílio do povo de Judá, trazendo mensagens de julgamento, mas também de restauração e esperança futura.


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### 2. **Vida e Chamado Profético**

- **Sacerdote e Profeta**: Ezequiel nasceu em uma família sacerdotal, e seu ministério começou por volta dos 30 anos de idade, quando recebeu visões enquanto estava às margens do rio Quebar, na Babilônia.

- **A Visão do Trono de Deus**: Um dos momentos marcantes do chamado de Ezequiel foi a visão de quatro seres viventes e a "glória de Deus", representando a soberania divina sobre todas as nações.


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### 3. **Principais Temas e Mensagens**

- **Julgamento de Judá e Jerusalém**: Ezequiel profetizou a destruição iminente de Jerusalém como punição pelos pecados do povo, incluindo a idolatria e a corrupção moral.

- **Visões Alegóricas**: Ele usou muitas alegorias e símbolos em suas visões, como a do vale de ossos secos, que simbolizava a ressurreição e renovação de Israel (Ezequiel 37).

- **O Novo Templo**: Nos capítulos finais de seu livro, Ezequiel descreve em detalhes um templo restaurado, simbolizando o retorno da presença de Deus e uma nova aliança com Seu povo.


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### 4. **O Vale de Ossos Secos (Ezequiel 37:1-14)**

- **Visão Profética de Esperança**: Esta visão destaca o poder de Deus para restaurar a vida e a esperança ao povo que estava espiritualmente "morto" devido ao exílio. É uma das profecias mais icônicas de Ezequiel e é frequentemente interpretada como a promessa de renovação espiritual e física de Israel.


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### 5. **Relevância de Ezequiel Hoje**

- **Esperança em Tempos Difíceis**: As mensagens de Ezequiel são atemporais, transmitindo a ideia de que mesmo em momentos de julgamento, há sempre a possibilidade de redenção e restauração por meio da fé e obediência a Deus.

- **Reformas Espirituais e Sociais**: Ezequiel não apenas criticava a idolatria, mas também chamava atenção para a necessidade de justiça e retidão na sociedade, enfatizando a responsabilidade pessoal diante de Deus.


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### 6. **Conclusão**

Ezequiel foi um profeta que desafiou seu povo a enfrentar suas falhas, mas também os encorajou a não perderem a fé na promessa de restauração. Suas visões, muitas vezes enigmáticas e poderosas, servem como lembretes de que a soberania de Deus é imutável, mesmo diante das tragédias.


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Essa estrutura pode ser adaptada conforme o público ou o tempo disponível.

domingo, 14 de julho de 2024

O LEÃO E O CORDEIRO

 


*O LEÃO 🦁 E O CORDEIRO 🐑*

*Jesus é o Salvador e é o Soberano Rei👑*

*As Duas Mensagens Da Cruz* 

Comentário: 

Pr. Márcio Ruben 

Texto Principal 

*Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim? Pilatos respondeu:* *Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?* *Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois,* *Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.*

 João 18:33-37  

*Introdução*

Jesus veio para perdoar nossos pecados. Nasceu para ser o nosso salvador. O seu nome em hebraico é Yeshua que significa Jeová Salva. Ela [Maria] dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus [Yeshua], porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Mateus 1.21 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! João1.29 

Esta frase, *o Cordeiro do Deus* é simplesmente maravilhosa. Interessava ao autor do Apocalipse que a emprega vinte e nove vezes em seu livro. Converteu-se em um dos títulos mais apreciados para designar a Jesus. Em uma só palavra resume o amor, o sacrifício, o sofrimento e o triunfo de Cristo.

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.” Lucas 1.31-33 1. 

Duas razões, duas perspectivas, duas lentes 

O aspecto da salvação é tremendo e muito importante, mas é secundário porque faz parte do propósito principal. Jesus é um rei que, a caminho do trono, parou para nos salvar. Ele tem um destino próprio, que é governar sobre todo o mundo. Muitos cristãos nunca pensaram sobre isso. Só entendem a salvação dos pecados. Mas Jesus salvou minha vida a fim de me incluir no seu destino. Você sabia que Jesus também tinha um destino, que o seu alvo não era apenas voltar para as “mansões celestiais”? Foi isso que ele disse a Pilatos. “Eu nasci para ser rei. Meu destino é ser rei sobre toda a Terra.” O destino de Jesus passou a determinar o sentido da minha vida também. Ele me deu um destino. Como ele morreu para me salvar, meu maior desejo agora é realizar o seu destino. Quero ajudá-lo a estabelecer seu reino sobre esta terra. *Temos um destino: 

 estabelecer o Reino de Deus sobre a terra, a soberania de Deus neste mundo perverso. 

Trazer o futuro para o presente. . 

*Salvação e Reino

A palavra grega Sõzõ pode referir-se a salvar a pessoa da morte (Mt 8.25; At 27.20,31), da enfermidade física (Mt 9.22; Mc 10.52; Lc 17.19; Tg 5.15), da possessão demoníaca (Lc 8.36) ou da morte que já sobreveio (Lc 8.50). Mas, na grande maioria das ocorrências, refere-se à salvação espiritual que Deus providenciou por meio de Cristo (1 Co 1.21; 1 Tm 1.15) e que as pessoas experimentam pela fé (Ef 2.8). O arrependimento e a fé são os dois elementos essenciais da conversão. Envolvem uma "virada contra" (o arrependimento) e uma "virada para" (a fé). As palavras primárias, no Antigo Testamento, para expressar a ideia de arrependimento são shuv ("virar para trás", "voltar") e nicham ("arrepender-se", "consolar"). Shuv ocorre mais de cem vezes no sentido teológico, seja quanto ao desviar-se de Deus (1 Sm 15.11; Jr 3.19), seja no sentido de voltar para Deus Jr 3.7; Os 6.1). A pessoa também pode desviar-se do bem (Ez 18.24, 26) ou desviar-se do mal (Is 59.20; Ez 3.19), isto é, arrepender-se. O verbo nicham tem um aspecto emocional que não fica evidente em shuv; mas ambas as palavras transmitem a ideia do arrependimento. 

O Novo Testamento emprega epistrephõ no sentido de "voltar-se" para Deus (At 15.19; 

2 Co 3.16) e metanoeõ/ metanoia para a ideia de "arrependimento" (At 2.38; 17.30; 

20.21; Rm 2.4). 

Utiliza-se de metanoeõ para expressar o significado de shuv, que indica uma ênfase à mente e à vontade. Mas também é certo que metanoia, no Novo 

Testamento, é mais que uma mudança intelectual. Ressalta o fato de uma reviravolta da pessoa inteira, que passa a operar uma mudança fundamental de atitudes básicas. 

*Conclusão

Paulo diz que Deus "nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo" e "nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.4,5). Diz também, a respeito de nossa experiência presente: "Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos [huiothesia], pelo qual clamamos [em nosso próprio idioma]: Aba [aramaico: Pai], Pai [gr. ho patêr]" (Rm 8.15). Somos plenamente filhos, embora ainda não sejamos totalmente maduros. Mas, no futuro, ao deixarmos de lado a mortalidade, receberemos "a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo" (Rm 8.23). A adoção é uma realidade presente, mas será plenamente realizada na ressurreição dentre os mortos. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do seu Filho incomparável, daquele que não se envergonha de nos chamar irmãos (Hb 2.11). Você já aceitou o sacrifício de Jesus para perdoar seus pecados? Isso é maravilhoso, é o começo de tudo. Mas, agora que recebeu a salvação, o que pretende fazer daqui para frente? 

*Você foi salvo para ser servo dele, para fazer duas coisas principais: (1) ajudar outros a aceitar o sacrifício de Jesus e, mais importante ainda, (2) cooperar com Jesus no seu governo sobre toda a Terra.*

“Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos judeus leram este título, porque o lugar em que Jesus fora crucificado era perto da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.” João 19.19,20 Além de ser uma declaração de amor, a cruz também é uma declaração de autoridade. 

 Deus escolheu aquele momento no tempo e escreveu uma mensagem em hebraico para o povo judeu, em grego para os reinos do Oriente e em latim para o império ocidental, dizendo: “Eu quero fazer uma proclamação oficial: Este é o homem, o rei que dominará toda a Terra! Este é o meu rei, meu imperador, meu governador, minha autoridade; é a ele que vocês devem se submeter!”. Portanto, quando proclamamos o evangelho, devemos anunciar os dois lados de sua mensagem: o Evangelho da Salvação (perdão) e o Evangelho do Reino (autoridade). 

*Jesus é nosso Salvador, mas também é o nosso Rei.*

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A mesa da sabedoria


 A mesa da sabedoria Pv 9.2 

1. Oferece pão para a conservação da vida (Jo 6.35).

2. Água para refrescar (Jo 4.14).

3. Leite para o crescimento (1Pe 2.2).

4. Alimento sólido para adultos (Hb 5.14).

5. Vinho, para alegrar, animar (Is 55.1).

6. Bons frutos para deliciar (Ct 2.3).

7. Mel para fortalecer (Pv 24.13).

8. "Comei e bebei fartamente" (Ct 5.1).



As sete colunas da casa da sabedoria Pv 9.1 

1. A primeira, fala da misericórdia de Cristo para conosco (Tt 3.5).

2. A segunda, de sua justiça {Rm 5.1; Fp 3-9).

3. A terceira, da paz de Cristo que nos foi dada (Jo 14.27).

4. A quarta, da santidade de Cristo (1 Pe 1.16).

5. A quinta, do amor cie Cristo para conosco (Jo 17.23).

6. A sexta, do ser cie Jesus (jo 14.6).

7. A sétima, do poder de Jesus (Fp 3.10).

Quem constrói sobre Jesus Cristo nâo constrói sobre a areia

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A Sabedoria de Deus

 




*🤔Que tipo de sabedoria?*

0 objetivo dos Provérbios é franco e direto: conhecer a sabedoria (Pv 1.2). É comum pensar em sabedoria como uma forma avançada de conhecimento ou aprendizado, ou como um senso de compreensão e visão extraordinário e profundo. Esta visão da sabedoria possui um toque de misticismo, como se aqueles que a possuíssem houvessem, de alguma forma, aprendido verdades profundas e enigmáticas de eras passadas.

No entanto, não há mistério a respeito da sabedoria sobre a qual Provérbios discorre, nem necessariamente ela está restrita a uns poucos privilegiados. A palavra traduzida como sabedoria aparece em Provérbios mais de 50 vezes e em Eclesiastes 29 vezes e vem do termo hebraico chokmah, que significa habilidades para a vida. Esta sabedoria é prática, e não teórica. Implica a pessoa viver de forma responsável, produtiva e próspera.

Desse ponto de vista, a sabedoria retratada em Provérbios ajuda-nos a compreender a forma como o mundo funciona. A questão não é tanto como a pessoa é dotada intelectualmente, mas o que ela faz na prática. É a verdade aplicada.

É por isso que Provérbios trata de tantas questões da vida cotidiana, especialmente as que envolvem escolhas morais e outras decisões que afetam o futuro. 0 sábio (hb. chakam) evita o mal e promove o bem observando as ações das outras pessoas e seus resultados, tomando então a decisão sobre sua vida. Assim, os Provérbios não são exatamente promessas de Deus, e sim observações e princípios sobre a vida.


*🤔O clamor da sabedoria* Pv 1*20-26 

Nesse clamor nós ouvimos Jesus, que foi feito por Deus sabedoria para nós (1Co 1.30). Este cla­ mor é:

1  Em público: ela clama nas praças e nas cidades (vs. 20-21).

2. Compassivo: "Até quando amareis a neciedade?" (v. 22).

3. Repreensivo: "Até quando aborrecereis o conhecimento?" (v. 22).

4. Convidativo: "Atentai para mim" (v. 23).

5. Abençoado: "Vos farei saber a minha mensagem" (v. 23).

6. Recusado: "Vós recusastes" (v. 24).

7. 0 final: "Eu me rirei e zombarei, quando vier o vosso terror" (v, 26),

*🤔O convite de Deus* Pv 1.20-23 

1. Como é o convite de Deus?

a. Amoroso (Pv 1.20-23).

b. Envolve abandonar e receber (Is 55.7).

c. Exige que se venha para receber (Jo 5.40).

2. Como o pecador pode atender ao convite?

a. Assim como está (Mc 10.50).

b. Sem hesitar nem demorar (Ec 11.9; Gn 19.16). 

c Considerando que o mais importante é atender (Mt 16.26).

d. Considerando a longanimidade de Deus (Lc 13.8-9).

e. Sabendo que quem ouve, crê e atende alcança a salvação (Is 12.1-3).

domingo, 7 de julho de 2024

O prólogo do Evangelho de João

 



HINO Introdutório

João 1.1-18.

¹No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

³Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

O estudo que De Ausejo faz dos hinos do NT sugere que a solução está em ver que o poema original que subjaz ao Prólogo era um hino da igreja joanina. Os hinos a Cristo são mencionados no NT em Ef 5.19 

"falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais,"

e, talvez, também em Cl 3.16. 

"Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."

Plínio, escrevendo a Trajano mais ou menos em 111 d.C. (Epist. 10, 96:7), descreve os cristãos de Bitínia, na Ásia Menor, como a cantar "um hino a Cristo como a um Deus". Eusébio (Hist. 5, 28:5; GCS 95500) cita um testemunho que fala de salmos e hinos que desde o princípio eram entoados a Cristo como a Palavra, divinizando-o. É interessante que estas referências a hinos tenham algum a conexão com a Ásia Menor; assim a conjectura de que o original do Prólogo era um hino da igreja joanina em Efeso tem um a reivindicação à probabilidade. Para comprovar esta hipótese, primeiro comparem-os o Prólogo com algum dos hinos neotestamentários conhecidos.

Se analisarmos Fp 2.6-11,

"​pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; ​antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, ​a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. ​Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, ​para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, ​e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus"

descobrimos uma sequência não diferente da do Prólogo. Filipenses começa o hino com Cristo Jesus existindo na forma de Deus, com o o Prólogo começa nos informando que a Palavra era Deus. Filipenses diz que Jesus se esvaziou e assumiu a forma de um servo, vindo a existir [ou nascer] na semelhança de homem ; o Prólogo diz que a Palavra se fez carne. Filipenses diz que Deus exaltou a Jesus a tal ponto que toda língua proclame que Jesus é o Senhor, para a glória do Pai; o Prólogo termina com o tema de Deus, o único Filho, estando sempre ao lado do Pai, e o v. 14 fala da glória de um Filho único vindo da parte do Pai. Em ambos os casos, a exaltação ou glória é testificada pelos homens.

Uma análise de Cl 1.15-20 

"​Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; ​pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. ​Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. ​Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, ​porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude ​e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos Céus."

também mostra similaridades com o Prólogo (ver J. M. Robinson, JBL 76 [1957], 278-79). Em Colossenses, ouvimos que o Filho é a imagem do Deus invisível; no Prólogo, ele é a Palavra de Deus. Em Colossenses, todas as coisas são criadas em, através de e para o Filho; no Prólogo, todas as coisas são criadas através de, em e não à parte da Palavra. Em Colossenses, o Filho é o princípio; no Prólogo, "No princípio era a Palavra". Em Colossenses, toda a plenitude habita no Filho e todas as coisas são reconhecidas através dele; no Prólogo, todos nós temos participação na plenitude da Palavra-que-se-fez-carne.

Mesmo um breve hino com o o de 1Tm 3.16

"Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória."

mostra paralelos ao Prólogo. Ali ouvimos: "Ele se manifestou na carne... ele foi elevado em glória". Os versículos iniciais de Hebreus formam um breve prólogo na forma de hino que lembra o Prólogo joanino. Hb 1.2-5

"nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?"

sem usar a expressão "a Palavra", diz que Deus "nos falou por meio do Filho... em quem tam bém criou o mundo. Ele reflete a glória de Deus... sustentando o universo por sua palavra [rema] de poder. Quando fez a purificação dos pecados, ele se assentou à mão direita da Majestade nas alturas".

Continuação...

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.

9 Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

13 Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

15 João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.

16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça.

17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Comentário Raymond Brown 


quinta-feira, 4 de julho de 2024

Boas Amizades


 *Procure boa companhia❤️❤️🙏🏻🙏🏻* 

Sl 119.63 Procure pessoas:

1. Com as quais possa orar (como Daniel) (Dn 2.17).

2. Bons companheiros (como Davi) (Sl 119.63).

3. Cooperadores fiéis (como Paulo) (At 19.29).

4. Ajudantes confiáveis (como Epafrodito) (Fp 2.25).


*Deus disciplina para:*

1. Provar os que são seus (Dt 8.2-3).

2. Purificá-los (Ml 3.3), 3. Ensinar-nos (Sl 119.71).

4. Guardar-nos (2Co 12.7).

5. Restaurar-nos (Sl 119.67).

6. Fazer-nos prosperar (Dn 3.23,30).


*Valores eternos* Sl 111.9 

O que permanece para sempre?

1. A Palavra de Deus (1Pe 1.25).

2. 0 nome de Deus (Sl 72.17).

3. A misericórdia de Deus (Sl 106.1).

4. A justiça de Deus (Sl 111.3).

5. A glória de Deus (Sl 104.31; 2Tm 2.10).

6. Os filhos de Deus (Jo 10.28; 3.36).

7. A aliança de Deus (Sl 111.9).


*🤔Salmo 119*

O Salmo 119, um salmo de sabedoria, é o cân­tico principal sobre a Torá (Sl 19). Celebra a Palavra de Deus quase exaustivamente. Este longo poema é todo em acróstico. Para cada uma das 22 consoantes do alfabeto hebraico, há oito versículos começados, no original, pela letra em questão. No salmo, oito palavras que significam lei de Deus aparecem várias vezes: lei; testemunho; preceitos; mandamentos; estatutos; caminho; juízo; palavra. O salmo emprega o sentido integral dessas palavras, ao mesmo tempo que se aprofunda na aplicação da lei de Deus tanto para a vida cotidiana como para o destino de Israel. A lei é específica e genérica, diretiva e restritiva, libertadora e generosa, bondosa e solene — é tão complexa quanto o Senhor que a criou. A lei nunca é considerada uma maldição; é sempre vista como dádiva de Deus. O efeito cumulativo dessa extensa celebração à Palavra de Deus é impressionante: o salmista não consegue parar de louvar a Deus por Sua misericórdia e benignidade em prover Seu povo com instruções para viver.


*🤔Salmo 118* 

O Salmo 118, um salmo de louvor declarativo, é o climax do grupo de salmos chamados de salmos de Páscoa ou salmos Hallel, por causa da palavra hallel, que significa louvor em hebraico. 

Aleluia provém desta palavra. Estes salmos provavelmente foram cantados pelo Salvador na véspera de Sua morte. A estrutura do poema é:

(1) chamado ao louvor a Deus na comunidade dos redimidos (v. 1-4); (2) firme declaração de confiança no Senhor (v. 5-9); (3) narrativa do socorro divino em tempos de angústia (v. 10-14); (4) louvor ao Senhor por parte dos justos (v. IS­ IS); (5) declaração do salmista de que entraria pela porta da cidade para louvar ao Senhor (v. 19-21); (6) imagem da pedra angular rejeitada (v. 22-24); (7) Hosanas do povo louvando a Deus (v. 25,26); (7) determinação do salmista em ofertar continuamente seu louvor a Deus (v. 27,28); (8) nova convocação para louvar a Deus (v. 29).




quarta-feira, 3 de julho de 2024

Salmos Messiânicos e da Páscoa

 


*👑Salmos messiânicos👑* 

Para os cristãos, talvez nenhuma parte dos Salmos seja tão atraente quanto as profecias que o livro contém sobre o Senhor Jesus Cristo. 0 Salmo 2 fala de Seu reino vindouro; o 22 narra Sua crucificação; o 16 fala de Sua ressurreição; o 110 represen­ ta o Salvador à direita do Pai no céu e como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Estes e outros trechos conhecidos levam muita gente a falar de uma categoria à parte de salmos: os salmos messiânicos.

Muitos salmos são messiânicos porque anteveem a vinda de Jesus Cristo. Alguns são diretamente proféticos (Sl 2; 110). 

Outros prenunciam profeticamente acontecimentos ligados a Cristo (compare a descrição do casamento de um rei, no Sl 45, com Hb 1.8,9; Ap19.6-8). Mas quase todos os salmos prenunciam de alguma forma a vinda do Messias e Seu reino de eterna justiça (Sl 1.1-3; 41.9). As palavras, por exemplo, que se encontram em Salmos 6.8, Apartai-vos demím todos os que praticais a iniquidade, não parecem ter coisa alguma de messiânicas. No entanto, o são; pois Jesus usou estas mesmíssimas palavras em Sua proclamação profética do juízo final (Mt 7.23). Isso mostra que a experiência de Davi registrada no Salmo 6 estava, de alguma forma, profeticamente ligada à vivência de Jesus. Na verdade, a linguagem de Davi nos Salmos remete comumente à linguagem do grande Rei que haveria de chegar — ou seja, Jesus Cristo. Observe as palavras de Salmo 7.8:0 Senhor julgará os povos; julga-me, Senhor, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.

Estas palavras eram um manifesto de Davi. Sofrendo sem motivo, clamou a Deus que limpasse seu nome. Davi, porém, apesar de inocente daquela acusação em particular, não era inocente de todas. Há apenas uma pessoa cuja inocência é absoluta, cuja pureza de pecado é completa: Jesus. Ele é o único que pode ser julgado com base apenas em Sua retidão. Só ele poderia dizer as palavras anteriormente citadas sem titubear, porque representam totalmente Seu caráter.

0 sofrimento do pobre (como no Sl 13), os ataques injustos contra os bons (como no Sl 7), a idealização da justiça (como no Sl 15), o retrato do justo (como no Sl 1), as imagens de realeza (como no Sl 45) e até mesmo o pronunciamento de maldição contra os inimigos (como no Sl 6) são temas do Messias nos Salmos. Jesus é o Esperado; muitos dos salmos na verdade cantam sobre Ele.


*🕎Salmos da Páscoa🕎*

Uma das formas mais eficazes de ensinar verdades espirituais é mediante a música. Da mesma forma, a memória é passada adiante com mais eficiência pela canção. Sabendo disso, os antigos hebreus compuseram seis salmos, do 113 ao 118, para serem cantados durante a ceia da Páscoa.

Os dois primeiros salmos do grupo eram cantados antes da refeição, e os outros quatro, depois. Cada salmo comemora algum aspecto da escapada dos israelitas da sua sujeição ao faraó e aos egípcios (Êx 12—15) e, por este motivo, às vezes são cha­mados de Hallel egípcios (Hallel, em hebraico, significa louvor; compare com Salmos 113.1). Jesus e Seus discípulos provavelmente cantaram estes salmos em sua última ceia no cenáculo (Mt 26.30; Mc 14.26).

*Os temas dos seis salmos de Páscoa são:*

• Salmo 113 — louvor a Deus por libertar os que foram tiranizados;

• Salmo 114 — a fuga do Egito;

• Salmo 115 — louvar a Deus todos juntos, como um povo;

• Salmo 116— dar graças pessoalmente a Deus e entregar-se a Ele;

• Salmo 117 — convocar os não judeus a louvarem a Deus;

• Salmo 118 — lembrar-se do amor imutável e constante de Deus.


*🤔Salmo (heb. Mizmor)*

Sl 98; 100; 103; 143.).

A palavra hebraica mizmor deriva do verbo zamar, fazer música. A palavra aparece só nos Salmos, em 57 títulos deles. Pode designar uma canção de louvor, ou possivel­ mente uma canção acompanhada por certo tipo de músi­ ca instrumental. Em 34 títulos de salmos, a palavra miz- moí acompanha a expressão para 0 cantor-mor, indicando talvez que os salmos fossem costumeiramente canções acompanhadas por instrumentos. Frequente­ mente, 0 autor do salmo é também identificado, tal como os filhos de Corá (Sl 48; 84), Asafe (Sl 50; 82) e, espe­cialmente, Davi (Sl 23; 29; 51).


*🤔AÇÃO DE GRAÇAS (HB. TODAH)*

Ele os ouvia. É clara a dedução — o Senhor ouvia suas orações, não se mantinha em silêncio. 

Assim como Deus respondia às orações de nossos ancestrais, continuará a responder às de todos aqueles que de coração o invocam.

99.7-9 — Santo monte. Tal como em Salmos 2.6, o lugar onde está Sião é santo somente por causa da presença do Senhor. Este chamado mon­ te santo é também seu escabelo (v. 5).

Salmo 100 O Salmo 100 é um salmo de louvor descritivo, que sucede uma série de salmos reais (SI 93—99). 

Talvez os editores da Antiguidade tenham senti­ do que os salmos reais pediam uma réplica lauda- tória como a deste. A expressão Salmo de ação de graças refere-se justamente a agradecimento público ao Senhor.

100.1,2 — O verbo hebraico traduzido por celebrai com júbilo é uma ordem vibrante para louvar em público. A ordem se dirige não apenas a Israel, mas a toda a terra. Os israelitas eram um povo designado a atrair outras nações a louvarem a Deus.

Com alegria. A alegria exuberante não era a única forma de louvar no antigo Israel (SI 95), mas nela se colocava grande ênfase.

100.3 — Os termos o Senhor é Deus espelham a grande profissão de fé de Deuteronômio 6.4-9. 

Saber que o Senhor é Deus é muito semelhante à ordem de ouvi-lo em Deuteronômio. E não nós é expressão às vezes lida como e nós somos dele.

Ovelhas do seu pasto. Uma inversão destas palavras se encontra em Salmos 95.7.

(S1100; 69.30; 100.4).

A palavra hebraica todah deriva do verbo yadah. Em sua forma mais simples, yadah significa atirar ou jogar, e as ocorrências mais comuns desse verbo significam reconhecer, confessar ou louvar. Assim, todah é um reconhecimento ou confissão, seja das iniquidades de alguém (Js 7.19-21), seja da benignidade de Deus (Si 100.4; 107.22). Outro sentido de todah é oferta de ação de graças, sacrifício opcional, feito para expressar agradecimento a Deus (Lv 7.12-15; 22.29). 0 Salmo 100 é um salmo típico composto para uso na ocasião dessa oferta, louvando a justiça de Deus em contraste com o pecado do povo (como no Salmo 51.14) e reconhecendo Sua grandeza, mediante o canto (semelhante ao Salmo 147.7).



sábado, 29 de junho de 2024

A CIDADE CELESTIAL


 A CIDADE CELESTIAL


TEXTO AUREO


"Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo."


(Fp 3.20)


VERDADE PRÁTICA


A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Apocalipse 21.9-14; 22.1-5


Apocalipse 21


9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.


10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.


11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.


12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os no- mes das doze tribos de Israel.


13- Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.


14 E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.


Apocalipse 22


1 - E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.


2 No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.


3 - E ali nunca mais haverá maldição con- tra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. 4- E verão o seu rosto, e na sua testa es- tará o seu nome.


5-E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.


INTRODUÇÃO


Os cristãos que têm conhecimento das Sagradas Escrituras sabem que não foram destinados para vi- ver apenas neste mundo. Aqui, somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11). Bre- vemente os portões celestiais se abrirão e partiremos para viver eternamente com o Pai, em


Palavra-Chave Cidade


nossa pátria celestial (Fp 3.20). 

Por isso, estudaremos a respeito do Paraíso Eterno, a Cidade Celestial, o Eterno Estado em que desfrutaremos da presença de Deus e como as Escrituras ensinam como será a nossa glorificação final. Aqui, se encontra o que nos aguarda ao final de nossa Jornada Cristã.


Devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra [...]."


I- O PARAÍSO ETERNO


1. O que é o Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando estava na cruz, nosso Senhor fez uma promessa ao ladrão arrependido: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lc 23.43). Essa promessa foi prontamente cumprida, pois, quando por ocasião de sua morte, o corpo do Senhor Jesus foi para a sepultura, mas seu espírito para o Pai, ou seja, para o Céu, o lugar de habitação de Deus (Lc 23.46). Não há como mensurar tamanha alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a promessa de um encontro no Paraíso. Este lugar é a expressão de toda soma das bem-aventuranças em Cristo. O apóstolo Paulo foi arrebatado e levado ao Paraíso (2 Co 12.4), que é o mesmo lugar que aparece em Apocalipse 2.7.


2. O que é a Cidade Eterna? Depois do julgamento final, após o Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve


neste mundo, o Senhor Jesus assegurou que prepararia um lugar para os santos (João 14.2,3).


A Nova Jerusalém, criada por ocasião da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 3.10), tem sua origem no Céu, e será também terrena, visto que substituirá a antiga cidade que estava contaminada; ela descerá diretamente dos Céus (Ap 21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão cidadãos dessa cidade, desfrutarão das bênçãos eternas e a habitarão com seus corpos transformados em um estado glorioso (1Co 15.54).


3. Quando a eternidade começará? De acordo com o estudo atento de Apocalipse, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfante- mente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará o Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Es- tado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período, pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, o Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém!


SINOPSE I


O Paraíso e a Nova Jerusalém como realidades eternas do Céu.



II- O ETERNO E PERFEITO ESTADO


1. O estado perfeito à luz da doutrina


bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após o Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). Nesse tempo, o propósito original de


Deus se cumprirá e toda Terra se encherá de sua glória. Conforme o apóstolo Paulo escreveu, haverá reconciliação geral de todas as coisas, em que Céu e Terra serão a mesma grei (Cl 1.20). Por isso, o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito.


2. O estado perfeito à luz de Apocalipse 22.1-5. 

O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vívida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus. a) A vida eterna descrita como um rio. O apóstolo João descreve essa eternidade como um rio da vida que brota do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está presente o aspecto simbólico do rio como símbolo de vida que em diversas vezes o Senhor Jesus mencionou como água da vida (João 4.10; cf. Sl 46.4; Ez 47.1-12).


b) A vida eterna descrita como árvore. árvore da vida remonta ao livro de (Ap 22.2; cf. Gn 2.9; 3.22). A Gênesis Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas folhas simbolizam a vida que triunfou sobre as enfermidades e a morte. Não haverá mais dores nem doenças, pois no divino estado eterno, a morte não prevalecerá mais.


c) A vida eterna sem males. Não haverá mais "maldição contra alguém" (Ap 22.3). O problema do coração do ser humano será para sempre resolvido, pois o mal será plenamente erradicado. Ali, o trono de Deus e do Cordeiro estarão centrali-


zados no coração do ser humano. d) A vida eterna na presença de Deus.


Contemplaremos a Deus face a face


(1 Co 13.12), e sua presença será a nossa luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria indizível! Prestaremos culto olhando diretamente para Ele. Sua presença glo- riosa fará com que não haja mais noite, não havendo mais qualquer escuridão, e para sempre reinaremos com Ele.


SINOPSE II


A vida eterna é descrita na Bíblia como um rio, uma árvore, lugar sem males e a presença eterna de Deus.


III-O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS


1. O que todo crente salvo deve esperar? Os santos de Deus, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, nunca viveram nesta Terra com a ideia de permanecer nela eternamente. O patriarca Abraão vivia nela com a esperança da Cidade Celestial, cujo construtor é Deus (Hb 11.9,10; Gl 4.26; Hb 11.16). Moisés passou por ela com essa mesma intenção, deixou o Egito e sua glória porque tinha consciência de algo melhor, a recompensa gloriosa (Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua ver- dadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e maravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3).


2. Viveremos todos em unidade. Ao se fazer menção dos inscritos nas 12 portas da cidade, onde estão os nomes das 12 tribos de Israel, e dos alicerces levam os nomes dos 12 apóstolos está evidente que se trata de pessoas originárias de todas as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de Israel quanto da Igreja serão reunidas, formando um só Corpo de Cristo, cumprindo-se plenamente dessa forma o que está escrito em Gálatas: "nisto não há judeu nem grego" (Gl 3.28). Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.


3. Finalmente em casa. Sabemos que nossa morada final não é aqui nestem undo, nem na sepultura, prova disso é

que somos denominados de peregrinos e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13).


O apóstolo Paulo nos lembra de que a nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os cristãos que verdadeiramente mantêm. comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é a nossa grande recompensa de quando findarmos, aqui na Terra, a nossa jor- nada. Essa é a bendita esperança de todo cristão sincero que deseja morar no Céu.


SINOPSE III


No Estado Final, finalmente, poderemos dizer: estamos em casa.


CONCLUSÃO


O Céu é o destino final de uma jornada que se iniciou com o Novo Nascimento. Do início da jornada até o final,


"Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus."


enfrentaremos inimigos que intentam nos desviar da rota para o Céu. Por isso, durante a travessia da jornada, é necessário toda vigilância e zelo, sabendo que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, coloquemos nossos olhos no Autor e Consumador da nossa fé, olhando para frente, pois a Canaã Celestial é logo ali.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

A Metafísica Cristã

 




As aventuras da metafísica

 Marilene Chauí - Convite à Filosofia

 O cristianismo e a tarefa da evangelização Ao surgir, o cristianismo era mais uma entre as várias religiões orientais; suas raízes encontravam-se na religião judaica, isto é, numa religião que, como todas as religiões antigas, era nacional ou de um povo particular. No entanto, havia nele algo inexistente no judaísmo e nas outras religiões antigas: a ideia de evangelização, isto é, de espalhar a “boa nova” para o mundo inteiro, a fim de converter os não-cristãos e tornar-se uma religião universal. 

Ora, como converter a essa religião pessoas de outras religiões, que possuíam um passado e um sentido próprios para elas? Os evangelizadores usaram muitos expedientes para isso, levando em conta as condições e a mentalidade dos que deveriam ser convertidos. Para o nosso assunto, interessa apenas um tipo de evangelização e conversão: o dos intelectuais gregos e romanos, isto é, daqueles que haviam sido formados não só em religiões diferentes da judaica, como também haviam sido educados na tradição racionalista da Filosofia. Para convertê-los e mostrar a superioridade da verdade cristã sobre a tradição filosófica, os primeiros Padres da Igreja ou intelectuais cristãos (são Paulo, são João, santo Ambrósio, santo Eusébio, santo Agostinho, entre outros) adaptaram as idéias filosóficas à religião cristã e fizeram surgir uma Filosofia cristã. 

Sob vários aspectos, podemos dizer que o cristianismo, enquanto tal, não precisava de uma filosofia: 

? sendo uma religião da salvação, seu interesse maior estava na moral, na prática dos preceitos virtuosos deixados por Jesus, e não em uma teoria sobre a realidade; 

? sendo uma religião vinda do judaísmo, já possuía uma idéia muito clara do que era o Ser, pois Deus disse a Moisés “Eu sou aquele que é, foi e será. Eu sou aquele que sou”; 

? sendo uma religião, seu interesse maior estava na fé e não na razão teórica, na crença e não no conhecimento intelectual, na Revelação e não na reflexão. 

Foi, portanto, o desejo de converter os intelectuais gregos e os chefes e imperadores romanos (isto é, aqueles que estavam acostumados à Filosofia) que “empurrou” os cristãos para a metafísica.

As tradições metafísicas encontradas pelo cristianismo

 Evidentemente, as duas grandes tradições metafísicas incorporadas pelo cristianismo foram o platonismo e o aristotelismo. No entanto, como as obras de Platão e Aristóteles haviam ficado perdidas durante vários séculos, antes de incorporá-las o cristianismo tomou contato com três outras tradições metafísicas, que formaram, assim, o conteúdo das primeiras elaborações metafísicas cristãs: o neoplatonismo, o estoicismo e o gnosticismo. 

O neoplatonismo, como o nome indica, foi uma retomada da filosofia de Platão, mas com um conteúdo espiritualista e místico. Os neoplatônicos afirmavam a existência de três realidades distintas por essência: o mundo sensível da matéria ou dos corpos, o mundo inteligível das puras formas imateriais, e, acima desses dois mundos, uma realidade suprema, separada de todo o resto, inalcançável pelo intelecto humano, luz pura e esplendor imaterial, o Uno ou o Bem. Por ser uma luz, o Uno se irradia; suas irradiações (que os neoplatônicos chamavam de emanações) formaram o mundo inteligível, onde estão o Ser, a Inteligência e a Alma do Mundo. 

Dessas primeiras emanações perfeitas, seguiram outras, mais afastadas do Uno e, por isso, imperfeitas: o mundo sensível da matéria, imagem decaída ou cópia imperfeita do mundo inteligível. Por seu intelecto, o homem participa do mundo inteligível. Purificando-se da matéria de seu corpo, desenvolvendo seu intelecto, o homem pode subir além do pensamento e ter o êxtase místico, pelo qual se funde com a luz do Uno e retorna ao seio da realidade suprema ou do Bem. 

O estoicismo, embora muito diferente do neoplatonismo – pois negava a existência de realidades separadas e superiores ao mundo sensível -, também influenciou o pensamento cristão. Os estóicos afirmavam a existência de uma Razão Universal ou Inteligência Universal, que produz e governa toda a realidade, de acordo com um plano racional necessário, a que davam o nome de Providência. O homem, embora impulsionado por instintos como os animais, participa da Razão Universal porque possui razão e vontade. 

A participação na racionalidade universal não se dá pelo simples conhecimento intelectual, mas pela ação moral, isto é, pela renúncia a todos os instintos, pelo domínio voluntário racional de todos os desejos e pela aceitação da Providência. 

A Razão Universal é a Natureza; a Providência é o conjunto das leis necessárias que regem a Natureza; a ação racional humana (própria do sábio) é a vida em conformidade com a Natureza e com a Providência. 

O gnosticismo era um dualismo metafísico, isto é, afirmava a existência de dois princípios supremos de onde provinha toda a realidade: o Bem, ou a luz imaterial, e o Mal, ou a treva material. Para os gnósticos, o mundo natural ou o mundo sensível é o resultado da vitória do Mal sobre o Bem e por isso afirmavam que a salvação estava em libertar-se da matéria (do corpo), através do conhecimento intelectual e do êxtase místico. Gnosticismo vem da palavra grega gnosis, que significa: conhecimento. Para os gnósticos, o conhecimento intelectual pode, por si mesmo, alcançar a verdade plena e total do Bem e afastar os poderes materiais do Mal. 

Que fez o cristianismo nascente? 

Adaptou à nova fé várias concepções da metafísica neoplatônica, disso resultando os seguintes pontos doutrinários: 

? separação entre material-corporal e espiritual-incorporal; 

? separação entre Deus-Uno e o mundo material; 

? transformação da primeira emanação neoplatônica (Ser, Inteligência, Alma do Mundo) na idéia da Trindade divina, pela afirmação de que o Deus-Uno se manifesta em três emanações idênticas a ele próprio: o Ser, que é o Pai; a Inteligência, que é o Espírito Santo; a Alma do Mundo, que é o Filho; 

? afirmação de que há uma segunda emanação, isto é, aquela que vem da luz da Trindade e que forma o mundo inteligível das puras formas ou inteligências imateriais perfeitas, que são os anjos (arcanjos, querubins, serafins, etc.); 

? modificação da idéia neoplatônica quanto ao mundo sensível pela afirmação de que o mundo sensível ou material não é uma emanação de Deus, mas uma criação: Deus fez o mundo do nada, como diz a Bíblia, no livro da Gênese; 

? admissão de que a alma humana participa da divindade, mas não diretamente, e sim pela mediação do Filho e do Espírito Santo, e que o conhecimento intelectual não é suficiente para levar ao êxtase místico e ao contato com Deus, sendo necessária a graça santificante, que o crente recebe por um mistério divino. 

Do estoicismo, o cristianismo manteve duas idéias: 

? a de que existe uma Providência divina racional, que governa todas as coisas e o homem; 

? a de que a perfeição humana depende de abandonar todos os apetites, impulsos e desejos corporais ou carnais, entregando-se à Providência. Essa entrega, porém, não é, como pensavam os estóicos, uma ação deliberada de nossa vontade guiada pela razão, mas exige como condição a fé em Cristo e a graça santificante. 

O gnosticismo será considerado uma heresia e, por isso, rejeitado. No entanto, o cristianismo conservará do gnosticismo duas idéias: 

? que o Mal existe realmente: é o demônio; 

? que a matéria ou a carne é o centro onde o demônio, isto é, o Mal, age sobre o mundo e sobre o homem. 

Alguns séculos mais tarde, o cristianismo tomou conhecimento de algumas das obras de Platão e de algumas das obras de Aristóteles que haviam sido conservadas e traduzidas por filósofos árabes, como Averróis, Avicena e Alfarabi e comentadas por filósofos judeus como Filon de Alexandria e Maimônides. 

Reunindo essas obras e as elaborações precedentes, baseadas nas três tradições mencionadas, o cristianismo reorganizou a metafísica grega, adaptando-a às necessidades da religião cristã. 

A metafísica cristã 

Embora a metafísica cristã seja uma reelaboração da metafísica grega, muitas das idéias gregas não poderiam ser aceitas pelo cristianismo. Vejamos alguns exemplos: 

? para os gregos, o mundo (sensível e inteligível) é eterno; para os cristãos, o mundo foi criado por Deus a partir do nada e terminará no dia do Juízo Final. 

? para os gregos, a divindade é uma força cósmica racional impessoal; para os cristãos, Deus é pessoal, é a unidade de três pessoas e por isso é dotado de intelecto e de vontade, como o homem, embora superior a este, porque o intelecto divino é onisciente (sabe tudo desde toda a eternidade) e a vontade divina é onipotente (pode tudo desde toda a eternidade); 

? para os gregos, o homem é um ser natural, dotado de corpo e alma, esta possuindo uma parte superior e imortal que é o intelecto ou razão; para os cristãos, o homem é um ser misto, natural por seu corpo, mas sobrenatural por sua alma imortal; 

? para os gregos, a liberdade humana é uma forma de ação, isto é, a capacidade da razão para orientar e governar a vontade, a fim de que esta escolha o que é bom, justo e virtuoso; para os cristãos, o homem é livre porque sua vontade é uma capacidade para escolher tanto o bem quanto o mal, sendo mais poderosa do que a razão e, pelo pecado, destinada à perversidade e ao vício, de modo que a ação moral só será boa, justa e virtuosa se for guiada pela fé e pela Revelação; 

? para os gregos, o conhecimento é uma atividade do intelecto (o êxtase místico de que falavam os neoplatônicos não era algo misterioso ou irracional, mas a forma mais alta da intuição intelectual); para os cristãos, a razão humana é limitada e imperfeita, incapaz de, por si mesma e sozinha, alcançar a verdade, precisando ser socorrida e corrigida pela fé e pela Revelação. 

Essas diferenças – e muitas outras que não foram mencionadas aqui – acarretaram muitas mudanças na metafísica herdada dos gregos. O problema principal para os cristãos foi o de encontrar um meio para reunir as verdades da razão (Filosofia) e as verdades da fé (religião), isto é, para reunir novamente aquilo que, ao nascer, a Filosofia havia separado, pois separara razão e mito. De modo bastante resumido, podemos dizer que os aspectos que passaram a constituir o centro da nova metafísica foram os seguintes: 

? provar a existência de Deus e os atributos ou predicados de sua essência. Para a metafísica grega, a divindade era uma força imaterial, racional e impessoal conhecida por nossa razão. Para a metafísica cristã, Deus é uma pessoa trina ou uma pessoa misteriosa, que se revela ao espírito dos que possuem fé. Como conciliar a concepção racionalista dos gregos e a concepção religiosa dos cristãos? Provando racionalmente que Deus existe, mesmo que a causa de sua existência seja um mistério da fé. E provando racionalmente que ele possui, por essência, os seguintes predicados: eternidade, infinitude, onisciência, onipotência, bondade, justiça e misericórdia, mesmo que tais atributos sejam um mistério da fé; 

? provar que o mundo existe e não é eterno, mas foi criado do nada por Deus e retornará ao nada, no dia do Juízo Final; provar que o mundo resulta da vontade divina e é governado pela Providência divina, a qual age tanto por meios naturais (as leis da Natureza), quanto por meios sobrenaturais (os milagres). Por que era necessária essa prova? Porque, do ponto de vista da razão, Deus, sendo perfeito, completo, pleno e eterno, não carecia de nada, não precisava de nada e, portanto, não tinha por que nem para que criar o mundo; 

? provar que, embora Deus seja imaterial e infinito, são ação pode ter efeitos materiais e finitos, como o mundo e o homem; portanto, provar que Deus é causa eficiente de todas as coisas e que uma causa imaterial e infinita pode produzir um efeito material e finito, mesmo que isso seja um mistério da fé que a razão é obrigada a aceitar. 

De fato, a Filosofia grega, em nome dos princípios da identidade e da não-contradição, sempre demonstrou que uma causa precisa ser de mesma natureza que seu efeito e, por esse motivo, as Idéias (em Platão) e o Primeiro Motor Imóvel (em Aristóteles) eram causas finais e jamais causas materiais, formais ou eficientes. Por quê? Porque uma causa final age à distância, sem se identificar com aquilo que a deseja, a procura. Ao contrário, as outras três causas agem diretamente sobre as coisas semelhantes a elas, de mesma natureza que elas. Uma planta causa outra planta, um animal causa outro animal semelhante, um humano causa o nascimento de outro ser humano, e assim por diante. 

Ora, a criação do mundo por Deus seria, para a metafísica grega, uma irracionalidade e uma contradição, pois se trata de um ser infinito e imaterial, cuja ação produz um efeito oposto à natureza da causa, isto é, finito e material. 

Um mistério da fé, dirão os metafísicos cristãos

? provar que a alma humana existe e que é imortal, estando destinada à salvação ou à condenação eternas, segundo a vontade da Providência divina; 

? provar que não há contradição entre a liberdade humana e a onisciência-onipotência de Deus. A contradição existe para a razão, mas não existe para a fé. 

Qual seria a contradição racional entre a liberdade humana para fazer o bem ou o mal, e a onisciência-onipotência divina? A contradição estaria no fato de que, se Deus fez cada um dos homens e, desde a eternidade, sabe o que cada um deles escolherá, então o homem não é livre, mas já foi predeterminado pela vontade de Deus. Para a fé não há contradição alguma nisso, embora haja mistério. 

? provar que as idéias (platônicas), ou as emanações (neoplatônicas), ou os gêneros e espécies (aristotélicos) existem, são substâncias reais, criadas pelo intelecto e pela vontade de Deus e existem na mente divina. Em outras palavras, idéias, emanações, gêneros e espécies são substâncias universais e os universais existem tanto quanto os indivíduos; 

? provar que o Ser se diz ou deve ser entendido de modo diferente conforme se refira a Deus ou às criaturas. Para os gregos, no entanto, o Ser existia de diferentes maneiras, mas possuía um único sentido no que se refere à realidade e à essência de todos os entes. Essa idéia, para os cristãos, não poderá ser mantida. 

Platão, por exemplo, afirmou que o Ser só podia estar referido às idéias do mundo inteligível, pois as coisas sensíveis eram o Não-Ser, cópia, imagem, sombra do verdadeiro Ser. Já Aristóteles considerou o Ser como real para as coisas naturais ou sensíveis, para o Primeiro Motor Imóvel, para os seres matemáticos, pois a diferença entre eles referia-se apenas ao fato de poderem estar ou não submetidos à mudança ou ao devir. 

No caso do cristianismo, porém, não era possível manter a diferença platônica entre o Ser e o Não-Ser, pois este mundo e tudo o que nele existe é obra de Deus, é criatura de Deus e não mera aparência. Mas também não era possível manter a idéia aristotélica de que a diferença entre os seres estaria apenas na presença ou ausência do devir ou da mudança, pois para os cristãos o ser de Deus é de natureza diferente do ser das coisas, uma vez que ele é criador e elas são criaturas, e não há nada em comum entre eles. O resultado da necessidade de afirmar que o Ser não possui o mesmo sentido, quando aplicado a Deus e às criaturas, foi a divisão da metafísica em três tipos de conhecimento: 

1. a teologia, que se refere ao Ser como ser divino ou Deus; 

2. a psicologia racional, que se refere ao Ser como essência da alma humana; 

3. a cosmologia racional, que se refere ao Ser como essência das coisas naturais ou do mundo. 

? finalmente, e como conseqüência de todas essas concepções, provar que fé e razão, revelação e conhecimento intelectual são não incompatíveis nem contraditórios e, quando o forem, a fé ou revelação deve ser considerada superior à razão e ao intelecto, que devem submeter-se a ela. 

Evidentemente, os pensadores cristãos nunca se puseram de acordo sobre todos esses aspectos, e uma das marcas características da metafísica cristã foi a controvérsia. 

Para alguns, por exemplo, os chamados “universais” (idéias, emanações, gêneros, espécies) eram nomes gerais criados por nossa razão e não seres, substâncias ou essências reais. Para outros, o Ser deveria ser afirmado com o mesmo sentido para Deus e para as criaturas, a diferença entre eles sendo de grau e não de natureza. Para muitos, fé e razão eram incompatíveis e deveriam ser inteiramente separadas, cada qual com seu campo próprio de conhecimento, sem que uma devesse submeter-se à outra. E assim por diante. 

Independentemente das controvérsias, divergências e diferenças entre os pensadores, o cristianismo legou para a metafísica a separação entre teologia (Deus), psicologia racional (alma) e cosmologia racional (mundo), bem como a identificação de três conceitos: ser, essência e substância, que se tornaram sinônimos. 

Como conseqüência da identificação entre ser, essência e substância, de um lado, e, de outro a afirmação de que existem essências ou substâncias universais tanto quanto individuais, a metafísica passou a ter um número ilimitado de seres para investigar: as substâncias universais como água, ar, terra, fogo, homem, anjo, animal, vegetal, o bem, o verdadeiro, o justo, o belo, o pesado, o leve; as substâncias individuais ou os seres particulares; as substâncias celestes, as terrestres, as aquáticas, as matemáticas, as orgânicas, as inorgânicas, etc. Cada uma delas era investigada segundo os três princípios (identidade, contradição, terceiro excluído), as quatro causas (material, formal, eficiente, final), o ato e a potência, a matéria e a forma, as categorias (qualidade, quantidade, ação, paixão, relação, tempo, lugar, etc.), o simples e o composto, etc.


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